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Paranoá está de prontidão contra a dengue Aumento dos casos da doença mobiliza não só agentes de combate ao mosquito Aedes aegypti, mas também a população. Dia a dia, membros da comunidade se engajam para fazer frente à epidemia

Mariana Moreira

Publicação: 02/03/2010 08:45 Atualização:

A batalha contra a dengue ganha novos contornos no Distrito Federal. Jovens estudantes serão voluntários das próximas ações educativas e devem receber treinamento especial. No Paranoá, as visitas a muitas casas serão repetidas, para garantir que todos tenham acesso às informações. A cidade está em seu terceiro ciclo de fumacê e ainda será preciso aplicar o produto, pelo menos, mais duas vezes. Em função do aumento de casos neste começo de ano, em comparação com o ano passado, muitos moradores começam a fazer frente à doença.

Maria Nivalda Ribeiro está sempre em alerta: varrição diária e nada de água acumulada (Iano Andrade/CB/D.A Press
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Maria Nivalda Ribeiro está sempre em alerta: varrição diária e nada de água acumulada
A operação de tratamento 100%, em que agentes da vigilância ambiental visitam todas as casas de um bairro ou cidade, para detectar e tratar possíveis focos do mosquito transmissor, foi realizada no Paranoá, até a última sexta-feira. Como o índice de casas fechadas ao longo do processo foi considerado muito alto — das 20 mil moradias, 1.727 estavam vazias na hora da abordagem —, a divisão de combate à doença decidiu deixar os agentes destacados para o trabalho em seus lugares de origem e definir uma nova estratégia. A decisão foi começar amanhã o processo de recata, uma segunda visita a locais em que moradores não foram encontrados. Com um contingente de 125 agentes, a expectativa é que este trabalho seja concluído em dois ou três dias.

O Paranoá registra 38 casos confirmados, sendo 35 transmitidos dentro do Distrito Federal e três contágios ocorridos no restante do país. Pelas ruas da cidades ainda há entulho, lixo e poças d’água visíveis, mas já é possível perceber mudanças na postura da comunidade diante da dengue. Moradora da Quadra 28 da cidade, Maria Nivalda Ribeiro, 63 anos, esforça-se para manter o problema longe de seu quintal. Todos os dias, ela varre a entrada do terreno, não deixa a água se acumular e evita manter plantas em vasos. “Minhas plantas são esse abacateiro e essa jaqueira na frente da casa”, aponta. Como não há casos da doença na rua, ela imagina que os vizinhos sejam tão cuidadosos como ela. Mas garante recomendar a todos que não deixem lixo no chão antes do horário dos caminhões de coleta.

Situação mais grave vive a região administrativa vizinha, Itapoã. Por lá, já são 110 casos confirmados, sendo que apenas um foi transmitido em outras regiões do país. José Nilton de Souza, 40 anos, é um dos moradores que figuram nessa estatística. Em dezembro, ele sentiu a febre intensa e os demais sintomas durante 10 dias. Três exames de sangue confirmaram a dengue. Ele diz retirar toda a água empoçada de casa e manter terra nos vasos de planta.

Cooperação
“Existe uma ressonância da comunidade”, acredita o subsecretário de Vigilância à Saúde, Allan Kardec. Prova disso é que, durante reunião realizada na tarde de domingo, cerca de três mil estudantes evangélicos se ofereceram para atuar como voluntários na luta contra a dengue. Aqueles que tiverem menos de 18 anos multiplicarão as informações entre amigos e família. Cada turma fará o treinamento de cerca de 100 jovens. No Distrito Federal, já são 970 casos confirmados — entre esses, 781 transmitidos aqui e 189 em outros estados.

Reforço da SES
» O secretário de Saúde, Joaquim Barros Neto, participa hoje de uma reunião no Ministério da Defesa, durante a qual pedirá a liberação de 200 militares para serem incorporados às ações de combate ao mosquito da dengue. Barros Neto conseguiu o aval do GDF para a contratação emergencial de 500 agentes de vigilância ambiental, que passam a reforçar o trabalho desenvolvido pelos 465 agentes atuantes em cidades com o maior número de focos. São Sebastião, Paranoá, Planaltina, Vila Planalto e Itapoã têm previsão de chegada de 250 servidores, a serem cedidos pelo Serviço de Limpeza Urbana, para reforçar o trabalho.

Esta matéria tem: (2) comentários

Autor: Arnaldo Carmo
Será que essas epidemias de dengue, febre amarela e da malária, que tem vivido e atormentado a sociedade brasileira, não são do interesse de algumas pessoas que se encontram no comando do Ministério da Saúde (doença), do nosso país? | Denuncie |

Autor: ney mota
MUITO BEM, ALÉM DOS AGENTES DE SAÚDE É EXTREMAMENTE NECESSÁRIO QUE CADA UM HABITANTE FAÇA TAMBÉM A SUA PARTE. | Denuncie |

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