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Licitação de empresa de vigilância do Parque da Cidade levará mais um mês

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postado em 19/10/2010 07:58

Luiz Calcagno

Frequentadores do Parque da Cidade terão que esperar pelo menos mais um mês e meio para voltarem a andar tranquilamente pela a maior área verde do Plano Piloto. Esse é o tempo mínimo para que seja concluída a licitação e uma nova empresa assuma os serviços de vigilância do Parque Sarah Kubitschek. Além disso, com a ausência da vigilância motorizada, conhecida como joaninha, desde 2 de setembro, usuários têm que se contentar com rondas da Polícia Militar e seguranças em postos fixos, que foram emprestados ao parque pelo GDF.

Carlos Moura/CB/D.A Press
O direito de a empresa Brasília Segurança explorar os serviços venceu em setembro do ano passado. Eles trabalhavam há cerca de um ano com contrato emergencial. Foram duas renovações com duração de seis meses cada, mas, por lei, não há como realizar uma terceira. Além disso, a Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) só iniciou o processo de licitação após a vigência do segundo contrato, em meados de abril último. O processo apresentou falhas técnicas e precisou ser revisto. A conclusão do certame está prevista para 3 de novembro e a empresa vencedora assume, no mínimo, 30 dias depois.

Enquanto isso, os cerca de 7 mil usuários diários do parque reclamam da ausência da vigilância. O técnico em informática Henrique Senna, 39 anos, morador da Asa Norte, pratica cooper no local e sentiu a falta dos seguranças. “Tenho visto poucos vigilantes. O parque está muito deserto”, disse. O estudante Wilk Moreira Maia, 18, morador de Sobradinho, frequenta o parque quatro vezes por semana e avalia que os mais prejudicados são os que usam o espaço à noite. “Além disso, vândalos podem se aproveitar da falta de segurança”, alertou.

Medidas
O administrador do parque, Rivaldo Paiva, garante que a intensificação do policiamento da PM e os vigilantes fixos emprestados devem sanar a ausência da vigilância motorizada até o fim da licitação. Segundo ele, o motivo da demora de quase um ano no processo foi para cumprir as exigências da Lei das Licitações. “Esse mês não tivemos nenhum registro de assalto e nem recebemos reclamações de usuários na administração. A PM estará no parque com carros, polícia montada e em duplas, com reforço maior à noite e aos fins de semana”, amenizou o administrador.

O chefe da Central de Licitações da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), Leolino Campos, também atribuiu a demora do processo à burocracia. “Normalmente, quando tem muita gente envolvida no trabalho, o processo é delicado. A quantidade de documentos e o capital são grandes e isso acarreta mais demora”, explicou. Indagado sobre o valor do contrato, Campos não soube responder. A Brasília Segurança chegou a entrar no Tribunal de Contas do DF para suspender as licitações e continuar a prestar os serviços para o GDF, mas teve a liminar negada.


ESPAÇO TRADICIONAL
O Parque da Cidade de Brasília Sarah Kubitschek, fundado em 1972, tem 4,2 milhões de metros quadrados e é um dos maiores parques urbanos do mundo. Localizado na Asa Sul, quando inaugurado foi chamado de Parque Rogério Pithon Farias, em homenagem ao filho do governador Elmo Serejo Farias. Rogério morreu em um acidente de carro.

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