SIGA O
Correio Braziliense

Suvaco da Asa ou Woodstock? Faça o teste e veja se consegue diferenciá-los

Cerca de 45 mil foliões não se deixaram intimidar pela chuva e pularam na tradicional abertura dos blocos de Brasília

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.


A trilha sonora e o figurino dos frequentadores eram bem diferente, mas não há como não lembrar das icônicas fotografias do Festival de Woodstock em Bethel, em 1969, ao passar os olhos pelas imagens produzidas com os foliões na abertura cheia de água do carnaval de Brasília. O tradicional Suvaco da Asa, que após dez edições mudou de local e saiu pela primeira vez no Eixo Monumental, em frente à Funarte, com muito frevo, maracatu e banho de lama para os mais animados. A chuva intensa que caiu em Brasília ontem atrasou um pouco a folia mas não desanimou a multidão que queria festejar e ocupou grande parte do centro da capital. O novo local do Suvaco dividiu a opinião dos brasilienses e houve quem corresse da chuva para pular com o bloco dissidente, que saiu na tradicional Praça do Cruzeiro.

O designer Breno Abreu, 30 anos, cresceu em Recife andando atrás dos blocos e ama o carnaval. O brasiliense acredita que o carnaval da cidade tem melhorado muito nos últimos anos o que deixa o designer animado para sair sempre fantasiado com um grupo de amigos nessa época do ano. “Esse ano fomos todos de super herói. Quando cheguei ao bloco logo estranhei a dificuldade para estacionar, a polícia estava pegando pesado na fiscalização, tivemos que estacionar no estádio e ir andando. Além disso, achei o bloco muito disperso dessa vez”, afirma.

A estudante de artes plásticas Mirela Borges, 25 anos, também costuma frequentar o carnaval brasiliense e já foi em edições anteriores do Suvaco, no Cruzeiro, onde acreditava que o espaço era realmente pequeno para a quantidade de foliões que se aglomeravam no local. A estudante afirma ter gostado da escolha do novo local em relação ao espaço, maior que nas edições anteriores, no entanto a quantidade de lama e a música baixa atrapalharam o evento. “Quando cheguei com meus amigos, depois do temporal, estava bem enlamaçado e acabamos optando por não andar muito, ficamos parados em um lugar no asfalto. Não ouvi nada do som da festa, escutei apenas a música do porta-malas de um carro, no Cruzeiro eu escutava o batuque em qualquer esquina”, declara.

Positivo

Andi Vargas é ator, vai no bloco há 5 anos, e preferia quando ele saía no Cruzeiro, pela tradição do local. “A lama foi o que mais atrapalhou, era difícil andar e estava tudo muito longe. Mas apesar disso, já que o espaço é maior, comporta bem mais gente que o local antigo”, declara. Já para a jornalista Carolina Magalhães, 25 anos, a fanfarra estava excelente como nos anos anteriores e a lama não acabou com a festa. “Os foliões estavam animados e com fantasias super criativas e escrachadas. A lama foi um inconveniente, mas não foi razão suficiente para deixar o bloco. O mais importante mesmo é aproveitar a festa com os amigos”.

Mariana Moreira, jornalista e integrante da diretoria do bloco, afirma que, apesar do susto decorrente da forte chuva de sábado, o evento foi, em geral, muito positivo e impressionou pela força do bloco, que conseguiu cumprir seus planos e sair com a orquestra, pela primeira vez levando 5 tubas, ainda com o chão bastante alagado. “Nós acabamos fazendo um grande Woodstock do frevo. Muita gente não gostou da chuva e acabou indo embora mas muitos foliões permaneceram se protegendo debaixo das marquises, enquanto outros entraram na brincadeira e se divertiram muito com a lama. Talvez o som não tenha chegado para algumas pessoas que estavam muito afastadas do palco, pois espaço era bem amplo”, declara.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.