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A emocionante história do morador de rua mais famoso do bairro mais caro de Brasília Ele chegou de mansinho, foi ficando e conquistou as pessoas. Criou um vira-lata como se filho fosse. Morreu de frio, numa madrugada, ao lado do fiel companheiro, que chorou e o velou até o fim

Marcelo Abreu

Publicação: 10/08/2010 07:00 Atualização: 10/08/2010 08:36

Ele era um lorde maltrapilho. E ainda assim continuava lorde. Bebeu tudo que pôde. Bebeu até cansar de beber. E de viver. Morreu de frio, ao relento, perto de uma árvore. E ainda assim morreu lorde. E não há poesia em dizer isso. Como alguém, maltrapilho, que morre de frio, pode ser lorde? Good Night era. E da melhor qualidade. Era um lorde às avessas, sem terno bem cortado, champanhe francês, charuto ou carro importado. Era um homem que ainda emocionava aquela gente rica, de pouca conversa com estranhos e quase sempre apressada do nobre Sudoeste.

O maltrapilho Good Night os fez pensar em si mesmos. E fez essa gente — dos que moram ali aos que trabalham na região — se render a um homem que andava com um cachorro vira-lata pelas ruas do bairro, esnobava no inglês e lia jornal achando que todas as notícias eram iguaizinhas. Good Night sabia o que dizia. Era um show. Morreu há um mês, enquanto dormia, naquela semana em que as madrugadas chegaram a registrar entre nove e 12 graus.

The Dog, como ele chamava o cão que o velou até fim, chorou. Foi difícil tirá-lo de junto do corpo do amigo. Mas, afinal, quem era este tal de Good Night? Pouco se sabe. E tudo que se sabe foi o que ele permitiu saber. Há pelo menos 14 anos, aquele homem chegou ali. Chegou do nada, vindo do nada. O bairro nobre começava. Good Night acampou na região. Junto, trouxe uma garrafa de cachaça e um jornal debaixo do braço — companheiros inseparáveis.

O jornal não servia de cobertor. Good Night o lia com interesse muito particular. Aos poucos, mesmo que a gente apressada não o visse, ele foi se chegando. Cumprimentava as pessoas, mesmo que a maioria não respondesse. Ria para elas, quando sentia vontade rir. E fez do bairro a última morada. A voz grossa e meio rouca, sua característica mais marcante, não combinava com aquele tipo mirradinho. Good Night não media mais que 1,60m.

O homem que bebia todo dia obrigou aquela gente a percebê-lo. Ele podia usar o banheiro dos prédios comerciais. Quando estava no auge dos devaneios etílicos, danava-se a falar inglês. E sacava, quando passava para cumprimentar as pessoas, suas frases de efeito: “Good Night, boys!” Ou, se era pela manhã: “Good morning, girls! I love you, girl!” Pedia licença, em inglês: “Excuse me”. E agradecia, quando lhe davam alguma coisa, também na língua do Tio Sam: “Thank you! God reward you!” (Deus lhe pague).

Não tardou para ser chamado de Good Night. E Good Night começou a quebrar o gelo daquela gente do nobre Sudoeste. Aos poucos, passou a ser visto com condescendência. Sua presença já não causava tanto incômodo. Nem medo. Nem estranheza. Nem ameaça. Quando estava sóbrio, geralmente só pela manhãs, era de poucas palavras. Quase mudo. Lia jornal, revista, o que chegasse às suas mãos, sempre dada pela caridade alheia. E ficava horas pensando. Good Night gostava de ficar com ele mesmo.

The Dog
O Sudoeste cresceu. Good Night continuou ali. A avenida comercial era toda sua — especificamente as quadras 102/302 e 103/303. O mendigo virou morador do bairro mais caro da terra de JK. E, creiam, o mais popular. O mais divertido. O mais verdadeiro. Caiu no gosto das pessoas. Good Night amoleceu corações. Chegaram outros moradores de rua. Ele tornou-se uma espécie de líder. Todos lhe obedeciam. Ele nunca permitiu desordem e confusão. Levou isso até o fim.

