Propostas de reestruturação da PMDF, PCDF e Bombeiros serão reavaliadas

Decisão foi tomada nesta sexta após reunião entre representantes do governo local e da Casa Civil da Presidência da República

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postado em 25/02/2011 19:55 / atualizado em 25/02/2011 21:41

Todas as propostas de reestruturação de carreira das polícias Civil e Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, enviadas pelas administrações anteriores (de José Roberto Arruda e Rogério Rosso) à Casa Civil da Presidência da República vão retornar para novas análises a serem feitas pelo atual Governo do Distrito Federal (GDF). A decisão foi anunciada nesta sexta-feira (25/2) após encontro entre representantes do governo local com o secretário executivo da Casa Civil, Beto Vasconcelos.

Após a reunião cancelada nesta sexta, entre os representantes do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol) na Casa Civil, os secretários de Segurança Pública, Daniel Lorenz, e o de Administração Pública, Denílson Bento da Costa, articularam uma negociação entre os policiais civis e o governo federal, no final desta tarde.

Em nota encaminhada pela Secretaria de Comunicação Social, foi informado que o GDF fará nova análise para reenviar propostas alternativas, respeitando a autonomia do governo federal.

Segundo o diretor de Comunicação do Sinpol, Luciano Marinho, caso a decisão tenha sido tomada apenas para rever as propostas, o caminho está correto. "Entretanto, se for para não aceitar os termos, é uma afronta para o próprio GDF, pois ele que deveria requisitar o retorno e não o Governo Federal", disse.

De acordo com Marinho, a categoria continua mobilizada. "Vamos retomar a discussão na quinta-feira (2/3). Até lá, manteremos contato com o GDF e integrantes do governo federal. Pode ser que haja greve, ou a categoria entenda que deve aguardar um pouco mais", explicou. "Se entendermos que se trata de estratégia para protelar a discussão, entraremos em greve na quinta por tempo indeterminado", completou. Segundo ele, a intenção não é fazer um enfrentamento. "Queremos lutar pelo que é justo", finalizou.

Paralisação

Em greve desde quarta-feira (23/2), a categoria quer a reestruturação da carreira e um aumento salarial de 28%. Até as 8h deste sábado (26/2), quando acaba a paralisação da Polícia Civil, 30% das ocorrências serão atendidas e 30% do efetivo estará trabalhando nas delegacias do DF. Luciano esclarece que os atendimentos emergenciais, mais graves e de riscos serão feitos. "Vamos continuar a atender ocorrências de homicídio, tentativa de homicídio com lesão grave, estupro, sequestro, roubo seguido de morte, lei maria da penha. Todos os flagrantes serão procedidos", disse o diretor do Sinpol.

Confira a nota divulgada pelo GDF na íntegra

"A Casa Civil da Presidência da República informou que estará retornando ao Governo do Distrito Federal (GDF) para nova análise as propostas de reestruturação de carreira das polícias Civil e Militar e do Corpo de Bombeiros Militar enviadas pelas administrações anteriores. O GDF foi comunicado da decisão durante reunião que os representantes do governo local solicitaram à Casa Civil na tarde desta sexta-feira (24/02). O GDF fará nova análise para reenviar propostas alternativas, respeitando a autonomia do Governo Federal. Durante o encontro, a Casa Civil informou que tem profundo respeito e consideração às categorias da Segurança Pública do Distrito Federal."

Secretaria de Comunicação Social

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