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Oferta de emprego no setor de turismo cresce 48% e supera média nacional

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postado em 09/06/2011 08:00

Carlos Silva/CB/D.A Press
O emprego no setor de turismo do Distrito Federal apresenta crescimento e participação no mercado de trabalho formal acima da média do país. Um levantamento divulgado ontem pela Companhia de Planejamento do DF (Codeplan) em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostrou que, de 2002 a 2009, a ocupação de postos com carteira assinada no segmento subiu 48% em Brasília e região enquanto o crescimento nacional foi de 34%. A mesma pesquisa revelou que a atividade turística responde por 3,8% dos empregos celetistas locais — 23 mil de um total de 624,3 mil — e por somente 2,8% dos nacionais — 914 mil de R$ 32 milhões.

Para o diretor de Gestão de Informações da Codeplan, Júlio Miragaya, a representatividade do setor tem relação com a posição de centro administrativo do Brasil ocupada por Brasília. “Esses números não dizem respeito ao lazer, mas ao turismo de eventos e cívico e ao fato de a capital federal ser um centro político importante”, afirmou.

Fôlego
Ele ressalta que, apesar de o estudo ter mostrado o fôlego da atividade turística local na criação de empregos, os dados sobre renda e escolaridade não foram tão positivos. O rendimento médio dos contratados do setor é de R$ 1.032, abaixo do ganho no país, R$ 1.051, e do salário médio da economia local, R$ 1.657. Além disso, apesar de a maior parte dos que têm emprego no ramo — 56% — possuírem nível superior incompleto, o percentual de trabalhadores que cursaram somente até a 8ª série também é elevado, de 30%. Os funcionários que concluíram o ensino universitário são somente 8%. “É necessário investir na qualificação e na escolarização para aumentar a renda”, diz Miragaya.

Outro ponto importante mostrado pela pesquisa foi que os homens dominam o turismo local, constituindo 71% da mão de obra. A maioria dos trabalhadores, 73%, tem de 25 a 49 anos. Apenas 17% estão na faixa até 24 anos, e 9%, 50 ou mais.

O secretário de Turismo do DF, Luís Otávio Neves, admitiu que a falta de mão de obra qualificada é um dos entraves ao segmento na capital. De acordo com ele, a secretaria tem planejado ações em três frentes: capacitação, legislação e infraestrutura para receber os turistas, incluídas, nesse último quesito, questões como a do transporte e a de equipamentos públicos.

“A Secretaria de Trabalho é nossa parceira para capacitar. No caso da legislação, precisamos resolver as questões envolvendo alvarás de bares e restaurantes. Também há o problema do transporte interestadual por van. Ele não é permitido pela ANTT (Agência Nacional dos Transportes Terrestres), mas Brasília vive uma situação peculiar. Há um grande potencial em transportar turistas para Pirenópolis, ou para a Chapada dos Veadeiros”, disse Luís Otávio.

Atraso
Em razão da crise política que atingiu o Distrito Federal no ano passado, a agenda local de qualificação para atuar no segmento turístico e em outros está atrasada. Em 2010, não houve iniciativa de capacitação por parte do GDF. Enquanto as ações do poder público ficaram paradas, empresários fizeram suas próprias articulações para capacitar os trabalhadores. Em 2010, algumas empresas do DF enviaram os funcionários para um treinamento por meio do programa Bem Receber Copa, disponibilizado pelo Ministério do Turismo para as cidades-sede que tiverem interesse.

Recepcionista de um hotel há 18 anos, Edivan Ribeiro Alves, 39 anos, foi um dos trabalhadores que receberam capacitação. Ele teve aulas sobre técnicas de atendimento e orientação sobre bares, restaurantes, atrações e pontos turísticos de Brasília. Edivan, que fala inglês, diz que se sente preparado para o fluxo de turistas esperado com a Copa. “Eu me sinto pronto, mas acho que quanto mais conhecimento, melhor. Se houver novos cursos, serão bem-vindos”, diz.

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