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Mercado imobiliário aquecido aumenta preço de imóveis usados Parceria entre o Sindicato de Habitação e a UnB mapeia os preços de venda e de aluguel de imóveis no Distrito Federal e aponta crescimento. Dados serão divulgados mensalmente pelas entidades

Diego Amorim

Publicação: 19/08/2010 08:01 Atualização:

O aquecimento do mercado imobiliário no Distrito Federal faz com que investidores paguem cada vez mais caro por imóveis usados. Pesquisa inédita coordenada pelo Sindicato de Habitação do DF (Secovi-DF), em parceria com a Econsult — empresa júnior do Departamento de Economia da Universidade de Brasília — , mapeou os preços de venda e de aluguel de casas e apartamentos já construídos.

Os números divulgados ontem referem-se ao mês de junho, quando o preço do metro quadrado para venda atingiu R$ 9,2 mil em um apart-hotel da Asa Norte. O valor mais baixo, de acordo com informações colhidas nas principais imobiliárias do DF, foi de R$ 2,1 mil em uma casa de três quartos no Guará, avaliada em R$ 370 mil.

Os imóveis residenciais corresponderam a 78% dos usados colocados à venda em junho. Desses, a maior parte eram apartamentos de dois ou três quartos (40%), com preços que variavam de R$ 100 mil a R$ 1,3 milhão. O valor de apartamentos com quatro quartos alcançava R$ 2,5 milhões. Casas com quatro ou seis cômodos eram anunciadas a R$ 10 milhões.

Comprar na Asa Norte, em geral, custa mais do que na Asa Sul. Já em comparação com o Plano Piloto, os preços do mercado em Águas Claras continuam menores. Em cidades como Ceilândia, Guará e Taguatinga, que vivem um boom imobiliário, o metro quadrado de imóveis usados não sai por menos de R$ 2,1 mil. Em apartamentos de dois quartos no Guará, o preço sobe para R$ 3,8 mil.

Nas quitinetes, que chegam a valer R$ 376 mil, o metro quadrado pode chegar a R$ 5,8 mil. “Os números reforçam o bom momento do mercado e balizam a decisão de quem está investindo em imóveis”, comenta o presidente do Secovi-DF, Carlos Hiram Bentes David. “Falar em ‘bolha’ no DF é uma visão não só pessimista, como irresponsável”, completa.

Presente na entrevista coletiva em que os números foram divulgados, o chefe do Departamento de Economia da UnB, Roberto Ellery, também disse que também não encara assim o fenômeno imobiliário no DF. “Só a longo prazo entenderemos melhor o que está acontecendo. Mas quando há um aumento de demanda rápido e uma oferta lenta, como é o caso, o preço aumenta, não tem jeito”, diz.

Melhor investimento
O deficit habitacional no Distrito Federal era, em 2009, de 51,2 mil moradias, segundo um estudo nacional feito pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (Sinduscon-SP). “Haverá um dia em que os preços chegarão a um limite, mas o certo é que, por enquanto, não há investimento melhor do que imóvel”, comenta Miguel Setembrino, presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do DF (Fecomércio-DF), entidade à qual o Secovi-DF é associado.

Para o presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do DF (Ademi-DF), Adalberto Valadão, os preços na capital do país ainda podem e devem crescer. “Temos um mercado ainda muito jovem, mas que está aquecido em todo o DF. A valorização dos imóveis é inerente ao avanço do setor”, sustenta.

O avanço das construtoras para cidades como Samambaia, Ceilândia, Sobradinho e Gama, onde mais empreendimentos são lançados semanalmente, impulsiona o mercado ainda mais. “Desde que o financiamento imobiliário permitiu que o sonho da casa própria coubesse no bolso das classes mais baixas, o crescimento nessas regiões se tornou viável”, explica Valadão.

O DF acompanha o bom momento da economia brasileira. A população, nos últimos anos, ganhou mais renda e emprego. A indústria e o comércio estão produzindo mais. Com isso, a demanda por imóveis não para de crescer. A oferta reduzida, por conta, em grande parte, das limitações urbanísticas da cidade, faz os preços subirem com mais facilidade.

A partir de agora, o mapa dos valores para a venda e aluguel de imóveis usados será divulgado mensalmente pelo Secovi-DF. A parceria com a Econsult(1) começou a ser desenhada no ano passado e o contrato foi assinado há cinco meses. Com os números dos próximos meses, os coordenadores da pesquisa pretendem identificar as tendências e mapear com mais precisão o mercado imobiliário de Brasília.

1 - Empresa júnior
A empresa foi fundada em 15 setembro de 2001 por iniciativa de estudantes de graduação do Departamento de Economia da UnB. Ela realiza projetos para pequenas, médias e grandes empresas bem como para instituições governamentais.

Novos empreendimentos

No ano passado, os lançamentos de empreendimentos imobiliários no Distrito Federal movimentaram R$ 4,3 bilhões em vendas de unidades. Este ano, segundo informações da Fecomércio-DF, o montante alcançou, até 30 de julho, R$ 3,2 bilhões. A expectativa é que, em dezembro, esse número chegue a R$ 6 bilhões, consolidando o DF como o segundo mercado imobiliário do país, ultrapassando de vez o Rio de Janeiro e ficando atrás apenas de São Paulo.

Em 2010, apenas a empresa Lopes Royal lançou 16 empreendimentos, o que corresponde a 4,6 mil unidades e um valor geral de vendas (VGV) de R$ 1,1 bilhão. Até o fim do ano, serão mais cinco prédios, aumentando o VGV para R$ 2,2 bilhões. “Antes mesmo do lançamento, já temos dezenas de clientes cadastrados, com disposição para comprar. O mercado está seguro e aquecido”, comenta o diretor comercial da empresa, Leonel Netto.

