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| Sala Minha Brasília: labirinto com fotos de ilustres e anônimos |
A estrutura grandiosa e a concepção vanguardista da exposição que integra o evento Viva Brasília – Tributo a JK dão a exata medida da importância do legado deixado por Juscelino Kubitschek ao Brasil. Montada no Complexo Cultural da República, na Praça do Museu Nacional da República, a instalação leva o público a um mergulho sensorial no universo da construção da capital e do homem que ousou criá-la. Iniciativa conjunta do Correio Braziliense com o BRB Cartões e o BRB Seguros, a mostra aberta na última sexta-feira pode ser visitada até a próxima quarta-feira. “O Correio conta a história de Brasília desde o primeiro dia da cidade e não podia ficar de fora dessa comemoração”, observou o vice-presidente executivo do Correio, Evaristo de Oliveira, que participou da cerimônia.
Logo na primeira das seis salas da exposição, uma grande ampliação da foto histórica que retrata Juscelino contemplando o cerrado em uma de suas primeiras visitas ao lugar onde seria construída Brasília impacta os espectadores. “É difícil acreditar que a nossa cidade foi feita assim, no meio do nada”, disse a estudante Fernanda Gonçalves Lima, 19 anos, nascida em Taguatinga. A vegetação seca e retorcida dá a ideia do cenário encontrado pelo ex-presidente e pelos pioneiros que ergueram a capital no Planalto Central. “A maior obra de JK foi a mudança do pensamento político brasileiro e a maior obra física foi a construção de Brasília, que interiorizou o desenvolvimento nacional”, observou o governador José Roberto Arruda, enquanto visitava o evento na última sexta-feira.
Expressões
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| Criança no Complexo Cultural: classificação etária livre |
Na Sala das Palavras, frases e expressões que remetem à figura de Juscelino Kubitschek e à construção da cidade — Pampulha, Peixe Vivo, 50 anos, Visão, Coração do Brasil — são projetadas nas paredes e escritas aleatoriamente no chão do espaço. Do Traço à Realidade é o nome do terceiro ambiente, dedicado a registrar a ousadia do projeto idealizado pelo arquiteto e urbanista Lucio Costa. Uma planta ampliada do Plano Piloto, com o traçado original, foi fixada no chão da sala e contrasta com imagens de alguns dos prédios mais conhecidos da capital, que representam a concretização do projeto. A mineira Diana Tollstadius viveu em Roraima e no Rio de Janeiro. Mas foi em Brasília que a servidora pública encontrou seu lugar, há 17 anos. Quando soube da exposição por meio de uma amiga, Diana, ao lado da filha, correu para conferir a abertura da mostra. “A sala que retrata a construção de Brasília é a minha preferida.”
O passeio continua pelo quarto módulo, Minha Brasília, que forma uma espécie de labirinto com fotos, ampliadas em tamanho natural, de figuras ilustres e anônimas que participaram da saga que tornou realidade o sonho de JK. As imagens de operários se misturam a outras do próprio ex-presidente, do arquiteto Oscar Niemeyer e de homens e mulheres que viram na construção da cidade a oportunidade de começar uma nova vida. Já na sala Passado Presente e Futuro, trechos gravados em áudio de antigos discursos e declarações de Juscelino, mesclados com a modernidade da música eletrônica, revelam a
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| JK contempla o cerrado do Planalto Central: ampliação de foto histórica |
contemporaneidade das ideias propostas por ele. DJs da cidade foram escalados para executar as trilhas sonoras ao vivo durante todo o evento. “Brasília é a única capital do mundo que nasceu fotografada e filmada. Nestas cinco décadas, houve uma revolução, já que antes não havia nem computador. Uma exposição dessas tem um impacto muito forte”, pontua o secretário de Cultura do Distrito Federal, Silvestre Gorgulho.
A experiência termina na Sala dos Desejos, onde dois grandes livros, em branco, estão à disposição do público para registrar as expectativas em relação à cidade, às vésperas de seu cinquentenário. “Tivemos a grande graça de ter como fundador de Brasília o maior presidente da história. Ele já está eternizado e daqui a mil anos ainda estarão falando de JK”, concluiu o vice-governador Paulo Octávio, ao terminar o passeio pela mostra.
Esta matéria tem: (2) comentários
Autor: VASCO VASCONCELOS
Minha homenagem a JK e a Brasília está na musica q acabo de compor: BRASÍLIA CAPITAL DA BOSSA NOVA ( Um Tributo à Bossa Nova e aos 50 anos de Brasília) (...) Sinto um brado de ufanismo e sou feliz na Capital do meu País/Que possui o melhor IDH/Foi aqui que eu resolvi morar/ Como eu te adoro Brasília | Denuncie |
Autor: Lauro Oliveira
Realmente a exposição é emocionante.Não deixem de conferir,a sensação é incrível,imaginar a saga dos heróis anônimos que construiram esta capital no passado e projetar a atualidade que estamos vivendo e que herdamos este legado incrível de sonhos e expectativas é no mínimo incrível. | Denuncie |