Mauro Borges de Sena Selveira, de três anos e nove meses, é portador de uma síndrome rara relacionada ao cromossomo X, chamada ATR-X (alfa talassemia). Até onde se sabe, essa é uma síndrome que só acomete meninos, além de responsável por um atraso do sistema motor e cognitivo. O caso de Mauro foi um dos citados em matéria publicada no último dia 24 sobre usuários de plano de saúde que precisam recorrer à Justiça para garantir atendimento quando houver divergências não definidas claramente na legislação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
“O Maurinho tem dificuldade para vários movimentos, desde sentar até deglutir e digerir os alimentos. As consequências são quadros de dores abdominais constantes, vômitos que precisam ser aspirados e quedas de saturação, que, se não socorridos em tempo, colocam a vida do meu filho em risco”, preocupa-se o pai de Mauro, Saulo.
A apreensão ganhou um motivo extra há duas semanas, quando os pais do bebê — Saulo e Cássia da Silva Borges — receberam a notícia da possibilidade de suspensão do benefício Home Care (internação domiciliar) oferecido ao filho, há um ano, pela Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi). “Eles alegam que o quadro do meu filho é estável. Ele está bem, justamente pelos cuidados constantes. Durante esse período, ele teve problemas, como queda de saturação e vômitos. Se não fosse a atuação rápida da técnica em enfermagem, ele poderia ter morrido”, argumenta Saulo.
Na época da publicação da matéria, a Cassi ainda não tinha uma definição para o caso e se comprometeu em informar ao jornal sobre sua decisão. No final da semana passada, o Correio recebeu nova resposta: “Após avaliação clínica periódica, procedimento recorrente nesses casos, a entidade manteve o atendimento domiciliar ao paciente, com todo o suporte em assistência à saúde necessário para a criança”, informou a Cassi, por meio da assessoria de imprensa.
A Cassi lembra que o Home Care não consta do rol de procedimentos médicos regulamentados pela ANS e não diz por quanto tempo prestará o atendimento. “Liguei na Cassi e fui informado que o Mauro será submetido a avaliações periódicas para identificar a necessidade ou não do serviço. Não posso viver sob constante apreensão. Vou ter de recorrer à Justiça”, diz Saulo.
Esta matéria tem: (2) comentários
Autor: Patricia
Torço para que dê tudo certo na vida do pequeno grande Mauro. Engraçado que os PLANOS DE SAÚDE sempre acham que o quadro do paciente é estável, quando se precisa do PLANO que não é de graça. Passei por uma situação semelhante em 2002, graças a Deus deu tudo certo. | Denuncie |
Autor: Defesa Vida
Eles somente vão liberar por ter sido divulgado na mídia. Daqui há 06 meses, quando ninguém mais se lembrar, eles suspenderão o atendimento. Parabéns ao correio por ter ajudado esta criança. Parabéns Naiobe Quelen | Denuncie |