Há cinco anos, um cão vira-lata, feioso, de pelo vermelho, cheio de pulga, apareceu ali. Não se sabe como. Afeiçoou-se a Good Night. Ambos se adotaram. Um cuidou do outro. Um era a referência do outro. Lorde como era, Good Night batizou o animal. Chamou-o de The Dog. E, creiam de novo, ensinou o vira-lata a sorrir e cumprimentar as pessoas levantando a pata.

O cachorro logo aprendeu a elegância do dono. Só atravessava na faixa de pedestre. Não entrava nas lojas. Não fazia cocô perto da gente elegante. E nunca, nunca brigou na rua. Na madrugada em que Good Night morreu, The Dog cuidou dele até que os bombeiros chegassem. Lambia-o. Mexia para que ele levantasse dali. Hoje, vive com uma menina moradora de rua, que cuida dele porque prometeu isso a Good Night.

Good Night bebeu até o dia em que morreu. “Oito dias antes da morte, ele me disse que ia dar um tempo, que a bebida tava fazendo mal”, conta o cearense Antônio Aurismar Pimenta, 39 anos, o Mazinho, segurança do Edifício Rhodes Center 1, na comercial da 103 do Sudoeste. Ele trabalha na região há 14 anos. “Comecei como açougueiro. E, desde que vim pra cá, conheço o Good Night. Ele era uma pessoa muito boa, todo mundo gostava dele.”

Saudoso, Mazinho lembra as tiradas pitorescas de Good Night: “Ele gostava de falar umas coisas em inglês. Era inteligente, parecia ser estudado. Sempre beijava a mão da síndica e chamava ela de condessa. Nunca perturbou a vizinhança e ainda exigia que os outros moradores não perturbassem também. Ele era o xerife de todos eles”.

O porteiro Eliézio Cardeal, maranhense de 38 anos, há 13 naquele endereço, elogia o carisma que Good Night despertou nos moradores e na gente que trabalha na região: “Do rico do pobre, todo mundo gostava dele. Era inteligente. Falava de política melhor do que os políticos. E me explicava muita coisa. Vai fazer falta por aqui”.

Lenda urbana
Pouco se sabe de Good Night. Desconfia-se que ele seria carioca. Pelo sotaque cheio de ‘s’. Contam que ele teria parado na rua por conta de um acidente de carro, onde morreram a mulher e os dois filhos. Seria ele o motorista. Há quem tenha ouvido que ele teria sido funcionário da falida Encol. Que uma desilusão amorosa o levou às ruas. Que seria formado em direito. E que teria parentes no nobre Sudoeste, na 102.

Pouco importa o que Good Night teria sido. Ele foi o lorde do Sudoeste. Fez gente tão distante dele olhar pra ele. E isso já seria seu melhor currículo. “Ele falava umas línguas que eu não entendia”, espanta-se, até hoje, o lavador de carros Maikon Michel Santos, 21 anos. E emenda: “Mas era humilde com as pessoas”.

Na Confeitaria Monjolo, na 103, as funcionárias tinham ordem para dar um salgado pra ele. “A dona deixava. Ele era boa pessoa”, diz a caixa Cristiane Santos, 21 anos. Iolanda Lucena, 20, balconista da padaria Pães e Vinhos, tenta imaginar o que levou aquele homem a perder-se dele mesmo. “A gente percebia que teve uma condição boa na vida. Talvez sofreu uma decepção, teve depressão”.

No restaurante Nautilus, Good Night fez muitos amigos. E foi responsável por muitas gargalhadas.“Ele só não gostava de madames. Principalmente as peruas. Imitava todas elas e a gente morria de rir. Era uma graça”, lembra a atendente Elma Veloso, 25 anos. “Tinha gente que chamava ele para se sentar e conversar. Uma doutora que trabalha aqui fazia muito isso”, diz o garçom Fábio Bonfim, 18.

José Lucimar Ribeiro, 31 anos, também atendente, admirava a honestidade dele: “Ele nunca pedia nada. Quando pedia, era um real. E falava: ‘É pra comprar cachaça mesmo. Não é pra comida, não’. Ele nunca enganou ninguém”. Na tarde de ontem, Otalino Firmino, 63, morador da 304, soube da morte de Good Night no supermercado São Jorge. Levou um susto: “Caraca, ele morreu?”. Era uma figura. Ia comprar pão e a gente conversava”.

