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Estado de Minas

Rio de Janeiro conhece hoje a nova campeã do carnaval 2018

A partir das 16h, começa a apuração dos desfiles e despontam como favoritas Beija-Flor, Salgueiro, Portela e Mangueira


postado em 14/02/2018 06:00 / atualizado em 13/02/2018 23:49

Em uma apresentação sombria, a Beija-flor mostrou as
Em uma apresentação sombria, a Beija-flor mostrou as "monstruosidades" da sociedade (foto: Mauro Pimentel/AFP)

No fim da tarde de hoje, o Rio de Janeiro conhecerá a campeã do carnaval. A partir das 16h, começa a apuração dos desfiles e despontam como favoritas Beija-Flor, Salgueiro, Portela e Mangueira. Com enredos e propostas bem distintas, as quatro agremiações — que juntas colecionam 63 títulos — devem estar presentes no sábado das campeãs, quando as seis mais bem pontuadas voltam à avenida. As três primeiras foram destaque no segundo dia, que teve apresentações perfeitas, sem imprevistos. Já a Mangueira foi a de melhor desempenho técnico no primeiro dia, apesar de a apresentação mais comentada nas redes ter sido a da Paraíso do Tuiuti, por causa das críticas políticas ao governo.

Também com um enredo crítico, a Beija-Flor fechou os desfiles do Rio na madrugada de ontem levando o público das arquibancadas à avenida. Com o samba Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pariu, a escola falou de corrupção, desigualdade socioeconômica, violência e intolerâncias.

Na disputa, a Mangueira levou polêmica ao desfile com críticas ao corte de verbas ao carnaval. Em nota divulgada ontem, a prefeitura do Rio afirmou que o prefeito, Marcelo Crivella (PRB), foi vítima de “intolerância religiosa” por causa da escola, que o representou como um boneco de Judas, traidor do carnaval, enforcado.

Outra favorita, o Salgueiro tingiu a Sapucaí de vermelho num desfile emocionante e coeso. A escola saudou as “senhoras do ventre do mundo” — matriarcas negras que deram origem à toda a humanidade. A Portela também encantou o Sambódromo com uma apresentação impecável.

Onda de violência 

A onda de violência no carnaval do Rio de Janeiro teve arrastões, assaltos, balas perdidas e lojas saqueadas, sem que o policiamento, acentuado apenas no último dia da folia desse conta do recado. Na Praia de Ipanema, foram três arrastões em menos de 24 horas. Entre as vítimas, vários estrangeiros. Na véspera, a Delegacia de Atendimento ao Turista registrou 26 ocorrências, o que dá três queixas por hora, quando o normal são seis casos por dia.

Os bandidos não pouparam nem os artistas. Rainha da bateria da Grande Rio, a atriz Juliana Paes estava a caminho da Sapucaí, por volta das 23h de segunda, quando a van que a levava foi abordada durante arrastão no Viaduto 31 de Março, próximo ao sambódromo. O sambista Moacyr Luz foi assaltado na virada de domingo para segunda-feira, pouco antes de chegar à Sapucaí. Em outro local da cidade, na Avenida Brasil, um caminhão da banda Capital Inicial foi assaltado durante um tiroteio.

Dez integrantes de um grupo fantasiado de bate-bolas (fantasia carnavalesca típica do subúrbio carioca, sobretudo da zona oeste) foram presos na madrugada de ontem, no Centro do Rio. Com eles foram encontradas uma pistola calibre 9 mm e um artefato explosivo de fabricação caseira, além de objetos como celulares, relógios e carteiras. No Méier, outro grupo de bate-bolas provocou tumulto.

Homicídio


Em Belo Horizonte, um homem foi assassinado com uma facada no peito. Segundo testemunhas, a vítima, Walas dos Santos Gomes, 22 anos, mexeu com a namorada de outro homem próximo a um banheiro público, entre as praças Sete e da Estação. Os dois teriam discutido e o namorado da mulher teria dado uma facada no tórax de Walas. No interior de Minas, em Barbacena, um homem foi agredido com três facadas durante festa de carnaval.

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