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Garota que desapareceu no Areal foi estuprada e morta por pedreiro

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postado em 30/12/2011 07:31 / atualizado em 30/12/2011 16:25

Investigadores da Delegacia de Repressão a Sequestro (DRS) encontraram na noite de ontem o corpo da estudante Beatriz Silva do Nascimento, 9 anos. Ela foi vista pela última vez no domingo de Natal, por volta das 11h30, quando saiu para comprar pão e não retornou para casa, na QS 11, no Areal, em Taguatinga Sul. O pedreiro Francisco Cosme Leal Gomes, 39 anos, foragido da Justiça, acabou detido como acusado de ser o autor do homicídio. Ele responde por um estupro em São Paulo e confessou ter violentado e estrangulado a estudante do 4º ano do ensino fundamental. O crime ocorreu em uma mata fechada, ao lado de um córrego, no Setor de Chácaras Colônia Agrícola Sucupira, no Riacho Fundo. A área fica nas proximidades da casa do suspeito.

Os agentes da DRS desvendaram o mistério depois que um morador da região telefonou para o Disque-Denúncia da Polícia Civil, o 197, e informou o endereço de Francisco. A pessoa, que não quis se identificar, reconheceu o pedreiro depois de assistir, em telejornais, ao vídeo em que a garota anda apressadamente ao lado dele. Policiais da DRS foram até o endereço fornecido, um barraco, e localizaram Francisco. Ele confessou ter matado Beatriz. Aos investigadores, contou que agiu com um comparsa. Mais tarde, no entanto, confessou ter praticado o crime sozinho. Uma vizinha de onde ocorreu o crime ouviu gritos de socorro por volta das 23h de domingo.

Na casa do pedreiro, os policiais encontraram uma mala cheia de roupas, indicativo de que o suspeito pretendia fugir. Um vizinho reforçou a hipótese. Ao Correio, o morador afirmou que ontem ele pediu emprestados R$ 300. Pessoas que vivem no Setor de Chácaras contaram que Francisco Damião era um sujeito reservado e se incomodava com a presença de viaturas. Em consulta ao sistema da polícia, descobriu-se que Francisco é foragido da Justiça de Minas Gerais e de São Paulo. Ele acumula dois mandados de prisão em aberto na cidade mineira de Araxá, por crimes não divulgados, e um em Sumaré (SP), por estupro.

Moradores da mesma rua do pedreiro — ele nasceu em Juazeiro do Norte (CE) — disseram que o acusado havia chegado ao bairro havia apenas quatro meses. Recentemente, trabalhou na reforma da casa de uma família que vive próximo à casa de Beatriz. Ainda não é possível confirmar se o suposto assassino teve contato com a vítima nessa época.

O pai da menina, o agente de limpeza e conservação Reginaldo Pereira do Nascimento, 51 anos, acompanhou o trabalho dos peritos do Instituto de Criminalística (IC) durante a noite de ontem. Ele disse que viajava no dia do sumiço da filha e pressentiu que algo de ruim tinha acontecido com ela. A mãe, a operadora de máquina Maria de Lurdes Silva Feitosa, 37 anos, preferiu não ir ao local.

Gravações
Imagens gravadas pelo sistema de vigilância eletrônica de um estabelecimento comercial momentos antes de Beatriz sumir revelam a menina andando com pressa atrás de Francisco, que admitiu tê-la convencido a acompanhá-lo ao prometer presentes, balas e chocolates. Nas cenas, o suspeito, que vestia camiseta azul e bermuda branca, aponta para frente, o que parece empolgar a estudante. Calcula-se que a vítima e o assassino caminharam cerca de 7km, da QS 11 do Areal, onde ocorreu a abordagem, até o matagal, cenário do homicídio. Antes de deixar o local do crime, Francisco ainda cobriu o cadáver de Beatriz com um pano e capim.

“Sempre orientamos a Beatriz a não acompanhar, nem aceitar nada de estranhos. Acho que, por causa da época de Natal, ele possa ter convencido a minha filha de que ela ganharia algum presente. Só pode ter sido algo assim, pois ela nunca foi uma criança rebelde”, disse Maria de Lurdes Silva Feitosa, 37 anos, antes de ser informada da morte da filha. Segundo ela, a estudante do 4º ano do ensino fundamental nunca apresentou histórico de problemas.

Várias equipes da DRS e da 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul) trabalharam na elucidação do mistério. Uma pessoa chegou a ser levada à unidade policial para prestar esclarecimentos, mas acabou liberada por falta de provas.

No dia do sumiço, Beatriz usava um vestido amarelo. Há a suspeita de que o acusado tenha planejado algo, pois alguns comerciantes e moradores relataram à mãe da menina ter visto o homem rondando a região por vários dias. “A dona de uma sorveteria disse que ele já passou por lá. E uma mulher que trabalha num salão de beleza contou que um cara parecido andava circulando por lá”, revelou.

O delegado-chefe da DRS, Leandro Ritt, disse não ter dúvidas de que o corpo é de Beatriz. Em conversa informal com o suspeito, o investigador o avaliou como “frio”. “Ele tem um instinto predador de violentar crianças. Se for solto, vai voltar a cometer os mesmos crimes”, observou.

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