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Escolinha do Gama movimenta crianças e adolescentes em torno do futebol

Publicação: 08/08/2009 08:00 Atualização: 08/08/2009 08:14

 O atacante pré-mirim Samuel Damasceno à frente do time: sonho é seguir a trilha de Thiago Félix, do Brasiliense (Monique Renne/CB/D.A Press)
O atacante pré-mirim Samuel Damasceno à frente do time: sonho é seguir a trilha de Thiago Félix, do Brasiliense
Amanhã começa a X Copa Dente de Leite de Futebol, competição que reúne os melhores times do DF. O nome incomum remete às categorias participantes — fraldinha, pré-mirim e mirim, de crianças entre 5 e 13 anos. O torneio reúne cerca de 1.500 crianças de diversas cidades do Entorno e do Plano Piloto. O Gama será representado pela Escolinha Penharol de Futebol, que apresenta alunos de 5 a 17 anos, abarcando as categorias infantil e juvenil.

E os times da Penharol já estão bem treinados. Jogam há seis meses pelo Campeonato do Gama, organizado pela Fundação Criança Gama de Futebol. A final será em 29 de agosto, no campo do Bezerrão, e promete movimentar a cidade. Joanildes Henrique Linhares, 50 anos, presidenta da Escolinha Penharol, está ansiosa pelos jogos. Conhecida na comunidade como Jô, ela informa que hoje há mais de 200 alunos matriculadas.

As aulas acontecem duas vezes por semana, no campo de terra do Senai do Gama, e o único pré-requisito para participar é frequentar a escola. Joanildes afirma que o trabalho é uma verdadeira salvação para as crianças. “Um dos garotos daqui foi encontrado largado na rua por um dos professores. Desde que começou a jogar, tem sido uma das estrelas do time”, diz, orgulhosa. O menino é Samuel Damasceno, 9 anos, atacante e artilheiro da categoria pré-mirim do Campeonato do Gama do ano passado.

Desde que começou na escolinha, em 2006, Samuel garante que passou a estudar para todas as provas e agora só tira boas notas na escola. Joanildes aprova e conta que notas boas são essenciais para permanecer na escolinha. “Nós fazemos o acompanhamento com os pais. Quem não estuda pode treinar durante a semana, mas fica de fora dos campeonatos”, lembra.

O sonho de Samuel e de muitas das crianças da escolinha é seguir os passos de ex-alunos, como Thiago Félix, hoje jogador do Brasiliense. Mas Joanildes sempre alerta que nem todas podem virar estrelas. “O objetivo não é criar jogadores, mas pessoas de bom caráter”, explica.

Igualdade
Outro diferencial, que começou no Grupo Penharol e acabou se estendendo às 12 escolinhas da Fundação Criança Gama de Futebol é a inclusão de portadores de síndrome de Down e de meninas nos times. “Apesar de estarem em menor quantidade, as meninas e os meninos especiais jogam páreo a páreo com os outros, sem preconceitos”, destaca a presidenta.

Márcio Martins Monte, 19 anos, tem idade mental de 12 e por isso joga como lateral esquerdo na categoria mirim, ao lado de crianças de 12 e 13 anos. Segundo Joanildes, ele estuda em escola especial e só atrapalha em campo quando quer fazer gols sozinho e não passa a bola para os amigos.

Gilberto Moisés de Sá, 34 anos, também é especial e joga na categoria infantil, de 14 e 15 anos. Mas todos por lá só o chamam de Romarinho. “Acho que porque jogo quase tão bem como o original”, arrisca ele, um pouco tímido. Mas na hora de jogar a vergonha vai embora. Ele se vangloria do gol de pênalti marcado há dois meses, antes de correr de volta para o treino.

A representante das meninas é Brenda Fernandes Reges, 10 anos. Ela joga como meio de campo na categoria pré-mirim, de 9 a 12 anos, e é mais talentosa que muitos dos garotos, de acordo com Joanildes. A influência vem de perto. O irmão, Breno, era atacante do Brasiliense antes de sofrer um grave acidente de carro em 2007, quando tinha 19 anos. Brenda ainda se entristece ao lembrar da morte do irmão, mas fica feliz por estar seguindo os passos dele. O objetivo, diz ela, sorrindo, é ser melhor que a artilheira Martha, da Seleção Brasileira.

Apesar do sucesso do empreendimento, Joanildes atenta: há uma série de dificuldades para manter a escolinha. “Além dos salários dos monitores e das camisetas dos times, temos que pagar a arbitragem dos jogos, por isso sempre procuramos patrocínios”, ela conta.

» Aceitam-se colaborações
Quem quiser ajudar a escolinha com doações, patrocínio ou serviços voluntários pode falar com a presidenta da entidade, Joanildes Linhares, pelos telefones 3556-5094 e 8515-1409.

» Quer participar?
As aulas do Grupo Penharol são ministradas no campo do Senai do Gama, na Área Especial Sul, Quadra 8, às terças e quintas-feiras, das 8h30h às 11h e das 14h30 às 17h. Aos sábados e domingos pela manhã, os times competem em campeonatos amadores ou oficiais, como a Copa Dente de Leite de Futebol e a Copa Agap. Para se matricular no Penharol, basta comparecer a uma das aulas, em qualquer período do ano, levando um atestado de saúde da criança e duas fotos 3x4. A mensalidade é de R$ 20, mas quem não puder colaborar também pode se inscrever para participar.

Esta matéria tem: (3) comentários

Autor: Hildo Evaristo
Respeitar, é uma regra para se evitar confrontos. | Denuncie |

Autor: Hildo Evaristo
É valido, o trabalho. Muito fácil criticar. É a tal história: Fazer o vidro é difícil, mas quebrar, é só atirar pedra. | Denuncie |

Autor: otoniel araujo
parabens penharol, voçes não são igual o gaminha que fica iludindo a meninada e fazendo contrato, só para segurar os garotos,com promessas. | Denuncie |

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