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Correio Braziliense

Hamilton de Holanda começou sua trajetória na Escola de Música de Brasília

O músico foi trazido pela família ainda bebê para Brasília. Aqui, em meio à família fortemente ligada à música, o garoto começou sua trajetória

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postado em 21/04/2013 07:00

Marcos Portinari/Divulgação

É impossível falar de choro, atualmente, sem citar Brasília. Mais difícil ainda falar do gênero na cidade sem mencionar Hamilton de Holanda. Embora se mantenha em uma postura de humildade, ele é considerado um dos responsáveis por modernizar e difundir a música por todo o mundo com a velocidade do bandolim. Hermeto Paschoal declarou que o futuro da música instrumental brasileira está nas mãos de Hamilton de Holanda. Ele é citado nos principais sites internacionais de música como o melhor bandolinista do mundo na atualidade.

Parece que Hamilton já nasceu com o instrumento nas mãos, em 1976, no Rio de Janeiro. Foi trazido pela família ainda bebê para Brasília. Aqui, em meio à família fortemente ligada à música, o garoto começou sua trajetória. Ainda criança, com 5 anos de idade, recebeu do avô o instrumento que mudaria sua vida. Na infância, frequentava aulas na tradicional Escola de Música de Brasília. Na época, por falta de professores de bandolim, aprendeu violino. Mas era o bandolim a grande paixão. A facilidade com o intrumento chamava atenção em apresentações que realizava ao lado do irmão mais velho. Pernambuco do Pandeiro, um dos maiores ritmistas da história da música brasileira, se encantou com o talento das crianças e batizou a dupla de Dois de Ouro.

Humildemente, Pernambuco acompanhava os meninos em apresentações no Clube do Choro, como relembra o atual presidente do Clube do Choro, Reco do Bandolim. “Logo de início percebíamos que ele (Hamilton) tinha um talento especial. Um dom. Uma virtude”. Hamilton também conta sobre o início da vivência nos palcos: “Percebi muito cedo que não tinha vergonha de tocar em público. Sentia que de alguma forma aquilo causava coisas boas nas pessoas.”

Na adolescência, passou a incorporar elementos de outros gêneros à sua música e chegou a ter uma banda de rock, outro estilo marcante da cidade, e outra voltada para a MPB. A experiência e o aprendizado em Brasília fizeram com que Hamilton enxergasse a música além das divisões estabelecidas. “Não gosto de rotular a música. Eu gosto de emocionar as pessoas, independentemente do estilo”, comenta o músico.

Em 2003, o artista passou a morar no Rio por causa do trabalho e se considera hoje um “cidadão do mundo, à vontade em qualquer lugar para onde a música levar”, mas Brasília jamais é esquecida. Mesmo com a rotina intensa, com shows e organização de eventos e festivais, não deixa de visitar a cidade quando pode. “Sempre que dá, toco em Brasília. E sempre que vou, sinto um frio na barriga.”
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