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Publicação: 19/07/2012 17:12 Atualização:
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Famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) acampadas numa área da Fazenda Toca da Raposa, em Planaltina (DF), a cerca de 60 quilômetros do centro da capital federal, têm dificuldades para se manter no local. A falta de água é um dos principais problemas enfrentados pelas cerca de 600 famílias.
Segundo a coordenadora do movimento, Adriana Fernandes, os sem-terra dependem da Administração Regional de Planaltina e da Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb) para ter água potável. Como o acampamento têm apenas quatro meses, a produção de alimentos ainda é insuficiente para abastecer as famílias, disse a coordenadora.
“Parte das pessoas trabalha fora [nas cidades próximas] e nesse período de quatro meses que estamos vivendo no acampamento não é possível viver da produção [local], porque não deu o tempo para ter alguma [produção]. Temos suporte da administração de Planaltina para termos água potável e da Caesb”, disse.
Ao redor de alguns barracos, as famílias organizaram hortas onde plantam cebolinha, coentro, tomate, pimentão e pequenas culturas. Próximo a entrada do acampamento é possível ver uma plantação de milho. Dentro do acampamento há também um pequeno galinheiro. Quem cuida das aves é Celso Mroskowsky, 51 anos. Ele disse que os animais são vendidos ou abatidos para consumo das próprias famílias. “No futuro, quando conseguirmos a posse da terra, minha intenção é aumentar a produção e ter umas 15 mil aves”, disse. Ele mora no acampamento com a mulher, e os filhos visitam no fim de semana.
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A desocupação da área da fazenda onde os sem-terra estão acampados deveria ter ocorrido nesta quinta-feira (19/7), mas, segundo a Polícia Militar, foi adiada por determinação da Justiça por causa de questões operacionais. Uma nova data para o cumprimento da decisão judicial ainda vai ser definida.
As famílias de sem-terra afirmam que vão resistir à tentativa de tirá-las do local. O grupo reivindica que a terra, que já vinha sendo utilizada por um fazendeiro para o plantio de soja, seja retomada e destinada à programas de reforma agrária. A reportagem não conseguiu contato com o fazendeiro ou seus representantes. A Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), ligada ao governo do Distrito Federal, garantiu ser a legítima dona de parte da área ocupada.
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Esta matéria tem: (8) comentários
Autor: jose carlos carlos jose
Acho que o Governo deveria garantir agua e Cheque cachaça para esses queridos invasores, Afinal eles também idolatram o vermelho do PT. Viva o Brazil. | Denuncie |
Autor: Ricardo Rodrigues
Tá faltando água, cavem um poço. Tá faltando comida, plantem. Tá faltando emprego, vira Sem Terra e espera assistência do Governo. Tá querendo trabalhar?! Pra quê? | Denuncie |
Autor: Olavo Silva
Esses invasores do MST não deveriam ter nenhum benefício por parte do governo, pois estão invadindo terras alheias, ou seja: estão cometendo crimes, deveriam ser presos em flagrante delito. No presídio tem água e comida boa. | Denuncie |
Autor: marcos
Sem-terra trabalhando fora? Será que não moram na cidade e vão pro acampamento aos fins de semana? E os filhos do Celso? Moram aonde pra visitar os pais no fim de semana? Acampamento estranho esse.... | Denuncie |
Autor: Marcos França
Cortem tudo destas pessoas, bem que o governador poderia enviar a agefiz (unica coisa que hoje o governador sabe fazer, mandar derrubarem todos os barracos destas pessoas) derrubar estes barracos pois é uma invasão e como todos tem o mesmo direito e deveres bom esta aí para derrubar... | Denuncie |
Autor: Marcos França
Seria um verdadeiro caos se todos fizessem a mesma coisa... vamos la todos invadirem uma fazenda pois iremos conseguir terra vamos la... uau heim q zona iria virar creio que uma materia desta nem deveria de se levada em consideraçao, mostra apenas apoio, tirem agua luz desse pessoal como vão embora.. | Denuncie |
Autor: Marcos França
Vergonha!!! Ninguem tinha que apoiar um grupo desses, vá em um acampamento como este para vocês verem... O tanto de carro que tem este pessoal, enquanto estamos trabalhando para conseguirmos comprar um imovel vem um grupo de atoa e fica invadindo terras de outras muito facil isto ja pensou todos assm | Denuncie |
Autor: Rogério Galhardi
Nunca vi um sem-terra brigando por terra mato adentro, 10, 15, 20km do asfalto. Só reivindicam terras na beira do asfalto, dentro das cidades. Estranho, não?! | Denuncie |