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| Posto comunitário de segurança da PM: existem cerca de 100 no DF |
Momentos antes de ser espancado por pedir silêncio a um grupo de rapazes no posto de combustíveis da 214 Sul, o tenente da Aeronáutica Anísio Oliveira Lemos, 46 anos, procurou ajuda. Dirigiu-se ao Posto Comunitário de Segurança da Polícia Militar na 216 Sul e lá ouviu que os soldados não poderiam deixar o local desguarnecido. Lemos ficou desamparado e essa queixa é uma das mais comuns entre quem recorre às unidades. Por conta do grave episódio do último fim de semana, o governador Rogério Rosso pediu à corporação que faça um novo planejamento dos cerca de 100 postos comunitários existentes no DF. O documento será apresentado nos próximos 20 dias. A primeira mudança deve ocorrer justamente no da 216 Sul, no qual os policiais visitarão moradores e comerciantes para conhecer a realidade das quadras.
O efetivo também aumentará, com a convocação de 500 militares da reserva destacados exclusivamente para os postos. Porém eles só começarão a trabalhar daqui a oito meses, prazo do curso de formação. Com a medida, a PM tem por objetivo se aproximar da população, para que casos como o de Anísio Lemos não se repitam. “Se (o posto de segurança) não está funcionando da forma como deveria, o comandante da PM vai apresentar uma mudança de curto prazo para alterar e melhorar o atendimento. Se for preciso, vamos chamar policiais reformados, fazer integração, enfim, uma série de ideias que debateremos com calma”, comentou Rosso.
LaudoTambém ontem, o Instituto de Medicina Legal (IML) entregou à Polícia Civil o laudo que comprovou as agressões sofridas pelo oficial da Aeronáutica. De acordo com o documento — que não possui fotos, somente descrições —, a região mais atingida foi a cabeça da vítima. A maioria dos registros é de hematomas, cortes e arranhões. Segundo o IML, as lesões não poderiam causar a morte do militar.
Mesmo assim, a polícia defende que a vítima sofreu uma tentativa de homicídio qualificado, por motivo fútil e sem chance de defesa, já que, de acordo com a dinâmica dos fatos — de sucessivas agressões desde o posto até o prédio onde vive o oficial, no Bloco K da SQS 214 — os agressores só pararam de espancar Lemos após a intervenção da mulher dele. Se a familiar não tivesse chegado, acredita o delegado-chefe da 1ª DP (Asa Sul), Watson Warmling, provavelmente o ritual de covardia continuaria, podendo levar o militar à morte. “Eles assumiram o risco de matar a vítima”, considerou.
Até o momento, já foram indiciados Daniel Benquerer, 23 anos, filho da dona do posto de combustíveis e um dos principais agressores, e Edécio Borges, 22, que também participou do espancamento imobilizando a vítima pelo pescoço. Borges já tinha passagens pela polícia, inclusive por perturbação do sossego e da tranquilidade alheios. Os investigadores continuam fazendo o trabalho de reconhecimento de suspeitos, mas nem o militar nem outras testemunhas conseguiram apontar novos envolvidos. “A própria vítima se sente mal por não conseguir ajudar na identificação, mas isso é normal, já que o fato foi muito rápido”, disse o delegado.
Os policiais trabalham agora com a análise quadro a quadro das imagens das câmeras de segurança do bloco onde ocorreu a agressão, mas o vídeo não tem boa qualidade. Ontem, a polícia recebeu mais imagens do prédio, mas devido à grande distância em que foi feita a gravação, elas não poderão ser úteis para as investigações. Em uma das cenas, uma mulher de roupa preta aparece segurando um dos agressores. Ela estaria tentando apartar a briga e não é investigada.
Enquanto isso, no posto de combustíveis da 214 Sul, o movimento de clientes é reduzido — um boicote foi organizado por internautas. Segundo uma das funcionárias, a proprietária do posto permanece no local durante o dia, mas passou a recomendação de que não se pronunciará. Daniel também visita o estabelecimento, mas com menor frequência. O celular dele, por sua vez, está sempre desligado. Na residência do acusado, na Asa Norte, o único recado dado por uma voz feminina que se identifica como empregada da casa é de que ninguém está no local.
