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| "A conclusão é que quando o chope vem sem colarinho, o volume do líquido realmente é maior", diz o blogueiro Sérgio Camargo |
O colarinho do chope sempre foi motivo de divergência entre apreciadores da bebida. Isso até a terceira ou a quarta tulipa, já que depois disso ninguém mais repara. O debate é polêmico e capaz de despertar posições radicalmente opostas. Enquanto os defensores do chamado creme do chope justificam a importância da espuma para a retenção do gás, manutenção da temperatura, conservação do sabor e do aroma, os do contra alegam que o colarinho toma um espaço que eventualmente poderia ser ocupado por mais líquido. Com ou sem colarinho, a grande questão é: será que o consumidor está realmente bebendo a quantidade pela qual está pagando?
O blogueiro Sérgio Camargo, 43 anos, ficou surpreso quando os garçons do Boteco, na 406 Sul, recusaram-se a oferecer o chope sem o creme a um amigo. “Eu adoro colarinho, não bebo cerveja nem chope que não tenha pelo menos dois dedos. Mas fiquei com a imagem do garçom negando a bebida sem espuma na cabeça e resolvi fazer um teste para saber se os copos realmente têm os 300ml prometidos”, conta Sérgio, que, embora não exerça a profissão, é formado em engenharia eletrônica pela Universidade de São Paulo (USP).
Para realizar a experiência, primeiro ele desenvolveu uma metodologia simples. “Peguei uma lata de cerveja de 350ml e pesei apenas o líquido. Deram 349 gramas exatas. Isso quer dizer que a proporção é de aproximadamente um para um, ou seja, cada 100ml da bebida pesam 100g”, explica Sérgio. Em seguida, ele saiu para bares, restaurantes e choperias do Distrito Federal munido de uma máquina fotográfica e de uma balança digital. “Pesei o copo cheio e vazio, e descontei a diferença. Não levei em consideração a quantidade do colarinho porque a espuma pesa quase nada, é gás”, justifica.
Foram visitados oito estabelecimentos, escolhidos aleatoriamente, entre os que Sérgio tem costume de frequentar ou os mais próximos a sua casa, em Águas Claras. Em 11 de agosto, o resultado foi publicado em seu blog, acompanhado de um vídeo postado no YouTube e que, até a última sexta-feira, já contava com mais de 3 mil acessos. A repercussão não foi por acaso. De acordo com o teste, com exceção do Boteco do Chopp, todos os outros sete estabelecimentos serviam menos do que o anunciado (leia em Quantos mililitros tem um copo de chope?). Entre eles, em quatro locais (50% do total visitado), a quantia servida era menor ou igual a 250ml. “A conclusão é que quando o chope vem sem colarinho, o volume do líquido realmente é maior, mas fica horrível. Cheguei a sugerir a alguns restaurantes fazerem como o Boteco, que anuncia no cardápio 200ml, mas serve em média 270ml. Mesmo assim, o chope ainda é muito caro. Se o cliente paga R$ 4,50 por uma média de 250ml, então o chope custa R$ 18 o litro, muito mais caro do que cerveja de 600ml”, analisa.
MetodologiaAlguns bares citados na matéria, ao serem consultados pelo Correio, alegaram que o teste contém erros de metodologia, já que Sérgio comparou duas bebidas diferentes (cerveja e chope), que não possuem a mesma densidade. Outros mencionaram problemas nos equipamentos utilizados, como a balança, que mede massa, em vez de proveta, para medir volume. A pedido da reportagem, o engenheiro químico e cervejeiro Klecius Celestino, coordenador de gastronomia do Centro de Excelência em Turismo da Universidade de Brasília (UnB), leu o texto publicado por Sérgio e fez algumas considerações. “A princípio, não existe diferença de densidade entre o chope e a cerveja. O que existe é uma sensação de que o chope é mais leve devido às características sensoriais”, esclarece.
No entanto, ele avalia que a metodologia usada por Sérgio não é a mais adequada para medir o volume. “O local onde a balança é colocada deve ser nivelado e ausente de correntes de ar para não haver interferência nos valores. Além disso, não há garantia de que o volume da latinha, tomado como base para início da investigação, era mesmo de 350ml, pois durante o envase industrial pode haver variação. E, ao usar a bebida da lata, pode ter ficado uma pequena quantia do líquido dentro do recipiente, já que o formato da embalagem proporciona isso”, pondera Klecius, que não invalida o resultado do teste.
“Embora o recomendado para um bom consumo sejam dois dedos de espuma, o que se observa é o desrespeito ao cliente em relação ao volume. Usam o argumento da espuma e servem quase a metade em colarinho. Em alguns países, é exigida a marca do volume no copo. Dessa forma, coloca-se a bebida até a marca e depois completam com a espuma, não deixando dúvidas sobre a quantidade de líquido servido”, detalha.