Good Night era tão Good Night que nunca aceitou ir para abrigo do governo. “Tentamos várias vezes, mas ele não aceitava”, conta a ex-diretora de serviços da Administração Regional do Sudoeste, Ivana Natividade, 46 anos, que cuidava do projeto Anjos da Noite. E elogia: “Ele tinha cultura, era diferente dos outros”.

Sentir-se gente
O dono do chique restaurante San Lorenzo, na 103, Carlos José de Moura, 47, tornou-se uma espécie de protetor de Good Night, um homem de 60 anos, cabelos brancos e pele clara castigada pelo sol do Planalto Central. “A maneira de se expressar dele me fez perceber que ele tinha conhecimento. A concordância verbal era perfeita.” Carlos procurou descobrir por que aquele homem havia parado na rua e se largado tanto. “Tentei resgatar o passado dele, mas ele me dizia que não gostava de falar disso. Talvez o mistério desse passado seja o início dessa fuga. Não quis mais entrar no mérito.”

Good Night contou a Carlos José que se chamava Frederico. Naquele dia, Fred — como os mais íntimos o chamavam — entrou no seu restaurante e comeu sempre que quis. “Uma vez, um playboy acusou o Fred de ter roubado o CD-player do carro dele. Foi lá, no saco de latinha que ele carregava, e chutou tudo. Eu me meti e disse que ele jamais teria feito aquilo. E não fez.”

Ao lado de Carlos José, Good Night sentiu-se forte. Encarou o playboy do Sudoeste e devolveu: “Você tá pensando que não conheço as leis que me protegem?” E continuou, cheio de si: “Vou agora ao seu carro, anotar a placa e dar pro meu advogado. Ele vai te procurar”. Dá-lhe, Good Night! O playboy? Saiu sem dizer mais nada. Envergonhou-se do papelão e vazou. “Naquele dia, ele me disse: ‘Você me fez eu sentir gente’. Nossa amizade nasceu ali.” Emocionado, o dono do restaurante badalado admite: “Só me arrependo de não ter resgatado a história dele”. E agradece: “Ele me ensinou que a vida tava sempre boa”.

E assim Good Night viveu. Encantou quem se deixou ser encantado. Fez piada de si mesmo. Riu dele e da hipocrisia dos muitos ricos. Ensinou The Dog a atravessar só na faixa, a não sujar o chão e a cumprimentar as pessoas. Bebeu todas. Fez uma gente olhar pra ele. E, numa madrugada, morreu de frio, ao lado do seu fiel companheiro, que chorou sua morte. Viva, Good Night!

God bless him (Deus o abençoe!)

Artigo
Eu conheci um lorde

Moro no bairro onde as pessoas não gostam de falar com as pessoas. Um dia, na confeitaria Monjolo, um sábado à tarde, conversei com Good Night. Tomava café. Há muito o via, mas nunca havíamos conversado. Lia um jornal e ele chegou e me perguntou, com sua voz rouca e grave, se eu podia emprestar um pouco pra ele. Não estava bêbado.

Convidei-o para se sentar. Ele estranhou. Não sentou, mas conversou em pé mesmo. Disse que as notícias eram muito iguais e que elas se repetiam. Good Ningth sabia o que dizia. Falou do calor. E contou que desejava ter asas para voar. Perguntei por quê? Ele riu e disse que asas levariam ele para muito longe. Insisti pra onde ele queria ir. Ele disse que era um lugar que não existia. E olhou distante.

The Dog, que eu só soube o nome apurando esta matéria, estava ao lado, ouvindo a conversa atentamente. Good Night não disse seu nome, não me perguntou o meu, leu o que quis, aceitou uma garrafa de água mineral, agradeceu e foi embora, chamando o fiel companheiro e pedindo pra ele “se comportar com classe”. Eu estive diante de um lorde.

