Postes, muros e asfalto são telas para mensagens de gentileza em Taguatinga

Pelo segundo ano consecutivo, o projeto Mapa Gentil ocupa Taguatinga para mostrar à população que cultura é cidadania

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 13/09/2013 06:00

Maryna Lacerda

Viola Junior/Esp.CB/D.A Press

Ao andar pela Avenida das Palmeiras ou pela Praça do Relógio, o pedestre se depara com mensagens de respeito e amor em muros grafitados e tampas de bueiros estilizadas. No concreto, no asfalto ou no alto dos postes, as poesias cravadas — em letra e imagem — se integram à região tão acostumada à dureza do tempo escasso e do trânsito caótico. Os responsáveis pela humanização do local são os alunos do Centro de Ensino Médio Escola Industrial de Taguatinga (Cemeit) que soltaram a imaginação e o verbo para questionar a vida em sociedade. Com inscrições como “Areje suas ideias” e “Existe tudo/Existe o outro”, eles pretendem convencer quem passa por esses locais de que é possível ter qualidade de vida mesmo na correria do dia a dia.


A inspiração para as mensagens veio, principalmente, dos ensinamentos do Profeta Gentileza. Na década de 1980, o artista ornou as ruas do Rio de Janeiro com painéis que evocavam a harmonia e o pensamento crítico. Quase 30 anos depois, é a vez de 15 estudantes do Cemeit, de 15 a 19 anos, também propagarem suas palavras de respeito ao próximo. As 70 obras foram criadas como parte do projeto Mapa Gentil, que atua em escolas públicas do DF. Elas podem ser vistas desde a última segunda-feira — de forma livre ou guiada (veja Visitas mediadas). A partir desse projeto, alunos e professores criaram um roteiro de arte urbana, feito como meio para a exposição das obras. Nela, uma equipe chamada de “mediamores” — mediadores entre obra e público — explicam o processo criativo de cada uma das intervenções.


Essa é a segunda edição do programa que, no ano passado, ilustrou as ruas de Samambaia, Ceilândia, Riacho Fundo e da própria Taguatinga. O objetivo é unir arte e educação em intervenções urbanas, segundo Janaína André, uma das responsáveis pelo Mapa. “A nossa proposta é intervir levando o olhar das pessoas para o questionamento. Nosso trabalho é coletivo e colaborativo, em que os alunos são estimulados a olhar para a cidade, para o espaço público e se ver parte deles, responsável por eles”, explica.


A matéria completa está disponível aqui, para assinantes. Para assinar, clique aqui.