Ele alerta, no entanto, que o mais adequado seria um teste volumétrico, com o uso de uma proveta graduada em temperatura padrão (20ºC). O professor de química da Universidade de Brasília Marcelo Sousa e o professor da Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Waldemar Venturini também consideram mais apropriado o teste com esse equipamento (leia em Faça o teste). No entanto, eles acreditam que a metodologia usada por Sérgio possa trazer números bem aproximados e, portanto, indicar que o consumidor está realmente sendo lesado, tendo em vista as grandes diferenças apontadas na “pesquisa”.
O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) informou que ainda não há regulamentação para o assunto, o que impede a fiscalização. Em setembro do ano passado, o instituto abriu uma consulta pública sobre a proposta de texto do Regulamento Técnico Metrológico que estabelece as condições que deverão ser observadas na fabricação dos recipientes utilizados na venda de bebidas para consumo imediato. “Assim como ocorreu com a criação do Padrão Brasileiro de Plugues e Tomadas, o Inmetro está avaliando a forma e o momento adequados para a implementação de tal regulamentação, de maneira que haja o menor impacto possível para a relação entre o consumidor, a indústria e os setores de bares e restaurantes. Na ocasião de sua implementação, a adoção da medida será amplamente divulgada”, informou o Inmetro por meio de sua assessoria de imprensa.
FAÇA O TESTEExperimento sugerido pelos professores Marcelo Sousa (UnB) e Waldermar Venturini (Unesp): peça um copo de chope. Espere a espuma desaparecer e se integrar ao líquido. Em seguida, meça a quantidade do líquido em uma proveta graduada. Para tanto, a bebida deve estar em temperatura padrão, ou seja, 20ºC. Nesse caso, além da proveta, será necessário o uso de um termômetro. Outra sugestão mais caseira — e não tão exata — é substituir a proveta por um medidor de ingredientes, encontrado nos supermercados.
Quantos mililitros tem um copo de chope?Confira abaixo o resultado do teste realizado por Sérgio e as respostas dos respectivos estabelecimentos.» Bar do Ferreira (Águas Claras) — Foi o bar com resultado pior. Uma taça de chope pesou 214g (apenas o líquido), ou seja, cerca de 215ml. No cardápio, são vendidos 300ml.
» Armazém do Ferreira (202 Norte) — O chope é servido com cerca de 230ml, mas vendido como se tivesse 300ml.
Resposta da rede“A polêmica provocada pelo teste envolve um certo desconhecimento sobre os métodos para se servir um bom chope cremoso. Não vendemos o líquido, mas o chope, que é uma composição perfeita de líquido e CO2, que dá leveza à bebida. E para se obter um bom colarinho, é preciso ‘sangrar’ — deixar escorrer para fora do copo uma boa quantidade da bebida.”
» Boteco do Chopp (Águas Claras Shopping) — Não mencionam a quantidade servida. O mais caro, caldereta, vem com cerca de 286ml, um dos mais volumosos do teste. Se vier sem colarinho, passa facilmente dos 300ml.
Resposta“O Boteco do Chopp agradece a pesquisa e informa que o cliente pode fazer a escolha de como prefere beber seu chope: com ou sem colarinho ou cremado.”
» Armazém do Juca (Águas Claras) — O chope vem com cerca de 240ml, 20% menos do que os 300ml mencionados no cardápio.
RespostaO Armazém do Juca tem interesse em atender os seus clientes por meio de um serviço de qualidade. Segundo esta premissa, o chope vendido em nosso estabelecimento é servido em tulipas com capacidade de 300ml, sem nenhum prejuízo aos nossos consumidores.
» Boteco (406 Sul) — Anuncia chope com 300ml, mas serve em média 270ml. A casa não oferece chope sem colarinho.
Resposta“O Boteco só tem a agradecer pela iniciativa do cliente, que vem confirmar a mesma pesquisa feita em Recife por outro freguês do primeiro Boteco, em 1999.”
» Galeteria Mineira (Taguatinga Shopping) — Foram servidos cerca de 245ml por copo. No cardápio, vendem 300ml.
Resposta“Nossa tulipa corresponde à quantidade expressa no cardápio. No entanto, é servido o chope com colarinho para que seja preservado o gás da bebida, mantendo a qualidade do produto até o fim do seu consumo. O cliente tem direito a pedi-lo sem espuma.”
» Kitai Sushi (Águas Claras) — Foram servidos em torno de 286ml de chope, mas o cardápio vende 300ml.
Resposta“No Kitai, respeita-se o gosto do cliente, servindo o colarinho conforme o pedido. Utilizamos a taça, cuja quantidade indicada na embalagem (caixa) e nos selos (fundo do copo) pelo fabricante é de 300ml. Se a discussão é se o colarinho deve ou não ser considerado nessa medida, informamos que para servir três dedos de espuma, gasta-se muito mais líquido que no copo sem o creme.”
