O Hospital Anchieta, em Taguatinga, investiga o caso de um bebê que morreu na barriga da mãe durante o início do trabalho de parto. A fotógrafa Maria Auciderlânia de Carvalho, 36 anos, descobriu que o neném não tinha mais vida às 12h38, quando esteve no centro médico pela terceira vez desde a noite de sexta-feira. Em nota, a instituição enfatizou a necessidade de realização da necropsia do feto para a indicação precisa da causa do óbito. Revoltada, a família tem intenções de processar a entidade e denunciar o caso à polícia.
Até o início da noite de ontem, Maria Auciderlânia aguardava a retirada do feto por meio de um parto normal induzido. Segundo os parentes, era um desejo da mãe. O pai do bebê, o motorista Marcos Antônio Alves, 38 anos, contou que o casal deu entrada no pronto socorro, pela primeira vez, depois de 23h de sexta-feira. O hospital afirmou que, de acordo com o prontuário, o neném passava bem, mas a mulher tinha dilatação de apenas 2cm. Segundo a instituição, a mulher ressaltou o desejo de realizar um parto normal e, diante das boas condições, o médico de plantão responsável pelo atendimento a liberou.
De madrugada, o casal retornou ao centro médico. Em outra avaliação feita às 6h, o mesmo médico reafirmou que o bebê passava bem, mas que o trabalho de parto ainda não havia alcançado o estágio necessário para internação. “Não entendo como isso aconteceu. Foi negligência médica. Vamos correr atrás dos nossos direitos e processar o hospital”, disse Marcos Antônio Alves, pai da criança.
O casal fez o acompanhamento pré-natal em uma clínica particular, na Asa Norte. A médica que os atendeu durante os nove meses não fez o parto Maria Auciderlânia porque o plano de saúde não cobria o serviço. Eles optaram, então, por dar entrada na emergência do Hospital Anchieta por conta da proximidade com a casa onde moram, em Vicente Pires. A obstetra, que não quis se identificar, disse que a gravidez correu sem problemas. Ela não descartou, no entanto, a possibilidade de imprevistos de última hora, como descolamento de placenta, aumento de pressão arterial ou sofrimento fetal. A neném se chamaria Maria Eduarda. Era um sonho do casal. O quarto já estava preparado, e o enxoval, comprado. Os dois têm um filho de 11 anos. Maria Auciderlânia tem outra filha de 15 anos.
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Esta matéria tem: (7) comentários
Autor: Vanda Dantas
O meu sobrinho João Pedro tá lá dentro de uma UTI neo natal...nunca chorou e nem acordou e isso já tá com 46 dias.Que o Espirito Santo consolem o corações de vcs e principalmente da familia. | Denuncie |
Autor: Vanda Dantas
è uma falta de respeito muito grande.Imagino a dor dessa familia.Pois ainda estamos passando por uma fase muito ruim em nossa familia.Só que foi na rede publica no HRC. e foi da mesma maneira,a minha irmã ia pro hospital e os médicos mandarvam ela voltar pra casa. | Denuncie |
Autor: Wilson Palmeira
A falta de humanidade, o desrespeito com o próximo a inércia do Estado são algumas das causas dessas trajédias. Um amigo meu passou pela mesma situação há pouco tempo atrás, onde depois do parto induzido, o bebê ficou quase 40 minutos entre as pernas da mãe por funcionário que o tirasse. | Denuncie |
Autor: marta souza
Meus sentimentos à família. Só quem perde é quem morre. | Denuncie |
Autor: Andrea Souza
Que tristeza...a criança morrer dentro da barriga. Meus pêsames à família. | Denuncie |
Autor: Jose Laranjeira
se a moda pegar vai acontecer o mesmo que nos EUA: falta de obstetras. | Denuncie |
Autor: Jose Laranjeira
Assim fica fácil.Todo imprevisto é culpa do médico e toma processo.Tá igual aos EUA.A consequencia disto todos nos sabemos...Os medicos irão fazer altos seguros ,o preço do serviço irá aumentar e os convenios não vão querer arcar com a fatura.A população vai se lascar!!! | Denuncie |