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Filho mata mãe, enterra em casa e ainda registra queixa por desaparecimento

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postado em 13/05/2010 02:46 / atualizado em 13/05/2010 04:38

Rosilda Maria de Fátima, 48 anos, que era dada como desaparecida desde 14 de abril, foi encontrada enterrada em sua própria casa na noite desta quarta-feira, no Residencial Oeste, quadra 204, conjunto 5, casa 19, em São Sebastião.

O filho de Rosilda, Anderson Ferreira da Silva, de 28 anos, estudante de administração, que prestou queixa do desaparecimento do mãe e encomendou cartazes com a foto da mãe, confessou, demonstrando frieza, tê-la matado e enterrado em um jardim de inverno dentro da casa.

Investigação
Segundo Marco Antônio de Almeida, delegado-chefe adjunto da 30ª DP, que investiga o caso, Anderson prestou queixa pelo desaparecimento no dia 15 de abril, dizendo que a mãe saiu para trabalhar no dia anterior e não voltou.

Em uma primeira busca pela casa, a polícia encontrou indícios de obras recentes, mas só decidiu fazer a busca pelo corpo de Rosilda depois de interrogar vizinhas próximas, que estranharam a versão de Anderson e também levantaram suspeitas sobre como a reforma foi feita depois do desaparecimento da mãe.

Para as testemunhas, foi estranho o filho ter declarado que a mãe havia saído para trabalhar às 8h30 no dia em que desapareceu, já que Rosilda costumava deixar a casa para comprar roupas, que revendia de porta em porta, às 6h30.

Outro ponto que levantou suspeitas, foi o fato de o rapaz fazer uma obra durante a noite, preparando a argamassa dentro de casa e não na rua, como é mais comum.

Depois do depoimento das vizinhas, agentes da polícia voltaram à casa e reviraram o jardim de inverno, que havia sido reformado. Revirando o local, os policiais encontraram um saco plástico preto com cal. Dentro, outro saco com um odor muito forte.

Então, às 22h desta quarta-feira, os Bombeiros foram chamados e encontraram o corpo de Rosilda. Sem demonstrar nenhum tipo de reação, Anderson recebeu voz de prisão por ocultação de cadáver. Ele ainda será indiciado por homicídio, e a pena pelos dois crimes deve variar de 13 a 33 anos.

Desentendimento
Segundo Anderson, a briga com a mãe se deu pelo horário que ele foi dormir. O jovem disse sofrer de insônia, e Rosilda, como acordava cedo, reclamou do barulho da televisão até tarde.

Alessandro Ferreira da Silva, outro filho de Rosilda, que já não morava na casa, confirmou à polícia que as discussões entre os dois eram frequentes, mas os vizinhos disseram não reparar em qualquer problema no convivío da família.

No dia em que Rosilda foi morta, Anderson teria agredido a mãe, que revidou. O filhou voltou a agredí-la e depois a matou com golpes de martelo.

O pedreiro que trabalhou na obra do jardim de inverno declarou não saber do crime e da presença de Rosilda no local, versão confirmada por Anderson. Mas o homem será ouvido novamente pela polícia.

Frieza
Desde o início das investigações, chamou a atenção dos policiais a frieza de Anderson. Quando os irmãos foram à delegacia, prestar queixa pelo desaparecimento, o assassino confesso sempre se referia à mãe no passado e não se envolvia emocionalmente, enquanto Alessandro mostrava preocupação e indignação com o sumiço e o andamento das buscas.

Outro ponto que demonstrou a frieza do acusado é a localização do corpo de Rosilda, que estava separado apenas por uma parede do quarto de Anderson.

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