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| Posto de combustível da 214 Sul, onde o movimento está reduzido: vinha da loja de conveniência o som alto que incomodou Anísio Lemos |
Os vizinhos do agressor preferem não comentar o assunto. “A gente fica em uma situação complicada, foi errado o que ele fez, mas o moço mora aqui no prédio”, limitou-se a dizer um morador da mesma portaria que Daniel. Para um amigo pessoal, Daniel defendeu a versão de que tentou evitar que o oficial Anísio Lemos fosse agredido. “Ele disse que o cara desacatou o pessoal, que queria apaziguar a situação e que ele (Daniel) correu para separar a briga, mas acabou se envolvendo como a gente mesmo viu nas imagens”, afirmou o amigo do acusado.
ExamesO militar Anísio Lemos passou a tarde de ontem descansando após realizar pela segunda vez exames oftamológicos para avaliar sequelas das pancadas, como deslocamento da retina. Ele reclama estar com dificuldades para enxergar, mas ainda não sabe se isso se trata de um efeito do trauma. O oficial não teve acesso ao laudo do IML que detalha as agressões. “Estou me recuperando, mas só vou fazer um exame mais específico na próxima semana. Ainda não tomei conhecimento do laudo, mas com certeza ele será usado para o meu embasamento”, disse Lemos.
Depois da conclusão, o inquérito policial que investiga a violência contra o oficial da Aeronáutica será enviado ao Ministério Público, que pode abrir processo contra os jovens agressores. Se condenados pela tentativa de homicídio, os réus estarão sujeitos a 10 anos de prisão. Se os acusados do ataque também forem condenados ao crime de dano ao bem público, eles poderão pegar mais três anos de detenção. “Estamos trabalhando para checar novas denúncias e contamos com a ajuda da população”, afirmou o delegado Watson. Denúncias anônimas sobre o caso podem ser feitas pelo telefone 197.
O número500Quantidade de policiais militares da reserva que serão convocados a trabalhar nos postos comunitários de segurança
MemóriaDois são indiciadosO tenente da Aeronáutica Anísio Oliveira Lemos, 46 anos, foi ao posto de combustível que fica em frente ao seu prédio, no Eixo L Sul na altura da Quadra 214, por volta das 3h do último sábado, para reclamar com o gerente do estabelecimento, Daniel Benquerer Costa, 23, do som alto que estava ligado na loja de conveniência. Mas o militar foi agredido pelo gerente, que é filho da proprietária do posto, e por outras quatro pessoas. Lemos tentou fugir, mas os agressores o perseguiram. Além de receber vários socos, o tenente foi arremessado contra uma portaria de vidro do prédio onde mora. Quatro acusados de agressão fugiram e um permaneceu no lugar. O militar foi socorrido pela mulher. Daniel se apresentou à delegacia e assumiu as agressões, dizendo não conhecer os outros participantes da briga. Ele e Edécio Borges, 22 anos, também suspeito de bater no militar, foram indiciados por tentativa de homicídio qualificado. Ainda falta identificar três jovens que se envolveram no espancamento.
Esta matéria tem: (19) comentários
Autor: Jair Barbosa
Op's!!! Se o Sr. Anísio foi ao PCS pedir ajuda, por que não esperou???,Com certeza uma VTR seria acionada para atendê-lo. Mas pensou que estava no quartel e foi até o posto sozinho, se levasse um PM com ele, apanhariam os dois ou no mínimo o PM estaria respondendo coisa bem pior. Pensem nisso!!! | Denuncie |
Autor: Olavo Silva
É melhor colocar em cada PCS dois vigilantes de empresa particular, haverá grande economia e mais resultado. Esses Policiais Militares não querem nada com a dureza. | Denuncie |
Autor: DF JR
Aff, o governo empurrou esses postos goela abaixa da sociedade e da pm que nunca concordou mas nunca pode se manifestar ... Agora ainda dizem que a culpa e dos policiais .... novidade ...sempre é assim politico faz merda a pm leva a culpa .... | Denuncie |
Autor: DF JR
