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Correio Braziliense

"Mais amor, por favor" é o que pede o Bloco do Amor que atraiu 250 foliões

Um casamento coletivo foi realizado no meio da folia. Quem quis, pegou uma aliança e um pretendente e se casou no meio da avenida

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postado em 07/02/2016 17:11

Gustavo Moreno/Cb/D.A Press


Mais amor, por favor! Esse o tema do Bloco do Amor, que ocupa a via S2, atrás da Catedral de Brasília, na tarde deste domingo (7/2). Cerca de 250 pessoas se divertem ao som das músicas e cantores românticos que marcaram uma história. A dupla Jane e Herondy, sucesso na década de 70, não podia faltar, assim como Chitãozinho & Xororó, com o eterno hino dos apaixonados: Evidências. É a primeira vez que o bloco sai no carnaval de Brasília. “Temas de amor mexem com a nossa memória afetiva. E música de amor, música romântica, não pode ter hora para tocar. Tem que ser toda hora, em todos os lugares”, explicou uma das organizadoras, a produtora cultural Elô Barbosa, 34 anos.

Com roupas coloridas, muitos adereços e maquiagem, os foliões seguem neste momento sentido Museu da República. Depois, retornam para o ponto de concentração, atrás da Catedral. E como o próprio nome do bloco diz, não faltou amor. Um casamento coletivo foi realizado no meio da folia. Quem quis, pegou uma aliança e um pretendente e se casou no meio da avenida. Teve casal gay, triplo e aqueles formados antes mesmo do carnaval. “Me casei aqui, mas foi de verdade. É o amor que vale”, afirmou o publicitário Carlos Honorato, 26 anos. Segundo a organização, a intenção era reunir todos os tipos de tribos. “Esse apelo é muito importante dentro da atualidade. O Brasil vive um momento de transformação de gênero e a nossa intenção era agregar todas as pessoas”, afirmou Elô.

Nesse sentido, o bloco fez uma parceria com o Centro Pop, unidade de política de assistência a pessoas em situação de rua, desenvolvido pela Secretaria de Desenvolvimento Social. Meses antes do carnaval, homens e mulheres atendidos pelo centro entraram no ritmo da festa e começaram a produzir fantasias e adereços para o bloco e para eles próprios. Quem topou, também vestiu uma fantasia e foi para a avenida. “É muito bom poder vir curtir a festa junto com todo mundo, sem me sentir excluído”, afirmou Richeli Alves de Oliveira, 22 anos.

Segundo o gerente do Centro Pop da 903 Sul, Luan Grisolia, 32, o objetivo é usar a cultura como forma de inclusão dessas pessoas. “O contato da população em geral com as pessoas em situação de rua é sempre violento. A cultura pode ser um dos caminhos para um diálogo mais amoroso entre eles e a cidade”, afirmou. A servidora pública Aline Silva, 31, optou por sair no Bloco do Amor, justamente, por conta desse apelo social. “Temos diversidade. Sou uma servidora, porta-bandeira do bloco, e meu mestre-sala é um morador de rua. É o encontro de duas pessoas, de dois universos diferentes. É muito amor”, afirmou.
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