A apuração da Polícia Civil sobre uma provável falha no atendimento a uma gestante no Hospital Regional de Ceilândia (HRC) no momento do parto, que deixou o recém-nascido em coma, tomou novos rumos no fim da tarde de ontem. O médico acusado por Izabel Cristina da Silva, 33 anos, de tê-la abandonado quando ela dava à luz apontou outro colega como responsável. O delegado chefe da 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia Centro), Onofre de Moraes, tomou ontem o depoimento de dois obstetras do HRC, em busca de explicações.
Segundo o médico, até então suspeito de negligência, outro colega assumiu o procedimento, na troca de plantão. “Izabel teria sido avaliada pelo menos quatro vezes, de acordo com as informações do depoimento, na madrugada. Na última delas, pouco antes das 7h da segunda-feira, ela apresentava quase 10 centímetros de dilatação. O parto demoraria de 20 a 40 minutos para ocorrer. O médico estava saindo do plantão. Mesmo assim, deixou a sala para atender outra gestante, cujo marido estava gritando na emergência”, detalha o delegado.
Depois de avaliar a saúde da outra paciente, ele encerrou o plantão. Outro obstetra teria então assumido o procedimento, segundo consta no depoimento. “O plantonista seguinte entrou no centro obstétrico, avaliou Izabel e supostamente viu que o bebê estava prestes a nascer, com parte da cabeça para fora. Mesmo assim, ele deixou a sala dizendo que iria buscar material para o parto. O que é muito estranho, pois não seria preciso realizar uma cesariana”, explica Moraes.
O médico não voltou. A criança nasceu com ajuda de duas estagiárias
(1) de medicina e duas enfermeiras. Ao notar que o bebê apresentava dificuldades para respirar, as funcionárias do hospital chamaram uma pediatra e ela tentou reanimá-lo. Faltou oxigenação no cérebro do menino, chamado João Pedro. Ele está em coma, na UTI neonatal do HRC, e pode ter sequelas. Na próxima semana, o delegado deve ouvir o médico citado no depoimento de ontem para confirmar as informações e decidir se haverá indiciamento por negligência. Somente um laudo do Instituto Médico Legal (IML) vai dizer os motivos das complicações no nascimento e se houve demora no atendimento, como alega a mãe.
1 - Sem médicosDe acordo com informações dos obstetras do HRC, faltam médicos ginecologistas na unidade de saúde. Seriam necessários oito profissionais para atender adequadamente a população. Há apenas dois em cada plantão. Ainda consta no depoimento que é “normal” os partos serem feitos pelas enfermeiras e estagiárias, sem a presença de médicos.
Esta matéria tem: (20) comentários
Autor: wellington santos
Alguém ser punido é difícil, isso nós temos consciência mas que sirva de exemplo p/ q outras pessoas busquem mais respeito, pq os 'servidores' não estão fazendo favor a ninguém, eles recebem por isso. Vamos continuar com pensamentos positivo ao João Pedro. | Denuncie |
Autor: Geraldo Oliveira
Lembrem-se do nome desse (mal) médico e fujam dele. Quanto ao Delegado Onofre de Moraes está de parabéns. Eita delegado porreta! | Denuncie |
Autor: wellington santos
Temos que continuar pressionando! | Denuncie |
Autor: PLINIO MARNHÃO
O MÉDICO E O MONSTRO...o mesmo em locais diferentes...trabalhando no Sistema Público de Saúde é o MONSTRO, desinteressado, aético, impessoal, supremo, abstrato ...Na Rede Particular é o MÉDICO atencioso, interessado, obsequioso, profissional...dupla personalidade!!! | Denuncie |
Autor: Altair araujo
Cadê o juramento? Eles fazem pouco caso dos pacientes da rede pública, enquanto nas suas clinicas e também no Hospitais particulares ficam só adulando os pacientes para que voltem mais para ganhar mais. | Denuncie |
Autor: cleossivam oliveira
