Um grupo de artistas do Distrito Federal se movimenta para promover uma alternativa local para os 50 anos da fundação de Brasília. Na próxima quarta-feira, representantes de movimentos culturais da cidade têm encontro marcado com o ministro da Cultura, Juca Ferreira, para apresentar o projeto. A ideia é fazer uma festa com duração de 50 horas ininterruptas, a partir da 0h de 20 de abril, só com artistas ligados à nova capital. O evento seria chamado “Brasília, outros 50”.
O Governo do Distrito Federal, por sua vez, anunciou as presenças da cantora baiana Daniela Mercury, da banda de rock emo NX Zero e do grupo de pop rock nacional Paralamas do Sucesso. Esse último é o único cujos integrantes da banda têm alguma ligação com Brasília, o que causa indignação ao movimento cultural local. “Não queremos ser penetras na nossa própria festa”, justificou Rênio Quintas, maestro e pianista, integrante do Fórum de Cultura do Distrito Federal.
Com o apoio da base governista da bancada do Distrito Federal na Câmara dos Deputados, na semana passada Quintas e demais idealizadores da festa alternativa se encontraram com Juca Ferreira no Ministério da Cultura (MinC). A execução da festa alternativa custaria R$ 1,1 milhão e sairia dos cofres federais. O evento seria no gramado em frente à sede da Fundação Nacional de Artes (Funarte), no Setor de Divulgação Cultural, no Eixo Monumental.
O ministro teria gostado da iniciativa e pedido urgência na elaboração da programação, segundo relato de Quintas. “Ele (ministro) disse que apoiaria e agregaria algumas ações do ministério à programação”, relatou o maestro. A assessoria de imprensa do MinC confirmou que haverá um encontro na próxima quarta-feira, mas não garantiu que Ferreira teria aprovado a proposta.
A assessoria de imprensa da Brasiliatur, empresa de turismo do GDF, responsável pela organização e pela divulgação da festa na Esplanada dos Ministérios, informou que artistas locais seriam prestigiados nos shows. Mas, na programação oficial divulgada para a imprensa, não constam nomes de bandas locais no palco principal, apenas nos shows de bandas religiosas. O evento do GDF já teve como atração principal o ex-Beatle Paul McCartney, a cantora pop Madonna, o grupo de pop irlandês U2, a cantora colombiana Shakira e a estrela norte-americana Beyoncè. Mas, depois da crise política que atingiu a capital da República, nenhuma das atrações internacionais confirmou presença. Ainda assim, o custo estimado da festa é de R$ 10 milhões. (DB)
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Esta matéria tem: (3) comentários
Autor: Magda
Concordo plenamente com aqueles que acham que devemos valorizar os artistas de Brasília ou que começaram suas carreiras aqui, pelo ao menos são pessoas que têm afinidade com o nosso povo. Ah! E não se esqueçam do Pedro Paulo e Matheus, Móveis Coloniais de Acaju, Ataque Beliz e tantos outros. | Denuncie |
Autor: wandy penna
A IDEIA DE VALORIZAR OS ARTISTA DE BRASILIA É EXCELENTE, DE PRIORIDADE AOS ARTISTA DA CASA E QUE FORAM DA CASA COMO O PARALAMAS E DEIXE OS ARTISTAS CAROS PARA QUE AS EMPRESAS PARTICULARES COBREM DEQ UEM PODE PAGAR COMO N MICARETA | Denuncie |
Autor: VASCO VASCONCELOS
Está na hora de valorizar artistas locais: No Axé se destaca a Renatinha da Bahia. Na MPB temos Sandra Duallibi,Dhi Ribeiro, Célia Rabelo, Cely Curado. Temos o pessoal do Clube do Choro,Clube da Bossa Nova.Todos cantando:BRASÍLIA CAPITAL DA BOSSA NOVA (Tributo à Bossa Nova e aos 50 anos de Brasília) | Denuncie |