Primeiro Suvaco na Funarte é marcado, além da diversão, por chuva e lama

No Cruzeiro, o bloco dissidente também fez a festa e não se incomodou com a chuva

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Carlos Vieira/CB/D.A Press


Após a confusão e os protestos contra a mudança de lugar do Suvaco da Asa, o bloco fez sua estreia no Eixo Monumental neste sábado (23/1) e atraiu mais de 50 mil pessoas. Por causa da chuva, um dos geradores apresentou problema e atrasou um dos shows em uma hora. Os organizadores tentaram pedir mais tempo de evento à Secretaria de Cultura, mas não obtiveram resposta. "O nosso maior compromisso é com os foliões para entregar a programação prometida", disse Pedro Moreno, que faz parte da organização do Suvaco. No entanto, a Secretaria de Segurança Pública não liberou a área para mais uma hora de show e a Polícia Militar mandou encerrar o evento às 22h15.


A festa começou por volta de 14h, com um público ainda tímido, mas que logo começou a aproveitar as bandas que se apresentaram no local. Por volta das 15h, um dos organizadores pediu ajuda aos céus para que não chovesse, no entanto, não teve jeito. A chuva caiu forte na Funarte e levou boa parte dos foliões para debaixo da marquise, próximo ao Clube do Choro.

Com a chuva, o gramado do Eixo Monumental virou lama, mas nada que impedisse a festa de alguns foliões que aproveitaram para se sujar -- no melhor estilo propaganda de sabão em pó. Por causa da bagunça, alguns foliões deixaram a festa na Funarte e foram para o Cruzeiro, onde um grupo de dissidentes fez o tradicional Suvaco (leia abaixo). Foi caso de João Pedro, Cássio e Caio Pocceschi e Alessandro Soares. "Estava um lamaçal danado. Aqui está melhor", disse Alessandro. "Lá estava cheio, mas muita gente foi embora por causa da chuva", comentou Caio.



Teve quem, no entanto, se precaveu e organizou tudo para fugir da chuva. O educador físico Cleriston Rios mostou um camarote na Funarte e armou uma tenda para 150 pessoas. "Sempre chove no bloco. Então trouxemos a tenda e as camisetas para o pessoal", disse. Por volta das 17h, a chuva passou, mas a lama continou e a folia também. Foi a vez da Marafreboi entrar na festa.

Juliana Contaifer/CB/DA Press


Com o fim das chuvas, os foliões voltaram a se concentrar no Suvaco e ocuparam todas as seis faixas da via S1. Isso obrigou o Batalhão de Trânsito a desviar os carros para o Autódromo. Até as 19h45, a Polícia Militar estimava um público de 45 mil pessoas aproveitando a festa.

A festa está programada para ir até as 22h no Eixo Monumental. Não houve registros, até o fechamento desta matéria, de furtos ou qualquer tipo de violência.

Alessandra Azevedo/CB/D.A Press


No Cruzeiro
Enquanto isso, na região original do Suvaco da Asa, o Cruzeiro, o grupo que não concordava com a mudança de local do bloco estimava ter cerca de 1,5 mil pessoas no evento. A chuva que caiu por lá não desanimou o pessoal. Solange Porcidônio estava empolgada. "Prefiro aqui no Cruzeiro. Tenho certeza que ainda vai lotar", disse.

Ambulantes aproveitaram a chuva e começaram a vender capas de chuva no Cruzeiro. A ambulante Rosa Maria foi da Funarte para o Cruzeiro por causa da chuva. "Aqui vou vender mais", acredita. A espuma é o item que teve mais saída: "as pessoas gostam de jogar umas nas outras".

Também por causa da chuva, a organização desistiu de levar o bloco até a Aruc. "A chuva apertou logo nesse horário. Por isso, atrasou. Agora ficaremos por aqui", afirmou Francisco Nenem. A festa no Cruzeiro prossegue animada, com previsão para terminar às 22h.
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