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Após estupro de estudante, universitárias se reúnem para exigir mais segurança na UnB Amanhã, as demandas serão levadas ao reitor

Publicação: 18/03/2010 07:40 Atualização: 18/03/2010 08:49

Mais de 80 alunas da Universidade de Brasília se reuniram ontem para organizar ações e protestos contra a violência à mulher no câmpus. Na noite de segunda-feira, uma estudante do curso de letras foi estuprada no terreno baldio da 606 Norte, usado por universitários para chegar até a parada de ônibus da L2 Norte. “Quantos estupros mais serão necessários para que alguém tome providências?”, questionou uma das participantes.

Aluna confecciona cartaz durante a reunião, reservada a mulheres, ocorrida ontem no CA do serviço social (Elio Rizzo/Esp. CB/D.A Press )
Aluna confecciona cartaz durante a reunião, reservada a mulheres, ocorrida ontem no CA do serviço social
A discussão aconteceu no Centro Acadêmico de Serviço Social e a entrada de homens não foi permitida. Em pauta estavam os problemas que há anos atormentam as universitárias: falta de iluminação e transporte que circule dentro do câmpus à noite, e insegurança. A necessidade de fechar o terreno baldio onde ocorreu a violência foi consensual. Muitas estudantes afirmaram ter medo de passar sozinhas pelo local e acreditam que o mato alto facilita os ataques. “O fechamento é medida emergencial”, afirmou a aluna de serviço social Mariana Rabelo.

Uma das reivindicações é a contratação de vigilantes mulheres. Para as alunas, ter uma mulher encarregada da segurança significaria alguém que compreende a vulnerabilidade e as situações de perigo enfrentadas pelas estudantes. Também são exigidas a transparência da reitoria e da prefeitura da UnB em relação aos números da violência sexual no câmpus e a criação de um centro de referência para a mulher, espaço que, além de sediar discussões, poderia receber reclamações de assédio e agressão. “Esses casos de violência não são raros. Precisamos de uma organização de mulheres que atue o tempo inteiro. Precisamos, inclusive, fazer um serviço de educação com os homens para acabar com o machismo e a cultura da agressão dentro da universidade”, explica Angélica Pires Lucas, 20 anos, estudante de farmácia. Ela se diz insatisfeita com a atuação da polícia quando houve casos, por exemplo, de tarados e estudantes sendo perseguidas. “É difícil encontrar um policial que esteja disposto a ajudar. Nunca dá em nada.” Para ela, é preciso que a discussão sobre a segurança feminina extrapole a UnB. “Outras universidades e a sociedade têm de levantar a bandeira e começar a cobrar mais das autoridades”, diz.

Durante o encontro, cartazes de alerta e repúdio ao estupro foram confeccionados e depois espalhados pela universidade. “Temos que ser radicais. Parece que as pessoas estão andando com vendas, ignorando o problema”, diz uma aluna de letras que preferiu não se identificar. Ela é amiga da vítima do caso de segunda-feira e conta que até agora não acredita que o alvo da violência foi uma pessoa tão próxima. “Estou tomando providências até ilegais, como o spray de pimenta, para me proteger”, revela.

Amanhã, as alunas se reúnem novamente para entregar uma carta com as demandas ao reitor da UnB, José Geraldo de Sousa Júnior. Também está previsto um ato simbólico no local onde, na segunda-feira, ocorreu o estupro. Até ontem, o agressor não havia sido identificado. Na terça-feira, um suspeito foi levado à delegacia, mas a vítima não o reconheceu. Pela descrição da aluna, o autor do estupro é careca, moreno, magro, com 1m68 de altura e idade entre 23 e 25 anos. Ele vestia calça jeans e tênis.

Esta matéria tem: (20) comentários

Autor: Ubiratan Menezes Da Silveira
Pãmela Santos, meu deus. faz tempo que não leio um comentário tão sincero e inteligente por aqui. Tirou as palavras da minha boca. | Denuncie |

Autor: Laís Oliver
Essa discussão deve ser com todos, é até legal só as mulheres discutirem para lançar uma proposta. Mas n entendo o q os evangelicos tem a ver com a violencia no Brasil, segundo o comentario do Joao Junior, qr a reintegração n tem nada a ver com nao qrer justiça.. o preconceito nasce assim... | Denuncie |

Autor: Daniel Spezia
Não acredito que exista um só policial que não queira pegar esse bandido. A policia não esta tão ativa no campus da Unb justamente para não criar atritos com os estudantes, que ja não gostam de policiais. Além disso os estudantes praticam varios outros delitos "aceitos" por eles, mas não pela socieda | Denuncie |

