Investigadores acreditam que policial civil morreu em emboscada ou roubo

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postado em 08/10/2009 16:56 / atualizado em 08/10/2009 19:16

Renato Alves , Raphael Veleda

Latrocínio (roubo com morte), emboscada e represália contra ação policial realizada semana passada que resultou no desmantelamento de uma quadrilha de tráfico de drogas. Essas são as hipóteses da 13ª Delegacia de Polícia (Sobradinho) para a morte do agente Luiz Carlos Ferreira Soares, 37 anos, encontrado com um tiro no peito por volta das 14h desta quinta-feira (8/10).

Ele estava em serviço, sozinho, em um carro descaracterizado da Polícia Civil do Distrito Federal, o Renault Clio de cor prata e placa JFT 7515-DF. O corpo e o veículo estavam em uma estrada de terra atrás do Condomínio RK, próximo à DF-001 e do Centro de Imagens e Informações Geográficas do Exército (CIGEx), em Sobradinho.

O diretor-geral da Polícia Civil, Cléber Monteiro, esteve no local. Disse que o agente deve ter sido vítima de latrocínio (roubo com morte). Investigadores trabalham com a hipótese dele ter sido sequestrado e os bandidos decidido matá-lo após descobrirem se tratar de um policial. Perícia identificou marca de tiro no vidro do veículo, o que, segundo Cléber, indica reação da vítima.

Conhecido na instituição como Clark, Luiz Carlos trabalhava na Policial Civil havia 18 anos. Há seis estava lotado na Divisão de Combate ao Crime Organizado (Deco). "Os policiais dessa divisão vão atrás de informações em todo o DF. E era isso o que ele devia estar fazendo na região", comentou Cléber Monteiro. Ele, no entanto, não informou o que o agente investigava.

Suspeitos
Monteiro contou que o policial não estava no banco do motorista, mas não informou qual a posição em que ele se encontrava quando a perícia chegou. Nem quantos tiros levou ou onde. No entanto, repórter do Correio presente no local apurou que o corpo foi encontrado entre os dois bancos da frente, sobre a marcha, com a cabeça voltada para o banco de trás.

Além disso, havia uma marca de tiro no peito do policial e quatro cápsulas de bala no chão do carro. O policial estava com a arma na mão. Para sustentar a tese de latrocínio, investigadores trabalham com a informação de um caminhoneiro que acionou a Polícia Militar após ver quatro homens em volta do Renault Clio da polícia.

Esse caminhoneiro disse ter vistos os suspeitos procurando algo no veículo, antes de ligar para a PM. Dezenas de policiais civis estiveram no local, além de equipes da PM, que, de carro, moto e helicóptero tentaram localizar suspeitos, em vão. A morte ocorreu próximo a uma área de treinamento da Polícia Federal, por isso a presença também de federais no local.

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