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Vacinação contra a Hepatite B é ampliada nos Postos de Saúde do DF

Publicação: 12/03/2010 12:33 Atualização: 12/03/2010 12:38

Noventa e quatro salas dos 64 Postos de Saúde do Distrito Federal receberam um reforço nas doses para a imunização da hepatite B. Segundo o Ministério da Saúde 33 milhões de doses serão oferecidas ao longo de 2010, em todo o país, 18 milhões a mais do que no ano anterior.

Os interessados em adquirir a imunização podem procurar um dos postos de saúde, das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira, com o cartão de vacina. 

Tem direito a vacina os menores de 1 ano e crianças e adolescentes de 1 a 20 anos. Para as demais faixas etárias, podem ser imunizadas vítimas de abuso sexual, doadores de sangue e profissionais de saúde.

Números

De acordo com a chefe do Núcleo de Hepatites Virais do Distrito Federal, Sônia Girardi, cerca de 100 pessoas contraíram o vírus entre o ano de 2009 e 30 março de 2010 na capital federal.

Para ela, os números não representam a realidade. “Ao contrário da hepatite A, que é uma doença sintomática, a hepatite B é uma doença crônica. Dessa forma, não tem como saber exatamente quando a pessoa contraiu, portanto, o número pode ser maior”, explica.

Prevenção

A vacinação contra a doença é uma das principais medidas de prevenção. Segundo Sônia Girardi realizar uma triagem durante o pré-natal das gestantes também é importante para diminuir o risco de contaminação da doença. “O risco de a criança contrair a doença da mãe é muito grande. Provavelmente, essa criança desenvolverá cirrose ou câncer”, explica.

Houve um aumento da abrangência, com foco na população mais vulnerável. Entre os grupos prioritários estão caminhoneiros, portadores de doenças sexualmente transmissíveis, gestantes, manicures e pedicures, assim como lésbicas, bissexuais, transgêneros, pessoas que vivem em assentamentos e acampamentos e hemofílicos.


Transmissão

A hepatite viral B é transmitida pelo sangue, esperma e secreção vaginal. Pode ocorrer pelo compartilhamento de objetos contaminados, como: lâminas de barbear e de depilar, escovas de dente, equipamentos de manicures e podólogos, materiais para colocação de piercing e para confecção de tatuagens ou pela relação sexual desprotegida.

Também há risco de infecção quando usuários de drogas usam instrumentos comuns – tanto no caso das injetáveis (cocaína, anabolizantes e complexos vitamínicos), como das inaláveis (cocaína) e das pipadas (crack). A transmissão também pode ocorrer da mãe infectada para o bebê. Acidentes com exposição à materiais biológicos e procedimentos cirúrgicos, odontológicos e de hemodiálise, que não se aplicam as normas adequadas de biossegurança, são fatores de exposição à infecção pela hepatite B.

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