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| Com figurino de Ocimar Versolato, o cantor Ney Matogrosso interpreta músicas de Roberto e Erasmo Carlos, Herbert Vianna e Paula Toller, entre outros |
A fórmula de Ney Matogrosso para se manter sob os holofotes após 40 anos de carreira, e 34 discos lançados, é simples. Ele se reinventa. Na turnê do show Beijo bandido, que rendeu dois álbuns e será apresentado de graça, hoje, no Centro de Convenções, ele abdica da maquiagem pesada e do figurino extravagante para assumir um tom mais sóbrio, de terno e gravata. Com 14 faixas no repertório, o cantor casa músicas românticas inéditas na carreira dele com instrumentos de corda. O espetáculo integra o 1º Festival Internacional de Artes de Brasília, e a abertura fica por conta de Indiana Nomma e seu novo projeto Samba-jazz.
Para Beijo bandido, Ney selecionou, cuidadosamente, letras que não havia gravado e que marcaram a vida dele. O resultado é uma pequena passagem pela história da música brasileira. Bicho de sete cabeças (de Geraldo Azevedo), Segredo (de Herivelto Martins e Marino Pinto), A distância (de Roberto e Erasmo Carlos) e Nada por mim (de Herbert Vianna e Paula Toller) são algumas das composições que receberam novos arranjos. nas mãos do maestro e pianista Leandro Braga, nas cordas do cello e violão de Lui Coimbra, no violino e bandolim de Alexandre Casado e na percussão de Felipe Roseno.
Do refrão da faixa inédita Invento, dada a Ney pelo compositor alagoano Vitor Ramil, surgiu o nome do CD, gravado em estúdio, em 2009. No ano passado, uma nova versão ao vivo foi gravada no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, que originou um DVD.
Para o show, dirigido pelo próprio cantor, o cenário será o mesmo do DVD: apenas bancos espalhados pelo palco e um projetor que colore a apresentação com imagens de paisagens e do cantor dançando. O rebolado típico de Ney, que não poderia faltar, fica um pouco contido dentro do terno em tom bege, encomendado exclusivamente para a turnê e assinado por Ocimar Versolato.
“Quando eu aceitei o convite para abrir o show do Ney, só fui me tocar da grande responsabilidade depois que desliguei o telefone”, confessa Indiana Nomma. Com 15 anos de carreira, ela lança o projeto Samba-jazz, uma homenagem à produção musical candanga. No repertório, 10 músicas de compositores locais — que farão parte do primeiro CD da cantora, a ser lançado ainda este ano. “Privilegio em 98% os compositores brasilienses, como Angela Branda, Eduardo Rangel e Paulo Jorge, com exceção de Desalento, de Chico Buarque, e Por volta da meia-noite, uma versão de Around midnight, de Thelonious Monk”, comenta.
NEY MATOGROSSOShow Beijo bandido com o cantor, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães (Eixo Monumental). Hoje, às 20h, abertura com Indiana Nomma (DF). Entrada franca (retirada de ingressos na bilheteria do Teatro Nacional, a partir das 14h). Informações: 3325-6106. Não recomendado para menores de 16 anos.
Esta matéria tem: (4) comentários
Autor: antonio ol
não reclame. vão para a igreja ver o shou de JESUS. | Denuncie |
Autor: Claine Costa
O complicado é conseguir o ingresso, já que 1/3 são para "autoridades" e, os outros 2/3 são para pessoas com espírito de aventura para enfrentar a via crucis de consegui-los. | Denuncie |
Autor: Brasilia Via
Já fui para aquela merda de fila no teatro nacional várias vezes as 9 da manhã e nunca consegui nada além de um INGRESSOS ESGOTADOS senhoras!PQP............ | Denuncie |
Autor: Brasilia Via
Tá o show é de graça, más não tem base ter que ir para a fila as 9 da manhã, esperar a bilheteria abrir as 14 horas e qdo chegar a vez ter que ouvir:INGRESSOS ESGOTADOS.Não sei para que fazem um show assim, divulgam e poucos conseguem assistir. | Denuncie |