Esta matéria tem: (61) comentários

Autor: Kátia So
Juliana Andrade o que realmente importa é a história em si, e as pessoas que fizeram parte disso tudo. Apesar de tudo ele foi uma pessoa inspiradora, esses que criticam é pq nada fazem, nem mesmo dão um bom dia a um gari por exemplo. Fato é que muitos que criticaram sabem ler,+ ñ sabem interpretar. | Denuncie |

Autor: ADRIANO ADRIANO
Tinha que aparecer a Andrea Souza para querer estragar uma linda matéria . Você nem deve morar aqui para ter conhecido ele , coitada de você. | Denuncie |

Autor: Juliana Andrade
Detalhe para Daniel Nascimento: Ele não morreu de frio, como eu disse, morreu embaixo de um prédio comercial, pois dormia no subsolo, com suas cobertas de doação, acredito que ele tenha morrido de tanto beber. | Denuncie |

Autor: Juliana Andrade
Esses sim são hípócritas. O Fred foi com Deus. | Denuncie |

Autor: Juliana Andrade
Eu e minha família não dávamos dinheiro a ele, mas sim roupas e calçados que ele vendia pra comprar bebida e nem por isso deixamos de gostar e ajudá-lo. Hipocrisia é quem nem conhece a história, o que se passa e se acha no direito de falar de outras pessoas que sequer já viu na vida. | Denuncie |

Autor: Juliana Andrade
Ele chegou a falr pra mim que queria continuar morando na rua, a não ser que essas mesmas pessoas que fizeram esses comentários chamando-nos de hipócritas quisessem que a gente levasse ele a força pra um abrigo ou coisa parecida, contra a vontade dele. O que mais poderíamos fazer? | Denuncie |

Autor: Juliana Andrade
Bom, acho que as pessoas que fizeram certos comentários não leram a matéria. Já foi dito que várias pessoas tentaram tirá-lo da rua, inclusive a assistência social, mas ele era muito resistente em não querer e também em não querer falar sobre o seu passado. As pessoas têm o livre arbítrio. | Denuncie |

Autor: Francisco Busch
Excelente e emocionante a matéria, pena que o ator principal morreu no final. | Denuncie |

Autor: Luis Ho
Matéria espatacular, parabéns Marcelo Abreu. Estou recomendando que textos com estes sejam trabalhados nas escolas, são fatos reais que servem prá trabalhar aspectos das relações sociais, das diferenças, dos apelos, da solidariedade, da emoção, da gradidão e outros que são desprezados. | Denuncie |

Autor: Andrea Souza
História de um alcoolatra que divertia um monte de gente bacana que nunca se ofereceu para tirar o miserável da miséria? O cara morre de frio pq nunca teve nem um cobertor e o Correio conta isso como um conto de fadas? É eu acho q moro em outro planeta mesmo | Denuncie |

Autor: danillo pontes
Pelos comentários aqui postados, percebe-se que o povo está carente de ouvir e ler falar de amor e fraternidade e cansado de matérias que tratam sobre violência, drogas, corrupção... é importante que a mídia como um todo repensem suas prioridades. AMOR TAMBÉM VENDE E VENDE MUITO!!! | Denuncie |

Autor: deusdede gomes de oliveira
Este caso fez lembrar um personagem aqui no Bandeirante. Apareceu c/um violão, tocava muito bem, falava inglês fluente, perambulava p/ruas da Cidade. C/ninguém sabia seu nome foi apelidado de Chaulim, p/ensinar a garotada lutas marciais. Apesar ñ fazer mal a ninguém, silenciaram o Chaulim. | Denuncie |

Autor: Irenice santos
Lindissima historia,parabens ao correio braziliense. | Denuncie |

Autor: ADRIANO ADRIANO
Nota dez pela matéria. Os moradores do sudoeste conseguem morar lá por mérito , pelo esforço, pelas "noites perdidas" estudando . Gostaria que todos pudessem viver como nós. Se estamos aqui foi porque estudamos muito para conseguir. E nem por isso deixamos de gostar de pessoas humildes . | Denuncie |

Autor: Sérgio Prado
Apesar de desconfiarem que o cidadão era "culto" e tinha um passado escondido, sequer tentaram ajudá-lo, no máximo cederam uma dose de 51 e um pé-de-galinha pra se alimentar. Chega a ser cômico como gostam de fazer fama com a miséria dos outros. Jesus e Nossa Senhora o tenham em bom lugar. | Denuncie |

Autor: Carlos Guilherme Prates
sem encostar um dedo sequer no mesmo, pelo respeito que tinha pela pessoas e por tudo, levei ele até o supermercado para comprar seu café, é a última foto do Fredão vivo, se for do seu inetresse entre em contato comigo, lhe mando a foto do nosso nobre amigo. | Denuncie |

