ÁGUAS CLARAS

Policial civil mata a mulher e comete suicídio

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postado em 20/02/2010 08:00

Leilane Menezes


O agente da Polícia Civil Luciano André Barbosa, 40 anos, era conhecido pelos vizinhos, em Águas Claras, como um homem simpático e controlado. Sempre ao lado da mulher e das duas filhas, ele transmitia a imagem de bom pai e marido. Na noite de quinta-feira, porém, a aparência de normalidade se desfez quando o barulho de três tiros ecoou, vindo do amplo apartamento em que eles viviam, no 10º andar do Residencial Uberlândia, na Quadra 107. Barbosa tirou a vida da esposa, Monali do Nascimento, 41 anos, com tiros na cabeça e, em seguida, retirou as crianças de dentro de casa e cometeu suicídio com disparos também no crânio.

A motivação do crime seria a separação do casal. Na manhã da tragédia, os dois haviam participado da primeira audiência de divórcio, de acordo com a delegada-chefe da 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul), responsável por Águas Claras, Mônica Ferreira Loureiro. Mas Barbosa não conseguia aceitar o fim do casamento. Desde dezembro, as brigas entre ele e a mulher se tornaram frequentes e ela pediu a separação. A arma do crime, uma pistola calibre .40, é provavelmente a mesma usada em serviço por Barbosa, na Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública, onde era lotado, segundo a delegada. Além de agente, ele era instrutor da academia de Polícia Civil.

Barbosa trabalhava na Civil havia três anos. Desde então, mudou-se do Rio de Janeiro, sua cidade natal, com a família para Águas Claras. No dia 28 próximo, Monali assumiria o cargo de síndica no Residencial Uberlândia. O síndico atual, Hélio Gonçalves, demonstrou perplexidade com a violência. “Ninguém imaginava uma coisa dessas. Eles eram muito bem quistos no prédio. Os vizinhos viram o Luciano andando pelo prédio durante o dia, várias vezes. Ele subiu no elevador com sacolas de compras e parecia tranquilo. Mais tarde, com o barulho de tiros, todo mundo correu para ver o que tinha acontecido”, lamentou Gonçalves. O clima nos arredores do bloco era de luto, na manhã de ontem.

Monali era paulista, nascida na cidade de Lorena. Ela e Barbosa eram casados há pelo menos 12 anos. Da união nasceram duas filhas. As meninas, de 11 e 9 anos, e uma jovem de 18 anos, filha de Monali com o primeiro companheiro, presenciaram a briga. No momento em que decidiu acabar com a vida da mulher, Barbosa expulsou todos de casa e trancou a porta. As meninas pediram socorro a um vizinho. Logo depois, vieram os barulhos de tiros.

Quando a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros chegaram, arrombaram a porta e viram o casal morto em um dos quartos. As meninas estão hospedadas na casa de um parente. A 21ª DP, no entanto, vai entrar em contato com a Vara da Infância e da Juventude e a Justiça deve determinar com quem ficará a guarda das crianças. A delegada-chefe Mônica Ferreira Loureiro afirmou que Barbosa era um policial civil exemplar e não passava por tratamento psicológico. “A Polícia Civil tem psicólogos e psiquiatras à disposição. Se o policial não procura ajuda voluntariamente, cabe ao chefe da delegacia perceber qualquer comportamento estranho e encaminhá-lo”, concluiu.


PRESO AO RONDAR APARTAMENTO DA EX-MULHER
Um homem foi preso, na noite de quinta-feira, após ser flagrado rondando a residência da ex-mulher, na Asa Sul. O acusado, de 36 anos, foi detido em flagrante, na Quadra 109, por policiais militares que patrulhavam a área. Os PMs desconfiaram quando viram o carro com a placa coberta por um plástico. Ao abordá-lo, encontraram um revólver calibre .32. A delegada-chefe, Sandra Gomes Melo, da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), para onde o homem foi levado, trabalha para prendê-lo preventivamente. A intenção é de que o acusado não responda o processo em liberdade e a vítima permaneça em segurança, garantiu a titular. Além de responder, agora, por porte ilegal de arma, ele já tinha passagens por difamação e injúria, crimes cometidos contra a mulher.

Memória
3 de junho de 2009
O capitão reformado do Exército Wolmar Pires de Freitas, 61 anos, tentou matar a mulher e, em seguida, tirou a própria vida. A tragédia ocorreu em frente ao Fórum de Ceilândia, onde trabalha a técnica judiciária Aleonira e Silva de Freitas, 55 anos, com quem Freitas era casado havia quatro décadas. Wolmar usou um revólver calibre .32 para cometer o crime.

18 de novembro de 2008
O policial civil Clóvis Freitas de Lima, 42 anos, matou a mulher, a servidora pública Cláudia Alves de Freitas, 39, com sete tiros e cometeu suicídio em seguida na região do Grande Colorado, em Sobradinho. Ele chegou à casa da cunhada armado com duas pistolas, uma arma de calibre .40, de propriedade da polícia, e outra calibre .380, dele. No bolso, também levava uma caixa de munição e um pente carregado. O casal deixou dois filhos — uma jovem de 20 anos e um adolescente de 16.

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