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| Na sala 113, foi montado o gabinete do governador eleito, Agnelo Queiroz. Espaço era ocupado anteriormente pelo diretor da Biblioteca Nacional |
Já está quase tudo pronto na Biblioteca Nacional, no Eixo Monumental, para abrigar a equipe de transição do governo de Agnelo Queiroz (PT). Quase todos os 61 postos de trabalho que funcionarão nos dois corredores do 1º andar do prédio já estavam instalados até o fim da tarde de ontem. O quarto andar, onde funcionará uma sala de imprensa e um auditório — destinado aos pronunciamentos do atual governador, Rogério Rosso (PMDB), e do governante eleito — ainda passa por ajustes. A previsão é que até o fim a tarde de hoje todas as instalações estejam completas.
Para montar a estrutura, o Governo do Distrito Federal (GDF) afirma que não teve qualquer gasto. De acordo com a coordenadoria de transição, o mobiliário, bem como os computadores e os telefones instalados foram cedidos, respectivamente, pelo Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT) e pela Secretaria de Governo. Parte dos móveis que serão utilizados pela equipe já estava no local, sendo usados por servidores da própria biblioteca que foram deslocados para outros andares. Quanto à mão de obra, funcionários de várias pastas foram escalados para ajudar na mudança, entre eles integrantes da Casa Militar do DF.
“Tudo foi feito com recursos que já estão sendo geridos pelo governo e que, portanto, foram apenas remanejados. A sugestão de espaço foi feita pelo próprio governado Rogério Rosso e se mostrou uma boa opção”, afirmou o responsável pela coordenadoria de transição do GDF, Geraldo Lourenço. De acordo com o representante do atual governo, uma das únicas pendências é o término da montagem do auditório no quarto andar do prédio, que abrigará 80 pessoas.
O lugar de onde Agnelo Queiroz irá despachar, a sala de número 113, já está pronto. Trata-se do espaço até então ocupado pelo diretor da Biblioteca Nacional. O governador terá vista privilegiada para os espelhos d’água e o Museu da República. O gabinete, que conta inclusive com uma mesa de reunião, terá recepção própria — com espaço para duas secretárias — e uma ligação com a sala do vice, Tadeu Filippelli (PMDB). As salas têm entradas individuais e podem ser isoladas para manter a privacidade dos dirigentes.
Divisão
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| Na tarde de ontem, funcionários do GDF ainda trabalhavam na montagem da nova área de trabalho |
Próximos ao espaço da cúpula, estão uma copa e um elevador privativo. As duas salas são as únicas do lado esquerdo do primeiro andar da biblioteca em que trabalharão pessoas ligadas à transição. Todo o restante da equipe estará alocada do lado direto do corredor. As demais salas permanecem ocupadas com servidores que trabalham no administrativo da biblioteca.
Ao todo, cerca de 80 pessoas vão se dividir em 20 salas no 1º andar. Para montar toda a estrutura, a equipe de transição, chefiada na última semana por Chico Floresta, Abimael Nunes e Raimundo Júnior — que representam o Partido dos Trabalhadores (PT)—, trabalha desde a última sexta-feira, inclusive durante o fim de semana. Para encerrar os serviços no primeiro pavimento, eles aguardam apenas a chegada do restante do mobiliário e a montagem de uma sala de estar.
Parte da equipe de segurança do governador eleito também visita a instalação — que conta com um total 1,8 mil metros quadrados livres — desde sexta-feira, para avaliar o local que deve abrigar o novo chefe do Executivo pelos próximos dias. A opção foi manter o governador no primeiro andar, já que o quarto não conta com divisórias e mesas, além de o ar-condicionado não estar funcionando por falta de uso, o que dificultaria e encareceria a montagem de uma estrutura maior.
De acordo com Geraldo Lourenço, as secretarias já começaram a entregar os primeiros relatórios de gestão, solicitados pelo governador na última semana, os quais estão sendo repassados à equipe de Agnelo. “A requisição antecipada de gastos e informações foi feita para que a equipe de Agnelo ganhasse tempo. Logicamente, se eles apresentarem alguma demanda diferente nós vamos atrás”, disse Lourenço. Entre as pastas que já forneceram as informações requisitadas estão as secretarias de Obras e de Transportes.
Outras opçõesO GDF havia oferecido outros dois lugares para servirem como base física para a equipe de transição petista: o 10º andar do anexo do Palácio do Buriti — que foi descartado devido a problemas com os elevadores constantemente estragados — e uma sala de 100 metros quadrados no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. A última opção não foi aceita por ser pequena e ficar localizada entre duas secretarias de governo
MUDANÇASEstrutura de transição montada na Biblioteca Nacional
Primeiro andar
» 61 postos de trabalho, com mesas e cadeiras giratórias
» Sala para o governador e para o vice com recepção e dois locais para secretárias
» 60 computadores
» 20 salas nas alas direita e esquerda do primeiro andar
» 80 pessoas trabalhando
» Sala de reuniões para 20 pessoas
» 1 sala para assessoria de imprensa
Recepção no rol de acesso ao andar
» Sala de reprografia
» Copa
» Telefone e internet para todos os ambientes
» Pessoal para copa, limpeza e conservação
» Segurança, busca e entrega de documentos interna e externamente
» Pessoal para manutenção predial
» Três máquinas fotocopiadoras
» Bebedouros e material de expediente
Quarto andar
» Auditório para 80 lugares
» Sala de imprensa
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