Apoiado. Vamos boicotor o posto da 214Sul. Numas dessa o oficial tá armado, manda um covarde desses campo da esperanca e ainda vao fazer camisetas dizendo que era um menino tao bom que nao precisada disso tudo .... quem conhecesses esses "boizinhos" covardes e que nao se deixa enganar ..... | Denuncie |
Autor: ANTÔNIO CARLOS DE ALMEIDA
Sr. Aristeu Almeida, não fale besteira. O que sabe sobre Segurança Pública? Comentário tupiniquim esse hein? | Denuncie |
Autor: Aristeu Almeida
Engraçado, para espancar os manifestantes contra a corrupção do GDF tem efetivo de sobra. | Denuncie |
Autor: Jackson costa
Se a sociedade percebesse,veria que os policiais são tão vítimas quanto qualquer um do povo,mesmo porque, somos consumidores de segurança pública também,nas horas de folga,no lazer com a família.A culpa é da sociedade que acredita até em casamento de jacaré com cobra d´água. | Denuncie |
Autor: Jackson costa
(...) e o pior,a sociedade caiu no engôdo e se deu mal.E agora josé!!!Querem reformular o que não deveria nem ter sido projetado.Enfim,a tendência é piorar.Ééééée!!!Coisas da política e do Brasil.Isso só acontece nesse mísero país. | Denuncie |
Autor: Jackson costa
Os postos comunitários de segurança engessaram a atuação da PMDF.Querem transferir experiências bem suscedidas de países desenvolvidos para um páis atrasado como Brasil.Atrasado em todos os sentidos:cultural,tacnológico,social,econômico,político.Acham que,porque dá certo no Japão,Canadá,dará aqui(..) | Denuncie |
Autor: emilia ribeiro
Onde estão os telefones dos postos policiais comunitários? Foi desfeito o contrato com a empresa de telelfonia fixa e a PMDF está funcionando na base do celular, mas não atualizaram a página desde 31 de agosto de 2009, os telefones. Alguém pode responder? | Denuncie |
Autor: Fabio O.R.
Não só nos postos, os policiais que andam nas CLN se recusam a atender ocorrências nas SQN ao lado dizendo que não podem sair do comércio, e que eu deveria ligar no 190 para pedir uma viatura (que só Deus sabe quando chegaria). | Denuncie |
Autor: Cláudio Cláudio Eduardo
Ai! Ai! Ai! Mudanças pela frente? PCS que não se coaduna aos princípios da Polícia Cidadã; PCS da Asa Sul; PCS que ficou famoso na TV. Qual será o motivo para o estudo? Bom seria se reformulassem os PCSs de TODAS as RAs. Bom seria se o Estado assumisse eficientemente suas responsabilidades. Sonhem! | Denuncie |
Autor: euripeds ribeiro
Se são cinco machões para espancar uma pessoa, por que não os são para assumir as responsabilidades. Se entregam seus covardes... Estão com medo por que lá na Justiça o papai e a mamae não podem defenderem as crianças? | Denuncie |
Autor: Eude Santos
Procura-se a viatura 002 doada para o Posto Policial da Vila Telebrasilia pelo Pronasci. Sumiu e o PCS 62 sem rondas. | Denuncie |
Autor: Marco Seifert
perfeito! Mas a poluição sonora que chega dos clubes na beira do lago, tirando o sono até dos moradores do Lago Sul!? Eu já tentei ligar pra policia e a resposta foi: "se mandamos uma viatura, eles param cinco minutos e depois recomeçam!" E os raves são notoriamente lugar de abuso de alcoole drogas? | Denuncie |
Autor: thiago lopes
Vamos boicotar esse posto de combustível... o proprio filho da dona pertuba a comunidade!! | Denuncie |
Autor: EurÃpedes Silva
Num caso como esse a justiça tem de ser feita, de forma exemplar, para evitar que o cidadão de bem esteja a mercê de marginais dessa estirpe. A PM tem de colocar na rua uma polícia preventiva, composta por gente nova. Não policiais reformados que já estão cansados, mas convocar concursados. | Denuncie |
Autor: Leandro Lopes
Os Postos da PM não podem acabar. O que se precisa fazer é dispor de mais viaturas, motos e efetivo. Deve ampliar os serviços oferecidos, inclusive se podendo registrar ocorrências lá. | Denuncie |
Autor: Heliete Bastos
Além de bandido ainda é mentiroso, esse gerente, filho da dona do posto.Cadeia neles. Agora o q eu acho engraçado é que o governador era do governo, a vice tb e nunca viram o q acontecia com esses postos? Descobriram a pólvora agora?Pq como membros do GDF não alertavam o governador cassado? | Denuncie |