A liberdade de Adriana Villela, 46 anos, está nas mãos dos desembargadores da Primeira Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). Às 13h30 de hoje, eles se reúnem para decidir se a arquiteta deixará a prisão ou se continuará no Presídio Feminino do DF, no Gama. Ela está detida temporariamente desde 16 de agosto sob a acusação de atrapalhar as investigações dos assassinatos dos pais, José Guilherme e Maria Villela, e da empregada do casal Francisca Nascimento da Silva.
Conforme adiantou o Correio, o parecer do Ministério Público é contrário à soltura de Adriana Villela. Na sessão de hoje, o desembargador Romão Cícero — relator do processo —, o presidente da Turma, desembargador George Lopes Leite, e a juíza Leila Arlanch, da 4ª Vara de Família — convocada para a sessão, apreciarão o mérito do pedido de habeas corpus (HC). A desembargadora Sandra de Santis também estará presente, mas só votará caso um dos anteriores precisar se ausentar. O representante do MP será o promotor Maurício Miranda, do Tribunal do Júri, que ocupa temporariamente a de Justiça Criminal Especializada.
Em geral, a sessão começa com a leitura do relatório pelo desembargador Romão Cícero. Mas é comum que os advogados de defesa dispensem esse rito passando logo para a fase de sustentação oral, quando têm 15 minutos para argumentar por que Adriana Villela deveria ser solta. Em seguida, começa a votação do mérito do HC. A imprensa pode assistir à sessão, mas não está autorizada a fazer imagens. O advogado Rodrigo de Alencastro, que integra a defesa de Adriana, foi procurado, mas não atendeu as ligações. O julgamento deveria ter ocorrido na quinta-feira passada, mas acabou adiado porque o MP não havia se entregue o parecer.
IntervençãoÀ noite, o caso deverá ser novamente discutido, dessa vez pelo Conselho Pleno da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Distrito Federal (OAB-DF). A partir das 18h30, os conselheiros vão decidir sobre o pedido de intervenção feito pela defesa de Adriana Villela. No documento Memorial dos filhos de José Guilherme Villela e Maria Carvalho Mendes Villela, os advogados apontam falhas da investigação. Citam exemplos de depoimentos contraditórios — fato que teria sido ignorado pela polícia — e sustentam que a polícia elegeu a arquiteta como suspeita do crime da 113 Sul para, só depois, encontrar provas que a incriminassem. O pedido de intervenção foi protocolado na OAB-DF em 16 de junho, exatamente dois meses antes de Adriana Villela ser presa.
» Leia matéria completa na versão impressa do CorreioO Conselho do Pleno é formado por 58 advogados. A reportagem tentou falar com o relator do pedido de intervenção, o conselheiro Eduardo Toledo, porém ele não atendeu as ligações nem retornou os recados deixados em sua caixa postal. A assessoria de imprensa da OAB não soube informar qual o quorum para a votação por se tratar de assunto externo. Ainda de acordo com a assessoria, Toledo dará uma coletiva após a sessão.
Em reunião na noite de terça-feira, o Instituto dos Advogados do Distrito Federal decidiu esperar a conclusão do inquérito para deliberar sobre o assunto. Segundo o advogado Raul Livino, designado para acompanhar os trabalhos de investigação, o caso deve ser encerrado em 20 dias, conforme previsão da Coordenação de Investigação de Crimes contra a Vida (Corvida). Na última terça-feira, os delegados Luiz Julião e Mabel Faria voltaram ao apartamento dos Villela para nova perícia e coleta de impressões digitais.
Esta matéria tem: (8) comentários
Autor: PLINIO MARNHÃO
Possivelmente será solta, não há mais motivo de sua prisão, pois não tem mais condições de atrapalhar as investigações. Mesmo que for indiciada, poderá responder em liberdade, pois é ré primaria | Denuncie |
Autor: jose barros
hoje em dia virou moda as pessoas cometerem crimes depois negarem até o fim. Vide Nardoni e o caso da advogada de SP. | Denuncie |
Autor: PLINIO MARNHÃO
Muito engraçado os comentários!! Tem pessoas dizendo que não existem provas, com certeza tiveram acesso ao conteúdo das investigações!!! Olha o que sabemos é apenas o que é repassado pela mídia, e o que pode ser disponibilizado pela POLÍCIA, MP e JUSTIÇA...é claro que existem mais evidencias | Denuncie |
Autor: Hildo Evaristo
Tá parecendo couro de P... (pescoço) vai e volta. Enquanto isto, o custo - despesa - quem paga é a sociedade. | Denuncie |
Autor: augusto gus
Por que esse advogado de defesa ao invés de ficar desqualificando o trabalho da polícia,ñ apresenta os fatos que a polícia e o judiciário, julgam que incriminam a ora detenta, pois assim poderemos poderemos tirar nossas conclusõs, já que a única coisa que podemos supor é que algo, ou ñ estava presa. | Denuncie |
Autor: augusto gus
Ora, se a polícia tem convicção que foi a filha do casal a mentora do crime,] é natural que busque provas para sustentar essa teoria, ou seja, se não houvesse nenhuma prova, a polícia seria a primeira a descartar tal hipótese. Não dá é para tentar provar que quem cometeu o crime foi D. Pedro I. | Denuncie |
Autor: jose barros
vamo ver se as provas vão servir de alguma coisa | Denuncie |
Autor: francisco francisco silva
Conclusão em 20 dias? Tá bom, vão querer dizer qua a Adriana matou 3 pessoas sozinha. A PCDF achou a filha como culpada para se livrar desse abacaxi. Depois da armação da chave a investigação ficou desmoralizada. | Denuncie |