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Estado de Minas

Secretaria investiga morte de criança que recebeu vacina da febre amarela

No boletim epidemiológico do governo estadual divulgado em 19 de janeiro, foram confirmadas três mortes por reação à vacina da febre amarela


postado em 29/01/2018 19:15 / atualizado em 29/01/2018 19:39


 
A morte de uma criança de 3 anos será investigada pela Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, a pedido da Secretaria de Saúde de Osasco, região metropolitana de São Paulo. A criança foi vacinada recentemente contra a febre amarela, mas a prefeitura da cidade adiantou, por meio de nota, que é prematuro afirmar que a morte foi provocada pela vacina. A criança era moradora de Carapicuíba e foi atendida em hospital particular de Osasco com quadro de encefalite.
 

A prefeitura informou que o laudo será feito pelo Instituto Adolfo Lutz e lembrou que a cidade não é área de risco. O município não está incluído na campanha de vacinação com a dose fracionada contra a febre amarela que teve início no dia 25.


Outros casos


No boletim epidemiológico do governo estadual divulgado em 19 de janeiro, foram confirmadas três mortes por reação à vacina da febre amarela. Todos eram adultos com menos de 60 anos e sem registro de doenças prévias. Mais seis mortes, sem incluir o caso de Osasco, estão sendo investigadas.

A vacina da febre amarela é feita com o vírus atenuado e, após a aplicação, são produzidos anticorpos que protegem contra a doença. Pelo perfil da vacina, a dose é indicada apenas para quem precisa, considerando o risco de exposição dela ao vírus da febre amarela. “Portanto, em locais urbanos, onde não há transmissão, não há motivo para expor a população a um risco desnecessário”, alertou a secretaria de Saúde de São Paulo. De acordo com o órgão, a literatura médica aponta a possibilidade de ocorrência de uma morte para cada 450 mil doses aplicadas.

O último boletim do governo estadual, divulgado na última sexta-feira (26/1), indica a ocorrência de 134 casos de febre amarela silvestre no estado desde janeiro, sendo que 52 resultaram em morte. O balanço anterior apontava 81 pessoas infectadas, com 36 mortes. Mais da metade dos casos (57,4%) ocorreu em Mairiporã; 12,6% em Atibaia e 3,7%, em Amparo. Essas cidades respondem por três quartos das infecções pela doença no estado. Não há casos confirmados na capital.

Campanha


A campanha de vacinação contra a febre amarela no estado teve início na última quinta-feira (25/1). Começaram a ser aplicadas as doses fracionadas da vacina conforme diretriz do Ministério da Saúde. A meta é imunizar 9,2 milhões de pessoas até o dia 17 de fevereiro, em 54 cidades listadas como prioritárias. Nos dias 3 e 17 fevereiro haverá regime especial de funcionamento dos postos com a realização de Dia D - campanha de vacinação contra febre amarela -. As doses são aplicadas em cerca de 900 postos, incluindo 150 volantes, nas regiões da Grande São Paulo, Vale do Paraíba e Baixada Santista.

A Secretaria de Estado da Saúde alerta que devem consultar o médico sobre a necessidade de tomar a vacina os portadores de HIV positivo, pacientes com tratamento quimioterápico concluído, transplantados, hemofílicos ou pessoas com doenças do sangue e de doença falciforme.

Não há indicação de imunização para grávidas que morem em locais sem recomendação de vacina, mulheres amamentando crianças com até 6 meses e imunodeprimidos (como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas).

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