A diversidade de gêneros invadiu o bloco do Pacotão durante o desfile de ontem, na área central de Brasília. Gays, lésbicas, travestis, transexuais e simpatizantes se uniram aos foliões durante a concentração do bloco mais tradicional de Brasília, na Quadra 302 Norte. Com o tema STF liberou! Vem se unir comigo, o Galera do Arara — do qual fazem parte integrantes da organização não governamental Estruturação, de defesa dos direitos LGBT — comemora, este ano, nove anos de existência. Desta vez, o grupo decidiu homenagear a determinação do Superior Tribunal Federal de acatar a união estável entre casais homossexuais, em março de 2011.
Mesmo com apenas seis integrantes, o bloco seguiu até a Quadra 504 Sul, ponto final do Pacotão, e distribuiu ainda mais cor ao carnaval de rua brasiliense. Os integrantes desfilaram com o estandarte e bandeiras do movimento gay, que trazem as cores do arco-íris — rosa, vermelha, laranja, amarela, verde, azul, índigo e roxa. Mascote do bloco, a arara foi escolhida por ser dotada de várias tonalidades. “Carregamos a arara desde o começo. A ave é colorida, como a nossa bandeira”, explicou um dos membros do grupo, a coordenadora da ONG Estruturação, Paula Ramos, 29 anos, que carregou o emblema.
Com a experiência de ter participado dos desfiles do Galera do Arara desde a primeira aparição do bloco, Paula percebeu que a luta contra o preconceito no carnaval de Brasília não é uma causa perdida. “Aqui, acredito que não tenha preconceito quando estamos desfilando”, analisou ela. Voluntário da entidade, o jovem Robert Wagner Vicente Ferreira, 20 anos, esteve pela primeira vez no bloco e segurou uma das bandeiras durante o trajeto. “Tive o prazer de portá-la”, orgulhou-se o rapaz.
GOSTOU DESTA NOTÍCIA? COMPARTILHE EM SUAS REDES SOCIAIS!
Envie sua história
e faça parte da rede de conteúdo dos Diários Associados.
Clique aqui e envie seu vídeo, foto, podcast ou crie seu blog.
Manifeste seu mundo.
Esta matéria tem: (0) comentários
Não existem comentários ainda