Bloco resgata marchinhas, frevos e sambas nas ruelas da Vila Planalto

Evento conta com participação da bateria Acadêmicos da Asa Norte, da Orquestra Popular Marafreboi e do grupo Divinas Tetas

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postado em 11/02/2016 07:31

Uma das mais charmosas regiões administrativas do Distrito Federal, reconhecida com seus 28 anos de tombamento como patrimônio histórico de Brasília e uma das mais privilegiadas (localizada entre o Palácio do Planalto e a Praça dos Três Poderes), a Vila Planalto ainda conserva ar interiorano dentro da cidade planejada. Na verdade, ela surgiu para receber os trabalhadores que vieram para construir a capital.

Hélio Montferre/Esp.CB/D.A. Press.


Há cinco anos, a vila é também palco de um carnaval diferente, que tem como lema “Quem não sobe o morro, não desce a ladeira, o melhor carnaval é nas ruelas da vila”, escolhido pelo Vilões da Vila — que, no sábado, promete muita folia com um clima de carnaval antigo, romântico, resgatando marchinhas, frevo e samba.

O bloco é uma idealização de Joãozinho da Vila, 56 anos. Apaixonado por carnaval e pela comunidade, ele reuniu amigos, moradores e parcerias para investir em uma festa diferente, mas com a cara do local. “Nosso bloco é diferente dos demais. Temos essa relação nostálgica e pioneira, além do que, fisicamente, a vila é um lugar de ruas estreitas, ao contrário de qualquer outro lugar de Brasília. Por isso, temos que pensar romanticamente o carnaval” explicou Joãozinho.

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Este ano a folia da vila contará com o apoio do coletivo de produtores culturais Vilada, que vai ceder parte da estrutura, cadeiras, mesas, tendas e banheiros. A Secretaria de Cultura também fornecerá suportes para a apresentação do bloco. Na parte musical, o grupo contará a presença da bateria da escola de samba Acadêmicos da Asa Norte, da Orquestra Popular Marafreboi, que também faz apresentação no bloco do Pacotão, e do novo bloco Divinas Tetas, que traz como proposta tocar clássicos da música popular brasileira em ritmo de carnaval.

Para evitar transtornos, o Vilões da Vila começará cedo, às 15h, e deve acabar por volta das 21h. Ainda nesse sentido, D’Arc questiona a forte pressão feita aos blocos de carnaval, lembrando dos altos volumes das igrejas. “Estamos nas ruas, fazendo folia, eles normalmente estão em um espaço pequeno com equipamentos potentes e não podemos reclamar”. “Garantimos que não vamos ultrapassar os decibéis estipulados”, completou Walesca Maux, 45 anos, também da coordenação do bloco.

Troféu Correio Braziliense
Agora não tem mais jeito: o carnaval é nosso! O brasiliense se apropriou, de vez, da festa do momo. Tomou as ruas da cidade, dançou, beijou, travestiu-se do que bem entendeu. Seguiu o trio, caiu no samba, no axé, nas marchinhas e — quem diria — na música eletrônica. Senhor dos festejos, nada mais justo que vista a fantasia de juiz e eleja o melhor bloco de 2016. Pela primeira vez em 56 carnavais, o Correio Braziliense vai entregar um troféu aos três mais votados pelo leitor. Para escolher, entre no site (www.correiobraziliense.com.br) e participe da enquete. Você pode votar até hoje. Amanhã, uma festa na Redação do jornal vai coroar os vencedores do carnaval de Brasília. Que vença o mais animado!

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