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Estado de Minas

Creche no Ceará recebe o nome de professora morta na tragédia de Janaúba

Heley de Abreu Silva salvou crianças durante o incêndio criminoso na creche Gente Inocente em 5 de outubro de 2017


postado em 26/01/2018 13:01

Creche foi incendiada no dia 5 de outubro de 2017 pelo vigia Damião Soares dos Santos(foto: Polícia Militar/ Divulgação)
Creche foi incendiada no dia 5 de outubro de 2017 pelo vigia Damião Soares dos Santos (foto: Polícia Militar/ Divulgação)
 
A professora Heley de Abreu Silva Batista, que morreu tentando salvar crianças no incêndio criminoso da Creche Gente Inocente em Janaúba, no Norte de Minas, recebe homenagens em diversas cidades brasileiras pelo seu ato de heroísmo. Na tarde desta sexta-feira, será inaugurada em Fortaleza um Centro Municipal de Educação Infantil (Cemei) em nome da educadora. O marido de Heley, o protético Luiz Carlos Batista, junto com os três filhos, viajou à capital cearense para participar da inauguração. 
 

O Centro Municipal de Educação Infantil Heley Abreu Batista foi construído no Bairro Serrinha, em Fortaleza, com capacidade para o acolhimento de 230 crianças, de um a cinco anos. Conforme foi divulgado pela Secretaria Municipal de Educação de Fortaleza, foram aplicados R$ 2,5 milhoes na construção da unidade, que conta com 1.311 metros quadrados de área construída, em um terreno de área total de 2.295 metros quadrados.
 
Heley de Abreu morreu quando tentava resgatar as crianças de dentro da creche(foto: Luiz Ribeiro/ EM D.A Press)
Heley de Abreu morreu quando tentava resgatar as crianças de dentro da creche (foto: Luiz Ribeiro/ EM D.A Press)
 
 
O prédio é estruturado com 10 salas de aula com banheiros adaptados e dispõe de brinquedoteca, área de lazer (playground) e outras instalações como fraldário, lactário, refeitório, sala de professores e lavanderia, além dos setores administrativos.
 
A tragédia na Creche Gente Inocente resultou em 14 mortes e deixou mais de 40 feridos. Na manhã de 5 de outubro, o vigia Damião Soares dos Santos, de 50 anos, invadiu a unidade de ensino infantil. Em seguida, jogou gasolina no chão e ateou fogo na sala onde a  Heley estava com seus alunos. A professora, que tinha 43 anos, lutou contra o vigia, tentando salvar as crianças. Ela teve 90% do corpo queimado e morreu horas depois do ataque a creche.

Além de Heley e do vigia, em decorrência do incêndio criminoso morreram 10 crianças, outra professora, uma auxiliar de professora e uma funcionária da Creche Inocente. Os feridos foram atendidos em hospitais de Janauba, na Santa Casa de Montes Claros e em hospitais de  Belo Horizonte, para onde foram encaminhados os casos mais graves.
 
Ver galeria . 7 Fotos Luiz Carlos Batista, marido da professora Heley Abreu, identifica o túmulo com foto da mulherLuiz Ribeiro/EM/D.A. Press
Luiz Carlos Batista, marido da professora Heley Abreu, identifica o túmulo com foto da mulher (foto: Luiz Ribeiro/EM/D.A. Press )

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