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TRANSPORTE PÚBLICO

Rodoviários decidem suspender greve geral

A partir desta segunda-feira, ônibus devem circular pela cidade sem cobrar passagem

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postado em 13/06/2010 13:20 / atualizado em 13/06/2010 15:52

>>Diego Amorim
>>Ana Elisa Santana
>>Jacqueline Saraiva



Em assembleia realizada no início da tarde deste domingo (13/6), os rodoviários decidiram não cobrar passagens dos ônibus durante os próximos dias. Uma greve geral estava programada para esta segunda-feira (14/6), mas a categoria decidiu circular com catracas liberadas em vez de paralisar as atividades. Cerca de 4,5 mil pessoas estavam presentes, de acordo com o Sindicato dos Rodoviários.

Kleber Lima/CB/D.A Press
Inicialmente, a categoria votou pelo adiamento da paralisação em uma semana, mas a maioria dos presentes deu resposta negativa. Então, um dos representantes do sindicato sugeriu a catraca livre. A ideia foi aceita, mas muitos rodoviários deixaram a assembleia insatisfeitos, alegando que sentiram imposição do sindicato para a definição.

A decisão foi tomada por receio da multa diária R$ 100 mil, imposta pela Justiça, que seria paga caso a categoria não cumprisse a determinação de que 60% dos coletivos circulem durante a paralisação. Outro ponto relevante para a escolha do sindicato foi o fato de o governador Rogério Rosso ter se mostrado disposto a ajudar nas negociações.

Os rodoviários podem, ainda esta semana, adotar outras ações como forma de protesto: suspender os 30% extra da frota (meia viagem), que circulam nos horários de pico, ou continuar com as catracas livres e seguir realizando protestos ao longo da semana.

É possível que os empresários impeçam os ônibus de saírem da garagem nesta segunda.  Os donos das empresas de ônibus, no entanto, ainda não confirmaram a informação e não se manifestaram oficialmente sobre o assunto. A única declaração dada até por volta de 14h é que esta decisão do sindicato é ilegal.

Sem negociação
Durante reunião realizada esta manhã entre sindicatos da categoria e o governo, não houve propostas para o fim das paralisações. Ambos alegam que, sem o aumento das tarifas cobradas hoje, não há possibilidade de reajustes.

Promessa de caos
Sem ônibus, a expectativa é de filas no metrô, congestionamento intenso devido ao maior número de veículos nas ruas e prejuízo para a população. A Justiça determinou que 60% das linhas de ônibus circulem durante a paralisação e o sindicato que representa os trabalhadores recorreu à Justiça trabalhista para baixar esse percentual para 20%, mas teve o recurso negado e garante que vai cumprir a determinação. Caso a decisão, pedida pelos patrões, não seja cumprida, a entidade pode desembolsar multa diária de R$ 100 mil.

Reivindicações

Os rodoviários pedem um reajuste salarial de 20%, além de aumento igual no tíquete cesta básica. Eles querem ainda plano de saúde, licença maternidade de seis meses, fim da obrigatoriedade da jornada extra e renovação da frota de ônibus com motor traseiro.

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