Organizadores de blocos de carnaval trabalham para conseguir investimentos

Eles também querem ressaltar o lado social por trás dos confetes

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postado em 09/01/2016 08:10 / atualizado em 26/01/2016 18:07

Marcelo Ferreira/CB/D.A Press


Há quem considere janeiro apenas um grande vácuo entre o réveillon e o carnaval. Porém, para aqueles que são foliões o ano inteiro, já é tempo de colocar o bloco na rua. E, em 2016, são exatamente eles que serão os grandes puxadores da alegria. Na última terça-feira, o Governo do Distrito Federal anunciou que investirá R$ 780 mil para instalar banheiros químicos, alambrados e alugar carros de som para auxiliar 30 blocos.

Porém, os organizadores não esperam apenas o repasse distrital. Vários deles não só buscam formas de conseguir investimentos diretamente com os foliões como trabalham para que a festa não seja apenas uma celebração hedonista, mas tenha um lado social por trás dos confetes. O Bloco do Amor, que sai pela primeira vez em fevereiro e promove três ensaios a partir de hoje, para arrecadação de fundos para o desfile, vai usar o lucro dos eventos para financiar a criação da Primeira Associação de Prostitutas do DF, a Tulipa do Cerrado. As festas ocorrem sempre às 22h, na Star Night (Setor Comercial Sul) e o ingresso custa R$ 25 (por dia).

“Eu me sinto honrada em fazer parte do carnaval de Brasília. Precisamos mostrar que há ocupação saudável das ruas, juntando histórias de vida, sem ignorar quem está nelas”, afirma Elô Barbosa, uma das organizadoras. O bloco, que vai sair pela Via S2, quer discutir, na folia, quem são os protagonistas dessas vias brasilienses. “Vamos falar de amor: amor ao próximo, amor ao carnaval. E vamos para as ruas.”

A ocupação urbana é uma das grandes motivações de quem organiza a festa de Momo. O médico Danilo Coelho, 35 anos, é um dos promotores do Abrindo a Roda, que vai desfilar no Parque Urbano Bosque do Sudoeste no dia 17. “Nosso interesse é fazer com que a comunidade participe porque somente a partir disso é que o evento se tornará uma autêntica demonstração da mobilização das ruas.” Inteiramente feito por voluntários, o grupo faz apresentações de chorinho no local e, para Danilo, montar um bloco foi uma extensão natural desse trabalho.
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