Autor: Carlos Guilherme Prates
Continuando o comentário, Sr. Marcelo, moro no Sudoeste desde 2001 quando quando coonheci o nobre FREDÃO, infelizmente no seu último sábado de vida, após lhe pagar um "cafezinho como sempre fazia, ele se apaixonou por uma relíquia que tenho, um MP LAFER 75, tal foi sua admiração pelo carro | Denuncie |

Autor: Fernando Tavares
Eu o conheci em taguatinga a alguns anos quando me disse que falava francês. Eu, estudante do idioma na época, peguei o meu livro de francês e Good Night o leu perfeitamente. Ninguém nunca acreditou no que eu dizia, até que o Correio publicou ... | Denuncie |

Autor: Carlos Guilherme Prates
Sr. Marcelo, não conhecia seu trabalho, a partir de agora tens um admirador, um fã. É muito facil escrecer sobre celebridades, políticos, etc, para escrever sobre um mendigo, lorde na sua atitude diária, mas um mendigo, tem que ter um coração puro e acima de tudo um sentimento humano enorme. | Denuncie |

Autor: adeilton bezerra
Um Lorde que esses nossos politicos sem vergonha deveriam seguir o exemplo, simplicidade e humildade p/ aceitar e ser pessoa. | Denuncie |

Autor: Ed Costa
Um dia fui a Quitanda de Minas e conheci o Good Night conversando sozinho em inglês, minha esposa que morou em Londres por 10 anos disse-me que aquele senhor que ali estava falava o inglês fluente, um inglês impecável, percebemos que ali estava uma pessoa culta, com estudo e que teve algum problema. | Denuncie |

Autor: Daniel Nascimento
Em uma região de apartamentos milhonários um "ser" morre de frio, embriagado de cachaça para se aquecer. Muitos passaram seu ao lado , mas ninguém viu, ninguém vê, é a indiferença ao próximo, ao Sr. Maltrapilho. É estranho, mas o frio que ele sentiu foi menor do que a frieza da nossa indiferença. | Denuncie |

Autor: filomena rocha
Olhai os lirios do campo, eles nao e nem fiam, mas o Pai os reveste de tanta gloria que nem mesmo salomao, em todo o seu esplendor, consegui se compara a eles. | Denuncie |

Autor: jocely alves
Essa história se parece muito com a do Livro: O Futuro da Humanidade de Augusto Cury, Quem se interessar leiam pois a história tem uma semelhança. Linda a história. Espero que não deixe a moradora de rua que ficou com o cachorro do Goods Nights, morrer sem ao menos conhecer sua história. Parabéns CB. | Denuncie |

Autor: Magda
Esse senhor não queria voltar para os seus, mas quantas pessoas continuam nas ruas, inclusive muitas crianças, que às vezes se perderam da família, mas que não sabem por onde começar. E aí? Buscar apoio onde? | Denuncie |

Autor: laudimiro jeronimo da silva laudimiro
GERALMENTE ESTAS PESSOAS TEM UM PASSADO, ALGUEM QUE AINDA CHORAM POR ELES, NOSSAS RUAS ESTAO CHEIASDE GOOD NIGTS. O SER HUMANO AINDA NOS SURPREENDEM | Denuncie |

Autor: José Paulo Vieira de Castro
Parabéns Marcelo Abreu pela bela e comovente reportagem. Que o Lord Good Night descanse na paz do Senhor. | Denuncie |

Autor: eliete silva
UMA HISTÓRIA MARAVILHOOOOOSA!!! PENA QUE SÓ DEPOIS DE MORTO É QUE VALORIZAMOS A VIDA! PRECISAMOS OLHAR À NOSSA VOLTA, POIS EXISTEM TANTAS PESSOAS NECESSITADAS DE TUDO E PRINCIPALMENTE DE CALOR HUMANO. ATÉ UM BOM DIA, UM SORRISO ESTÁ SENDO DIFÍCIL DE TIRAR DAS PESSOAS. NÃO SOMOS MÁQUINAS!!!! | Denuncie |

Autor: Messias Cassemiro cassemiro
Parabens ao CB, pela linda matéria. Gostaria que os emocionados, e "emocionados", passassem da placidez como agiram e de comentar o que se foi, para a ação, de molde a zelar dos que aqui estão e merecem ser vistos como gente, e não objeto. | Denuncie |