As vendas durante o período de apresentação dos empreendimentos surpreendem os próprios empresários. “E há espaço para mais crescimento. Nunca ouvi dizer que um imóvel caiu de preço. Chegará um dia em que a valorização será menor, mas ela nunca vai recuar”, defende o diretor de vendas da MGarzon, Antônio Rodrigues.

Esta matéria tem: (16) comentários

Autor: Guilherme Guilherme
Diego Perea, você tem toda razão. Aqui em Aguas Claras, é visível o número de apartamentos vazios. Tem prédios que já foram entregues há mais de 1 ano e até hoje as luzes estão apagadas. Ou seja, não conseguiu vender nem alugar. | Denuncie |

Autor: Guilherme Guilherme
Irresponsável é a atitude da Terracap, das construtoras e dos corretores, ao pedir valores exagerados para imóveis que não valem o preço cobrado. Afirmam que a culpa é do "mercado": Quem dita os preços, afinal? | Denuncie |

Autor: Mailson Santos
Então Diego esse calculo que vc fez é complicado pq depende muito do tipo de imóvel tinhamos a pouco tempo condomínios c/ lazer completo com 47m² 2qtos com R$1200 de aluguel! levando em conta o aluguel por ser uma renda fixa a valorização é muito boa mesmo sendo de 0,25% PQ a variável continua... | Denuncie |

Autor: Guilherme Guilherme
Olha só o negócio da China: kitinetes na beira do lago: 350 mil reais. Aluguel líquido: 1,5 mil, descontados 10% da imobiliária e IR. Retorno do investimento: 20 anos. E até lá, vc gastará metade do valor do apartamento com taxas extras, reformas. Isso se o inquilino for perfeito. Vale a pena? | Denuncie |

Autor: Guilherme Guilherme
A bolha está só aumentando. Creio que daqui uns 3 anos, ela estourará. Atualmente, já percebo da minha janela vários apartamentos vazios aqui em Aguas Claras, sem vender, sem alugar. Tudo de especulador. | Denuncie |

Autor: Dora Maria Severo Araujo
O Bom é pagar aluguel a vida inteira! Ai a BOLHA ESTOURA e ninguem mais compra a casa própria. | Denuncie |

Autor: Dora Maria Severo Araujo
Quando a Bolha Estourar, o m² no Plano Piloto vai estar na casa dos 20mil. Por isso que a bola da vez é INVESTIR EM IMÓVEL, o retorno é garantido! | Denuncie |

Autor: Danilo Silva
Não há como negar a existência de uma bolha no DF. Me espanta o Departamento de Economia não enxergar isso. As construtoras e incorporadoras logicamente não admitirão nunca que não existe bolha no DF. | Denuncie |

Autor: Bruno Barros
Diego, primeiro que acho meio difícil conseguir alugar um apartamento de 200mil reais por 500 reais em águas. Segundo que no seu cálculo não entra a valorização do imóvel. | Denuncie |

Autor: vinicius barreto
O GDF acabou com o Guara.Licitou terrenos e advinha quem ganhou?Quem pagou propina ao Durvalino.Nunca mais verei o nascer do sol,pois terá edificios de 12 andares em frente a minha casa,antes só era permitido seis andares. | Denuncie |

Autor: Paulo Roberto
As construtoras vendem em planta os apartamentos com preços atuais e os compradores do ágio sempre esperam uma supervalorização na venda do imóvel ou do próprio ágio, mas até quanto isso persistirá? O teto dos preços do imóveis tendem para o infinito? Cuidado com a BOLHA. | Denuncie |

Autor: Paulo Roberto
Quer investir? Compra um ágio de um apartamento em construção e venderá no futuro próximo o ágio com lucro. Apartamento de 28 m2 em 2008 valia R$ 80.000 no plano piloto, hoje estão pedindo R$ 200.000. Daqui a pouco estão todos a vender o ágio e não terão compradores %u2013 isso é uma BOLHA. | Denuncie |

Autor: José Alencar
O mercado imobiliário está crescendo mas o GDF não dá a contrapartida para a população. Basta visitar Águas Claras que não tem posto de saúde ainda, mesmo tendo 240 mil habitantes. Acorda GDF! Cadê as prioridades? Existem outras cidades que estão na mesma situação: sem cartório, sem hospital. | Denuncie |

Autor: Epaminondas Levis
Como não é um bolha? pagar 5,5 mil/m2 por uma QUITINETE não é uma bolha? Pois é assim que uma bolha estoura, sem mais e sem menos. Ninguém acredita que vai mas, quando estourar vai ter neguinho pulando da torre de tv, ou melhor da torre digital.. kkkkkk Fui na quitenete de uma amigo, DEPRIMENTE! | Denuncie |

Autor: Diego perea
...Se isso nao for BOLHA especulativa , nada mais será. A pergunta a se fazer é: Quando ela irá estourar? Infelizmente ninguem tem essa resposta. Enquanto isso o oba oba continua.... | Denuncie |

Autor: Diego perea
O aluguel de um AP em Águas Claras de r$ 200.000,00 está na faixa de 500 reais +condomínio, ou seja, o proprietário ganha 0,25% de rendimento pelo aluguel enquanto colocar os mesmo 220 mil na poupança dá 0,6% (quase 3x mais). Isso quando consegue alugar, pois 40% dos ap´s estão vazios... | Denuncie |

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