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Investigadores retornam ao local do crime para tentar identificar rastros dos assassinos

Renato Alves

Raphael Veleda

Publicação: 03/09/2009 07:51 Atualização: 03/09/2009 08:13

Cinco dias após o crime e 48 horas depois da descoberta dos corpos, a Polícia Civil voltou a fazer uma análise minuciosa dos apartamentos das vítimas. Entre 19h30 e 22h25 de ontem, oito peritos do Instituto de Criminalística (IC) estiveram no imóvel em busca de provas técnicas contras os principais suspeitos do triplo homicídio. Os investigadores utilizaram material para identificar impressões digitais e possíveis manchas de sangue apagadas pelos assassinos.

Durante as quase três horas em que permaneceram nos apartamentos 601/602 do Bloco C da 113 Sul, os peritos aplicaram luminol em vários cômodos. A substância é muito usada pela polícia científica, quando se necessita saber se existem vestígios de sangue em roupas e objetos. No caso de tecidos e paredes, mesmo que a cena do crime tenha sido limpa, quando o luminol é aplicado, ele causa uma reação de oxidação e ilumina o ambiente. Por isso, diversas vezes, os policiais acendiam e apagavam as luzes do imóvel.

Ao fim do trabalho dos peritos, ao ser questionada sobre o resultado do trabalho feito no imóvel, a delegada Martha Vargas, titular da 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), limitou-se a dizer que “a perícia sempre ajuda”, que prefere não arriscar um prazo para a solução do caso. No começo da perícia, o namorado de Carolina, neta das vítimas, ficou embaixo do prédio aguardando os policiais. O rapaz esteve na delegacia durante a tarde acompanhando o depoimento dela à polícia. Ele é perito da Polícia Federal.

Até o final da noite de ontem, não havia ficado pronto o resultado dos exames de DNA em materiais genéticos colhidos na segunda-feira. Os peritos querem saber se existia um quarto tipo de sangue no local. O trabalho é demorado e pode levar até 10 dias.

Fotos
Durante o dia, os policiais circularam durante todo o tempo pelas proximidades do Bloco C da 113 Sul. Sem identificação e em carros descaracterizados, eles abordaram moradores, filmaram a movimentação, tiraram fotos e, sobretudo, observaram. Os agentes chegaram a ficar duas horas sentados em um bloco próximo ao C, sem fazer nada. A ação se intensificou no fim da tarde, por volta das 17h30, quando a delegada Martha Vargas chegou ao local. Tentando não chamar a atenção, ela foi direto para a portaria que leva aos apartamentos 601/602. Estava acompanhada de um agente e de uma mulher negra com idade entre 40 e 45 aos, uma possível testemunha que trabalharia nas redondezas. Os três permaneceram no apartamento por cerca de meia hora. Duas horas depois, a delegada voltou ao local para acompanhar a perícia.

O Correio esteve no hall de entrada dos apartamentos 601/602 na manhã de ontem. Após terem unido os dois apartamentos do andar, que são vazados, os donos tomaram algumas medidas de segurança. O elevador de serviço é travado e só vai até o 5º andar. Pelas escadas, o acesso também é barrado por duas portas que ficavam trancadas. O único acesso é pelo elevador social. Somente pessoas autorizadas podiam subir.

Uma vez no hall, existem três acessos ao imóvel, de 330 metros quadrados. São duas portas de serviço e uma social. Em todas elas, os peritos do Instituto de Criminalística utilizaram pó de grafite para identificar impressões digitais, assim como nas paredes. No chão, uma mancha de sangue que parece ter saído do solado de um sapato chama a atenção. Todas as entradas foram bloqueadas com fitas de isolamento. Colados nas portas, adesivos da VS Segurança anunciam que o apartamento é monitorado 24 horas por dia. Mas a polícia não confirmou se realmente havia algum tipo de monitoramento.

 

 

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