vou dizer o Q vai acontecer ,nada,nada lembra um PM Q matou um idoso batendo a cabeça dele no meio fio aonde ele está no mesmo lugar e o idoso,espero Q a criança saia dessa ilesa. | Denuncie |
Autor: Alvaro Brito
Julgar sem ter certeza, dá nisso! Tem que saber qual foi o real motivo de oxigenação na criança. | Denuncie |
Autor: jose filho
Isso é que eu chamo de trabalho em equipe, quando algo da errado, um joga a culpa no outro. "irresponsaveis" | Denuncie |
Autor: Leo Ferreira
Infelizmente o "idealismo" da maioria dos médicos acabou. O negócio hoje é status e dinheiro. Fo..-se as pessoas. Buscam um, dois, três empregos diferentes e atendem muito mal. Já vi casos no HRAN que se a pessoa fosse levada a um veterinário seria melhor atendida. | Denuncie |
Autor: Patricia Santos Rodrigues
Já em 2009 tive outro filho só que com um detalhe, hoje eu tinha um peixe dentro do HRC, fui tão bem atendida que parecia que eu estava em um hospital particular. além disso o estado não cupre uma lei que existe para termos um acompanhante na sala de parto Lei 11.108, de abril de 2005. Esse é o Brsil | Denuncie |
Autor: Patricia Santos Rodrigues
Não é de hoje que o HRC tem problemas, tive meu filho lá em 02/11/2001 feriado para variar. Quase morri no parto meu filho era GIG (gandre para idade gestacional), além disso tina o cordão humbilical enrolado ao pescoço. Vcs acreditam que com tudo isso tive que ter parto normal? Essa é a saude do df | Denuncie |
Autor: leomar assunção
Eles tem que correr para o outro emprego, particular, e largam os pacientes. O que falta é compromisso de boa parte dos servidores públicos, no outro emprego, ficam atenciosos, gentis, deveriam manter a postura com quem paga seu salário e aposentadoria integral. | Denuncie |
Autor: Maria Nilde
Continua: Colocou meu filho de apenas 7 anos, asmático (sem crise só vômito) numa enfermaria com muitas crianças doentes inclusive com pneumonia. O novo plantonista avaliou e disse não havia necessidade de interná-lo, e me dispensou, isso tudo num intervalo de 2 horas. pura preguiça da 1ª médica. | Denuncie |
Autor: Maria Nilde
É uma vergonha o comportamento destes médicos. Eu mesma já fui vítima deles. Levei o meu filho ao HRAN pois estava vomitando e não parava, então levei ao HRAN para tomar medicação intravenosa. Como estava próxima a troca de plantão a médica internou meu filho e disse que o próximo medico avaliaria. | Denuncie |
Autor: ROBERTO DUQUE
Enquanto isto só se fala em reforma do Mané garrincha ou Estadio Nacional de Brasília valor inicial R$ 700 Milhões de Reais e outras obras para atender as exigencias da FIFA.Não queremos pão e circo e sim o retorno de nossos altíssimos impostos em EDUCAÇÃO, SAÚDE E SEGURANÇA. | Denuncie |
Autor: Sérgio Prado
Isso acontece todos os dias, fiquem apenas um dia no Hospital da Asa Norte e HMIB e poderão constatar o descaso. O maniaco do novo gama vai parecer "menino" perto desses médicos. | Denuncie |
Autor: CLOVIS HACHUY
Com a corrupção correndo solta em Brasilia(todo Brasil) logico que falta medico,atendimento,e tudo mais, o dinheiro arrecadado serve para compra de Haras etc...é uma vergonha. | Denuncie |
Autor: ciana souza
Não podemos chegar em hospital em troca de plantão pois não seremos atendidos, pois um sai e o outro entra na hora que quiser... | Denuncie |
Autor: Paulo Franco
Começou muio forte, agora quero ve o delegado continua a linha anterior, Fato, é que médico não pega material nenhum, tem assistente para isso e outra, não tem essa de estar atendendo e sair para ver outro marido gritando, problema da segrança. Quem inicia deve terminar. Vamos ver o que vai dar. | Denuncie |
Autor: Hildo Evaristo
Isto tem nome: assassinato. | Denuncie |