Autor: Daniel Spezia
Considero o estupro o crime mais cruel. Daria a minha vida, de bom grado, se pudesse salvar uma mulher desse abuso. No entanto, percebo que feministas sempre buscam se autoafirmar em ocasiões deste tipo, o que muda o foco do problema. Segurança feminina? Pelo amor de Deus... | Denuncie |

Autor: Pamela Santos
Acho engraçado que foi exigido tudo menos o policiamento do campus. Realmente, um ato no ceubinho é muito mais eficaz, além disso polícia no campus ia acabar com a farra da maconha nos CA´s do subsolo do minhocão. Uma pena que um crime tão revoltante esteja na mão de gente tão cabeça oca. | Denuncie |

Autor: SANZIO ANTONIO Mendes Vieira
Eu concordo com as mulheres, enquanto tiver homens com mentalidade semelhante ao do ED, irá ter estupradores. | Denuncie |

Autor: Vanessa Pereira
É incrível como os homens se sentem tão ofendidos quando se coloca alguma restrição à eles. Também duvido que lá estivesse cheio de homens caso a reunião fosse aberta. Mas é importante sim, que tod@s mostrem repúdio a essa violência! ATO SEXTA, DIA 19, ÀS 17HS NO CEUBINHO CONTRA A VIOLÊNCIA SEXUAL! | Denuncie |

Autor: Vanessa Pereira
A melhor coisa foi a nossa reunião ter sido SÓ PRA MULHERES! Se os homens estivessem lá duvido que nós iríamos expressar nossas idéias tão abertamente e sem pudor. Queríamos liberdade pra discutir um problema em que nós somos as principais vítimas e precisamos de um espaço só nosso sim para tal! | Denuncie |

Autor: Francisco Vieira
Chega a ser sadismo aconselhar uma mulher a aceitar o estupro passivamente. Faça como as mulheres de Insrael: pratique o KRAV-MAGÁ, pois é IMPOSSÍVEL um homem estuprar uma mulher que tenha um mínimo de noção dessa arte! | Denuncie |

Autor: Francisco Vieira
Todo cidadão saber e fixar, que, DE ACORDO COM AS LEIS E COM O STF, a finalidade da pena no Brasil não é a de punir o condenado, mas sim de resocializa-lo, ou seja, reinserir o mesmo na sociedade de forma que não caia no enorme percentual que existe atualmente no nosso país, que é a reincidência. | Denuncie |

Autor: Márcio
Comete-se um crime contra a mulher e todos os homens precisam ser "trabalhados"? Vejo aí a semente de um comportamento extremista. Desde quando os homens, que nos indignamos com a violência, devemos ser afastados da discussão sobre os problemas comuns? | Denuncie |

Autor: marcos sousa
O estupro é um crime hediondo e um dos mais covardes que existem. Não se limita a humilhar a vítima na hora como também a destrói psicológicamente para talvez, o resto da vida. Pena máxima para estes bandidos covardes ! | Denuncie |

Autor: Marcelo feitosa
Brasileiro é complicado.É sempre assim . Depois da porta arrombada coloca-se o cadeado. | Denuncie |

Autor: Ed Costa
O texto diz:" a entrada de homens não foi permitida", se fosse o contrário falaria que homem era machista, tal atitude é típica do clube da Luluzinha, neste país está caminhando o tipo da mulher pode tudo. Abaixo essa atitude feminista. | Denuncie |

Autor: Daniela Dutra
Criminoso vil! No entanto,temos que tomar nossas precauções SEMPRE. Nâo ir sozinha para a parada de ônibus e sempre andar com ou próximo a grupos.Cercar a universidade seria bom,mas os próprios alunos não quiseram à época da sugestão.A polícia não pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo,é fato. | Denuncie |

Autor: SANZIO ANTONIO Mendes Vieira
Ah, quanto ao caso, a polícia podia fazer uma varredura nos seguranças noturnos também. Existem pessoas boas, mas muitos são tremendos criminosos. | Denuncie |

Autor: waldir silva
Essa Universidade é ridícula, mal cuidada, parece mais um matagal de difícil acesso, falta segurança, falta administrador, em fim, falta gestor, político tem demais à frente de cargos de chefia, competência que é bom nada... esse é o nosso Brasil... | Denuncie |

Autor: Fabiane Costa
Acho um absurdo isso acontecer na unb! Trabalho na unb e a cada dia que passa fico com mais medo ainda!!! Estou nesta luta com vocês! Não vamos esperar pela proxima vítima!!!! | Denuncie |

Autor: Joao Junior
Enquanto a sociedade mantiver o foco patriarcal e machista nada vai mudar. Brasília ainda tem o agravante de ter uma grande população evangélica. Centenas de mulheres são estupradas e ao procurar uma delegacia, ainda são "acusadas" de "provocar" o estupro... | Denuncie |

Autor: Andréia Tavares
Parabéns universitárias só a união levará esses bandidos para cadeia. | Denuncie |

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