» Mini Kalzone (Taguatinga Shopping) — O chope é bem tirado e o colarinho, cremoso. Mas só são servidos cerca de 250ml.
RespostaA rede argumentou que a densidade, a temperatura e a quantidade de gás presentes na bebida influenciam no cálculo, o que faz variar o resultado da equação de acordo com cada líquido analisado.
Esta matéria tem: (31) comentários
Autor: Bela Silva
Concordo com Plinio, o bom do chopp é a conversa, agora sabe escolher o local menos PICARETA né? | Denuncie |
Autor: PLINIO MARNHÃO
Depois, o bom do chope por Incrível que pareça, inquestionáveL, é uma boa conversa, no Mais um colarinho denso e Aromatizante (2 dedos), tem que saber escolher | Denuncie |
Autor: Anilton Moccio
Vi uma reportagem interessante sobre tulipas utilizadas para servir chope (faz tempo e não me lembro onde), a tulipa vinha com uma marca quase no fim da mesma, ou seja era a medida vendida, sem colarinho, até a marca, com colarinho, da marca até o fim da tulipa, extremamente honesto. | Denuncie |
Autor: Bela Silva
O(s)dono(s) do Bar Brahma parece que ENSINAM os garçons a serem desagradáveis, nunca vi coisa assim.Eles falam sem cerimônia e se vc questionam eles faltam pouco,muito pouco falarem: Procure outro local tá?Senhores Empresários do Ramo coloquem seus funcionários para fazerem CURSOS de ReCICLAGEM. | Denuncie |
Autor: Thais Braga
Já sofri o mesmo constrangimento no BUTECO, e como já havia pedido o tal choop o tomei e fui para outro local, aonde a minha escolha é aceita. É o que devemos fazer, parar de frequentar locais aonde vc paga mais não pode ter opinião. | Denuncie |
Autor: Bela Silva
Nunca mais volyei lá e nem tenho a intenção, pois PAGAR e não ser bem atendido!?!Acredito que quando se paga por um produto ele tem que ser do gosto do CLIENTE e não do DONO do estabelecimento. | Denuncie |
Autor: Bela Silva
Não sou fã de cerveja e nem chopp, más assim que o Bar Brahama foi inaugurado estive lá com uns amigos e, pedi um chopp para tirar a má impressão que tenho do chopp, ai qdo o garçom trouxe eu disse que tinha muita espuma e que não queria assim, ele respondeu que é procedimento da CASA. | Denuncie |
Autor: Thiago Alves
Quer dizer que nesse tal de Boteco ninguém pode beber chope sem colarinho? O que justifica essa proibição? Eu não sei. Agora eu sei o que vai justificar a iminente falência desse estabelecimento: não atender o interesse do seu cliente! | Denuncie |
Autor: BETO GIL
não sei se os apreciadores de uma marca de cerveja famosa também já perceberam mas a grande maiorias dos hiper e supermercados estão vendendo a cerveja vinda de outro estado o gosto é horrível parecendo choca, e só observar o fundo da lata e perceberaão a origem como CE, RN MN é muito dif o gosto | Denuncie |
Autor: luis freitas
Realmente, o Boteco da 406 Sul está pisando na bola,pois ontem fui lá com um amigo de Goiânia e pude constatar que eles estavam servindo a tulipa com meio copo de colarinho. Aí é Desonestidade e Roubo!!! | Denuncie |
Autor: dyone nascimento
apesar de não apreciar muito chopp, recomendarei aos meus amigos aparti de agora o buteco do chopp por respeitar o cliente. | Denuncie |
Autor: Jackson costa
kkkkkk!!!!Essa foi boa Plínio Maranhão. | Denuncie |
Autor: Jackson costa
Sou dos bons apreciadores do chopp...mas sabendo do xilique do Boteco(406 sul),jamais sentarei naquele local para tomar uns choppinhos.Meu dinheiro,nunca irão ver!!!! | Denuncie |
Autor: Paulo de Tarso Santos Siqueira
O gande problema de Brasilia é o ICMS do produtos, fora isso,é um bando de emergente querendo tirar uma onde de rico que paga pelo que fala e do que gosta de mostar, se fossem um pouco mais simples pagariam um preço justo por uma bebida e tira gosto justo, mais não,vivem em bares maquiados e fajutos. | Denuncie |
Autor: DANIEL LIMA
NÃO SOU UM APRECIADOR DE CHOPE, MAS BEBO. NÃO GOSTO DO COLARINHO ELE ESQUENTA A BEBIDA. NO BOTECO (406 SUL) FIQUEI IRADO COM O GARÇON PORQUE NÃO PODIA SERVIR SEM COLARINHO. CADA UM BEBE DA FORMA QUE LHE CONVIER. QUEM DEVE FAZER A ESCOLHA É O CLIENTE. | Denuncie |
Autor: Carlos Paredes
