postado em 05/09/2009 20:13
Mais uma testemunha não identificada do caso do triplo assassinato na quadra 113 Sul compareceu à 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), na noite deste sábado (5/9). Uma pessoa do sexo masculino de pele clara, vestindo calça jeans e casaco de tactel azul escuro com capuz chegou para depor às 19h55 da noite.
A reportagem do Correio constatou ainda que a nova testemunha é magra e de altura mediana. Ela deixou a delegacia por volta das 21h15, após depor.
[SAIBAMAIS]Nesta sexta, a Polícia Civil já havia levado um homem encapuzado e todo vestido de preto ao apartamento onde o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral José Guilherme Villela, sua esposa Maria Carvalho Villela e a empregada do casal, Francisca do Nascimento Silva, foram mortos a facadas. Supostamente, ele foi conduzido até lá para ajudar a determinar como o crime ocorreu.
Pouco antes de a nova testemunha aparecer, a delegada encarregada do caso, Martha Vargas, concedeu uma entrevista pedindo a colaboração de quem tiver informações para elucidar o crime. A delegada classificou o assassinato na 113 Sul de "bárbaro" e "animalesco", e disse que qualquer denúncia pode ser feita pelo número 197, a linha de denúncias da Polícia Civil.
Martha Vargas afirmou ainda que a identidade de quem se dispuser a colaborar será preservada "como vem sendo até agora". Ela deixou o apartamento onde o crime ocorreu por volta das 22h20 deste sábado e afirmou apenas que esteve no local para uma nova perícia.
Memória
O ex-ministro do TSE e advogado do ex-presidente Fernando Collor no processo de Impeachment, José Guilherme Villela, 73 anos, foi encontrado morto na noite da última segunda-feira (31/8), em seu apartamento no Bloco C da 113 Sul. Também foram encontrados os corpos de Maria Carvalho Villela, esposa do advogado, e da governanta Francisca Nascimento da Silva, que trabalhava há 32 anos para o casal. Policiais informaram que os corpos estavam cobertos de sangue e com marcas de facadas.
José Guilherme e Maria foram golpeados na barriga e Francisca, nas costas. Os corpos do advogado e da empregada estavam perto da cozinha e o de Maria localizava-se junto ao closet do quarto de casal - único cômodo que apresentava sinais de ter sido remexido. A polícia encontrou, na cozinha, uma faca de 15cm que pode ter sido usada no crime. Policiais acreditam que o suspeito tenha fugido pela saída de serviço, já que a porta estava suja de sangue.
Uma irmã da governanta informou que conversou com Francisca por telefone por volta das 16h de sexta-feira. A polícia acredita que o crime tenha ocorrido entre 17h e 19h do mesmo dia, já que no apartamento foi encontrada a mesa pronta para um lanche.
Como os três não eram vistos desde sexta, uma neta do casal se dirigiu ao apartamento e chamou um chaveiro para abrir a porta. Ao se deparar com os corpos, acionou a polícia. Não havia marcas de arrombamento no local e os vizinhos disseram que não ouviram barulhos provenientes do apartamento de Villela. O porteiro do edifício afirmou que o condomínio possui câmeras de segurança no térreo e na garagem.