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Publicação: 05/02/2010 08:04 Atualização: 05/02/2010 08:30
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Sônia Vieira de Azevedo Lima,
45 anos
Funcionária do Hospital Regional de Luziânia, Sônia está afastada do trabalho desde o desaparecimento de Paulo Victor de Azevedo Lima, 16 anos, em 4 de janeiro. Somente com uso de antidepressivos, ela supera a dor de não poder conviver com notícias do filho adotivo. O menino desapareceu após pagar a conta de energia da lanchonete de Sônia, arrendada para o tio do menino. “Eu queria que meu filho tivesse uma responsabilidade e, por isso, ele ajudava o tio”, conta. Líder entre as mães, ela organizou manifestações e reuniu todas as histórias para que a Polícia Civil pudesse ajudá-las nas buscas.
Mariza Pinto Lopes,
42 anos
Diarista dedicada às três residências que arruma no Plano Piloto e no Gama, Mariza mal consegue trabalhar após o desaparecimento de Divino Luiz Lopes da Silva, 16 anos, em 10 de janeiro. O silêncio do apartamento durante a faxina a incomoda. A falta de alguém por perto para distraí-la a faz lembrar o tamanho do problema. Guerreira, ela persiste no trabalho para conseguir alimentar sozinha os dois filhos biológicos e outros dois de criação. “Não como e nem durmo direito. Emagreci quatro quilos”, calcula.
Sirlene Gomes de Jesus,
42 anos
A casa da mãe de George Rabelo, de 17 anos, virou ponto de referência no Parque Estrela Dalva 8. Construído em um terreno coberto pelo mato, o imóvel de tijolos aparentes e janelas quebradas é o último do bairro e fica próximo a uma plantação de soja. Basta perguntar nas proximidades por ela que a pergunta é automática: “A mãe do menino desaparecido?”. Na semana passada, angustiada pela falta de resposta da polícia, cavou buracos em terrenos baldios vizinhos acreditando que George pudesse ter sido assassinado e enterrado nas proximidades de sua própria casa.
Valdirene Fernandes da Cunha,

36 anos
Para conseguir dormir após o desaparecimento do filho, Flávio Augusto Fernandes dos Santos, 14 anos, Valdirene teve que modificar toda a estrutura da casa. O quarto do menino está fechado, pois ela não suportava entrar e sentir a falta do filho. No quarto dela, onde havia uma cômoda, está a cama dele. É nela, que de madrugada, ela consegue pegar no sono. “Fico pensando no que pode ter acontecido”, conta. Quando coloca a cabeça no travesseiro, várias hipóteses vêm a mente. Muitas delas trazem lágrimas incontroláveis. Contadora, Valdirene está afastada do trabalho.
Maria Lúcia Lopes,
50 anos
Cansada de esperar pelo resultado da investigação da polícia goiana, a mãe de Márcio Lopes, de 19 anos, foi sozinha em busca do filho em plena madrugada. Caminhou pelas ruas em volta de casa. Não pôde ir muito longe. A dona de casa tem problemas cardíacos e pressão alta. Uma irmã de Márcio levou a mãe de volta para casa. Para não sofrer com a dor do desaparecimento, diz passar os dias sob efeito de calmantes. Após investigação da polícia que revirou o quarto do jovem, ela arrumou a cama, a prateleira de tênis e de roupas. Para Márcio voltar a levar sua vida normalmente.
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Esta matéria tem: (8) comentários
Autor: adão ribeiro
A Policia certamente está fazendo o possível, as investigações seguem, mas não é como pensam algumas pessoas, começar uma investigação sem pistas concretas não é fácil, ninguém sabe nada, a mobilização está forte, vai surgir alguma pista, pessoas não desaparecem assim do nada. | Denuncie |
Autor: Elisandra Silva
Se fosse filho de algum político, empresário ou qq outro que tivesse altos reais, certamente a atenção ao caso seria diferente, é revoltande não vê reação das autoridades. | Denuncie |
Autor: Elisandra Silva
é um descaso da polícia local, o que estão fazendo com essas famílias, querem esperar mais qto tempo para agir de fato, qto mais tempo passar mais difícil ficará. Que Deus abençoe cada uma dessas famílias e que tudo termine bem, conforme sua vontade. | Denuncie |
Autor: Isabel Guedes
O Ministério Público tem que fazer algo para ajudar essas famílias. Não consigo nem imaginar o que é a dor de não saber o que aconteceu com o filho! Vamos nos unir para pressionar a polícia! | Denuncie |
Autor: Genilson Maia
A PCGO tem um efetivo reduzidissimo, segundo o sidicato da categoria só para agentes são 1.600 vagas. O pior é que no ultimo concurso eles abriram 300 vagas, tem 600 excedentes que passaram em todas as provas e brigam na justiça para ser chamados. | Denuncie |
Autor: rosa besoain
Isto só acontece porque são pessoas pobres. Eu duvido se fosse ricas ou parentes de políticos, se isto aconteceria. O governo federal tem que dar um prazo para esta polícia resolver . Onde está o Ministério Público de Goiás? E o Judiciário? | Denuncie |
Autor: moacir da conceição
a depender do executivo local luziania nunca melhorará. é preciso intervenção do judiciário para acabar com aquela baderna do ginásio de esportes nos finais de semana | Denuncie |
Autor: moacir da conceição
Luziania era muito tranquila, mas por omissão das autoridades é hoje um dos lugares mais perigosos. passem nos finais de semana na área do ginásio de esportes e confiram. é carro com som na maior altura; é a juventude consumindo álcool e outras coisas; e as câmaras de segurança ? servem pra que? | Denuncie |