Autor: Reginaldo Nery Martins
Belissíma reportagem, muito emocionante, moro aqui em Belém e vejo todos os dias, os Goods Nights e seus The Dogs, que descanse em Paz... | Denuncie |

Autor: antonia leandro
Fiquei encantada e comovida com o LORD que com certeza serviu de exemplo de simplicidade e simpatia para aquele bairro "nobre". Feliz de quem o conheceu e não o viu apenas como mais um morador de rua e sim como exemplo de sabedoria e simplicidade. Deus usa as pessoas para abrir os nossos corações. | Denuncie |

Autor: Paulo Cesar Oliveira do Amaral
Esta matéria me fez lembrar de quando o Correio era o Correio. Antes desta coisa louca em que se tornou nossa política e tínhamos um jornal e jornalistas de qualidade no DF. Parabéns ao repórter. | Denuncie |

Autor: Amanda Pereira
Que matéria linda!!! Pessoas humildes também tem culturas, e são dignas de respeito!!! | Denuncie |

Autor: Tályta Almeida
Qual é a beleza dessa matéria? Ver a omissão do "bairro mais caro" com relação a um ser Humano? Bonito seria se eu estivesse lendo, que hoje ele fui levado a uma escola profissionalizante e virou porteiro desse hipocritas que falam de boca cheia que passavam pelo Good Night! | Denuncie |

Autor: Juvenal Moreira
O Fred apesar de seus todos "defeitos" era um cara muito legal. Falava inglês com meus filhos quando nos encontrávamos nas comerciais do Sudoeste. Uma figura que agora com sua história revelada nos traz grande comoção. Que Deus o tenha em bom lugar. Adeus FRED! Good Night boy! | Denuncie |

Autor: Bela Silva
uMA pena QUE TODO SER HUMANO só é valorizado após sua MORTE. A matéria é muito bonita e emocinante que o Fred descanse na PAZ DO SENHOR. | Denuncie |

Autor: gercino goncalves
Ainda nao tinha lido uma materia tao linda como essa, esse homem nao era um mendigo e sim um representante do bem. Parabens correio pela materia me comovi... | Denuncie |

Autor: Lusivania Barbosa
Sâo exemplos como este que nos faz refletir sobre o realmente é importante "nesta vida". Pessoas que mesmo não dispondo de conforto ou dinheiro conseguem simplesmente, ser feliz e fazer outras pessoas felizes. "Eis aí a simplicidade da vida, vivê-la como tem que ser vivida". | Denuncie |

Autor: evaldo sousa moura
parabens macelo abreu , bela materia | Denuncie |

Autor: Paulo Roberto
Good Ningth com certeza adquiriu as asas que tanto queria e voou para muito longe ... para um lugar que não existe na terra e com certeza está sentado ao lado de nosso Pai ... ou ele seria o Próprio? Parabéns pelo o autor do CB pelo texto simples e comovente. | Denuncie |

Autor: Guilherme Santos
Belíssima história!!! Reclamamos muitas vezes da vida por algo tão fútil, comparado ao sofrimento deste rapaz. Nem por isso ele deixava de sorrir e alegrar o dia de outras pessoas,quem dera se todos fossem como o Frederico (Good Night), pudessem viver em perfeita harmonia. | Denuncie |

Autor: filomena rocha
Isto nos mostra as pessoas valem pelo seus caraters e decencia. Esse homem nos mostra que bens materiais so' nos tira a realidade da vida, sabia o que dizia.Escolheu viver nas ruas porque isso lhe dava liberdade para ser o que queria, sem responsabilidades de aluguel, contas de luz, gas etc. | Denuncie |

Autor: Felix Filho
Linda matéria...uma das melhores que já li neste espaço. Emoção e lágrimas, pena que não conheci Good Night, realmente um Lord. Descanse em paz! | Denuncie |

Autor: Sérgio Bicca
Prezados, esse homem era, na realidade, um Mestre; quem percebeu isso cresceu, evoluiu. E certamente ele agradeceu pela oportunidade e pelo reconhecimento. Que as asas da divina mãe o protejam e orientem. Saudações gaúchas! | Denuncie |

