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ENCONTRO » Governador de Goiás entrega a ministro da Justiça dois projetos para reforçar segurança Um cria uma polícia comunitária na região e outro reforçará a segurança em áreas rurais. Ambos custarão R$ 20 milhões

Naira Trindade

Publicação: 09/03/2010 08:39 Atualização:

Goiânia — Dois projetos da Secretaria de Segurança Pública de Goiás podem ajudar a combater a violência e o medo vividos pelos moradores do Entorno do Distrito Federal e municípios goianos. O mistério que envolve os seis desaparecimentos de jovens em Luziânia, as supostas ações de grupos de extermínios em Alvorada do Norte (GO) e a criminalidade que assombra as cidades próximas ao DF pautaram um encontro, ontem, entre o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, o governador de Goiás, Alcides Rodrigues (PP), e o secretário de Segurança Pública do Estado, Ernesto Roller, no Palácio das Esmeraldas, em Goiânia – distante 255km de Brasília. O Ministério da Justiça deve analisar as propostas ainda este mês. Se aprovadas, as cidades goianas podem receber investimento de cerca de R$ 20 milhões para a área de segurança.

Luiz Paulo Barreto (E) e Alcides Rodrigues: Ministério da Justiça prometeu estudar as duas propostas apresentadas pelo governo estadual (Kléber Lima/CB/D.A Press
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Luiz Paulo Barreto (E) e Alcides Rodrigues: Ministério da Justiça prometeu estudar as duas propostas apresentadas pelo governo estadual
Os dois projetos foram entregues ao ministro pelo governador Alcides Rodrigues. Uma das propostas é a inclusão das cidades do Entorno no Território de Paz do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), do governo federal. O programa consiste em um pacote de ações simultâneas que tem por objetivo inserir o Estado – por meio da Polícia Comunitária – em localidades onde o controle é exercido por bandidos, especialmente traficantes de drogas. Com a paz retomada, a população local passaria a ter acesso a serviços públicos essenciais e viveria sem medo.

O primeiro passo para a instalação do Território de Paz(1) é a chegada da Polícia Comunitária. Mais preparados a atender à população, esses policiais fariam ronda sempre na mesma região e dialogariam com os moradores, conhecendo suas rotinas e necessidades. Além disso, o programa conta com projetos sociais de segurança que envolvem diretamente os moradores como, por exemplo, o Mulheres da Paz. Por meio dele, lideranças comunitárias femininas são capacitadas para identificar jovens em situação de risco e levá-los a outros projetos do Pronasci, como os que oferecem atividades profissionalizantes, esportivas e culturais. As mulheres que colaborassem com o programa ainda receberiam um auxílio financeiro.

Reforço
Outra proposta para a melhoria na segurança pública seria a reestruturação física da Polícia Civil do Estado e a criação de patrulhas rurais para diminuir a quantidade de assaltos a fazendeiros e trabalhadores do campo. “A intenção é colocar a polícia presente nas áreas rurais. A economia de Goiás se encontra no campo e nós não podemos deixar essa área à mercê de ações de criminosos”, ressaltou o governador Alcides Rodrigues.

Para o ministro Luiz Paulo Barreto, a instalação de unidades policiais pode ajudar a prevenir a criminalidade e a combater a violência na região. “Politicamente, são projetos bem desenhados, mas, agora, técnicos do Ministério da Justiça vão analisá-los. Um teria investimento em torno de R$ 9 milhões e outro seria de R$ 11 milhões. Mas os valores podem ser revistos”, calculou. “Se aprovados, eles serão de implantação imediata e construídos ainda este ano”, completou. O ministro defendeu também que o governo federal pode ajudar na segurança pública dos municípios do Entorno. “É natural, por se tratar de uma população que trabalha no Distrito Federal, que o governo federal ajude Goiás no reforço do aparelhamento policial na região do Entorno”, acrescentou.

Sobre as investigações dos seis jovens que sumiram no Parque Estrela Dalva, em Luziânia, o secretário Ernesto Roller alegou que os policiais continuam a checar todas as pistas. “Nós estamos fazendo a checagem de informações e o levantamento de dados. O caso é atípico e exige atenção redobrada. É isso o que estamos fazendo para que possamos dar a resposta que a sociedade merece”, destacou.

1 -
Alcance
O Território de Paz já está em 14 localidades do país. Chegou em áreas consideradas críticas, como as comunidades de Cidade de Deus e do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. Também está em Recife (PE), Rio Branco (AC), Distrito Federal, Maceió (AL), Vitória (ES), Salvador (BA), Canoas (RS), Belém (PA) e Fortaleza (CE), Porto Alegre, Esteio, Cachoeirinha e Sapucaia do Sul (no Rio Grande do Sul).

Esta matéria tem: (2) comentários

Autor: francisco sampaio
Isso é uma vergonha!dinheiro nunca foi o problema pra segurança desse região, o problema está nos desvios dessas verbas. Esse dinheiro tem que ir direto para o entorno, pois se passar por goiânia já era. è incrível ver uma central de flagrante funcionando sem ter,sequer, uma viatura. Visitem NG. | Denuncie |

Autor: Gabriel Garcia
Por "segurança" leia-se "repressão contra os sem-terra" ou "armas aos latifundiários" Sabemos muito bem como Goiás é um reduto feudal no Brasil e que a reforma agrária é um sonho. não é a tôa que o Senhor Ministro é contra a Intervenção, pois estes acordos estão intimamente ligados a gado eleitoral. | Denuncie |

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