Com ou sem colarinho o chopp continua sendo muuito caro, aliás, aqui em Brasília tudo o que consumimos é caro, e o serviço ainda deixa a desejar. Quando teremos um boteco à altura da Capital do Brasil? | Denuncie |
Autor: Rogério Galhardi
Gente... Daqui a pouco, vão começar a querer dizer se devo comer meu bife mal passado, médio ou bem; se os meus legumes devem ser cozidos com ou sem casca, no vapor ou não... A história é simples: se o cara não quer servir o chopp do jeito que você gosta, muda de buteco!!! | Denuncie |
Autor: Cesar Ferreira
Se depender do INMETRO, vamos tomar chopp em copo de saquê. | Denuncie |
Autor: PLINIO MARNHÃO
Colarinho é uma coisa (2 dedos de espuma), agora dois dedos de chope e o resto de espuma é outra coisa...É ROUBO MESMO!! | Denuncie |
Autor: Francisco Vieira
Parece que s órgão públicos destinados a fiscalizar e a defender os interesses da sociedade só servem de cabides de emprego e para que alguns "pavões" exponham, vaidosamente, as suas caudas EM LEQUE sob os holofotes... | Denuncie |
Autor: Francisco Vieira
PARABÉNS AO CORREIO. Mas, e as lanchonetes? Você pede 500ml de refrigerante e eles, tomaticamente, te servem 200ml de refri e 300ml de GÊLO!!!! Será que "AQUELES FISCAIS" nunca pereberam isto???? ou será que não dá ibope???? | Denuncie |
Autor: jose barros
quanta besteira hein. sempre achei que isso era coisa de pobre reclamar de colarinho de chopp faça-me o favor. se não tá satisfeito tome guaraná ou cerveja mesmo que é em garrafa. | Denuncie |
Autor: Vinicius Castelo Branco P Coqueiro
Pois é, cade os órgãos de defesa do consumidor para fiscalizar isto? Pode até não fazer tanta diferença em nossos bolsos, agora para o restaurante isso é só lucro... | Denuncie |
Autor: carlos Carvalho
Bom, por isso gosto do Road house, dose dupla..as canecas são de 475 ml e com o colarinha muito cremoso...se for fora da promoção é muito caro, mas até às 21:00 ou na Rede capital steak house até às 23:00, compensa ir pra tomar um chopp. Já os aperitivos são uma outra história...muito caros. | Denuncie |
Autor: antonio loiola
Resumo da tulipa: compramos chopp, levamos espuma (mesmo que seja "creme") e fica tudo por isso mesmo! | Denuncie |
Autor: Flavio Dias
... Por outro lado, é interessante que as entidades defensoras dos consumidores dessem volume a consulta pública do INMETRO para estabelecer as condições que deverão ser observadas na fabricação dos recipientes utilizados na venda de bebidas, incentivando as próximas etapas da sua regulamentação. | Denuncie |
Autor: Flavio Dias
Se completam um copo com capacidade para 300 ml com chopp (líquido + gás + creme) não há que se considerar o peso doproduto, pois ele está sendo vendido por volume. Assim, os estabelecimentos retro mencionados estariam, a princípio todos dentro da lei. | Denuncie |
Autor: igor guedes
Na boa, nem de chopp eu gosto, paga-se muito por muito pouco. Sou daqueles que não dispensa uma garrafa de cerveja. Essa pesquisa só vem a confirmar que empresário quer sugar o dinheiro do cliente até o fim, sem vender o produto completo. Lamentável | Denuncie |
Autor: walace santana
Esta briga é tão velha que já existe até um julgado do Supremo sobre o tamanho do colarinho. Bastaria a fiscalização fazer cumprir... Só pelo olho se percebe a malandragem dos bares, já que a boca da taça, onde fica o colarinho é quase o dobro do fundo. Peço sem, se o garçon disser não, digo tchau | Denuncie |
Autor: Rafael Costa
O que se percebe facilmente é a tentativa dos comerciantes em justificar a lesão ao consumidor, quando o mais correto e ético nas relações de consumo seria buscar a solução justa para o cliente que muitas das é vezes assíduo ao estabelecimento, sem saber, entretanto, que está sendo enganado. | Denuncie |
Autor: Paulo Amorim
Ou seja, ninguém admitiu que existe um erro. E o erro nunca é a favor do consumidor. Apesar do consumidor de chopp não estar muito preocupado com economia (já que joga dinheiro no sanitário em questão de minutos), a realidade deveria seguir o que foi ofertado. | Denuncie |