Autor: Edilmar Lima
Diante do exposto acredito eu que só existe uma verdade sobre o velho Lorde; ele soube viver e com certeza ensinou muitos os princípios da dignidade humana. | Denuncie |

Autor: antonia leandro
Parabéns pela matéria! Sinto muito pelo lord, gostaria muito de poder ter conhecido alguém assim... principalmente pela sua honestidade, humildade e atenção com próximo. Descanse em PAZ...Estou comovida e emocionada. | Denuncie |

Autor: murilo junior
DEUS se faz passar por medigo para conhecer os homens, pesse nisso!!! | Denuncie |

Autor: Raphael Borges
Marcelo, excelente texto! Foi a melhor pessoa que conheci no sudoeste, sempre atencioso e com muita educação. O fred vai fazer muita falta ali, o melhor dele era quando vinha do Superm. São jorge com uma Fanta e uma garrafa de pinga nos oferendo um Hi-Fi... como ele mesmo dizia: "come on here!!!" | Denuncie |

Autor: Vanessa Lopes
Adorei a Materia! Parabéns Marcelo Abreu! Não sou muito de ler textos, mas esse conseguiu me prender a atenção do inicio ao fim. Com certesa o Good Nigth merece tal homenagem. Grande lord! | Denuncie |

Autor: Jurandir Sousa
Ótima reportagem, parabéns ao Correio pela iniciativa. Meu próximo cão chamar-se-a GOOD NIGHT tb. Valeu ! | Denuncie |

Autor: Irat Reis
Emocionante matéria! Ele viveu isoladamente parte de sua história. Sem incomodar ninguém e sem aceitar ajuda, apenas viveu sua vida da forma que ele quis, compartilhando com alguém em alguns momentos. Foi mesmo um lord. Isso prova que a dignidade não está aliada a uma posição social. | Denuncie |

Autor: Letícia Duarte
Nossa... muito lindo o texto, Marcelo Abreu... Nessa cidade onde os mais afortunados raramente olham os que quase nada possuem, um homem chamou a atenção de todos... Gostaria eu de tê-lo conhecido. | Denuncie |

Autor: Leandro Freitas
Linda reportagem, lindo personagem da vida real. Confesso que fui as lágrimas. Como seria bom o mundo se fosse repleto de Good Night's ao invés de repleto de Playboys | Denuncie |

Autor: raimundo dias
Q história!! Dentro de nossas casas e carros com os vidros fechados, nós fechamos tb os olhos para a realidade. Como o Lord Good Night existem vários e como ele vários morrem todos os dias!!! Kd os bons samaritanos???? | Denuncie |

Autor: Ana Oliveira
Parabéns ao Correio Braziliense por esta excelente matéria! fiquei realmente emocionada. | Denuncie |

Autor: marley garcia
eu moro em brasilia desde 1970, ja vi muita coisa, mais tambem ja vi muitos se recuperar do vicio e da miséria, o pouco que se faz e muito eles sempre nôs agradece com a recuperação, que pen!!!!! | Denuncie |

Autor: Martinho Lutero
Linda matéria. Parabéns. Pobres e mendigos também são dignos de respeito. | Denuncie |

Autor: marley garcia
fico triste saber que ninguem deu uma chance desse homem se erguer porque não foram mais fundo na vida nele? porque não lhe deu um abrigo, e um emprego? esmola não ajuda, só faz cair ladeira ha baixo | Denuncie |

Autor: Juliana Andrade
Acredito que tenha morrido de muita bebida mesmo, pois segundo seus amigos de rua bebia até álcool de posto. Coitado. Velamos seu corpo e acredito que ele foi em paz. O Sudoeste perdeu uma grande figura. Infelizmente nunca mais vi o Chico, ou The Dog. | Denuncie |

Autor: Juliana Andrade
Me emocionei lendo a história do Fred, de quem até as crianças gostavam. Realmente ele era um lorde, só que ele não morreu ao relento, morreu embaixo de um prédio comercial, onde ele sempre dormia. Morreu de manhã e o IML só veio buscá-lo a tarde, levaram-no envolto nas cobertas dele. | Denuncie |

Autor: Leandro Lopes
O CorreioWeb quando quer faz bem feito! Linda matéria. | Denuncie |

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