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Polícia investiga falha humana em acidente que matou funcionário da Caesb Inquérito vai apurar a responsabilidade sobre a emissão da ordem de serviço para o reparo na adutora da EPTG e identificar quem liberou a água no local onde um operário morreu e quatro ficaram feridos. A Caesb admite que o encanamento estava desalinhado

Publicação: 08/02/2014 08:02 Atualização: 07/02/2014 22:00

A Caesb destacou duas equipes para o trabalho, uma de reparos hidráulicos e outra de reformas industriais (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
A Caesb destacou duas equipes para o trabalho, uma de reparos hidráulicos e outra de reformas industriais

 

A Polícia Civil abriu duas linhas de investigação para apurar as causas do acidente que matou o bombeiro hidráulico Luciano Almeida da Silva, 36 anos, na manhã da última quinta-feira. Funcionário terceirizado da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), ele estava dentro da caixa de concreto de uma adutora com cinco colegas quando o encanamento rompeu, na Estrada Parque Taguatinga (EPTG). Luciano se afogou e quatro ficaram feridos. O enterro dele ocorreu ontem à tarde no cemitério de Planaltina (leia reportagem na página 23).

O delegado-chefe da 4ª Delegacia de Polícia (Guará), Rodrigo Larizzatti, disse que trabalha com as hipóteses de falha humana e de fatalidade. O investigador considerou o acidente “muito grave” por envolver uma empresa pública. Para ele, causa “estranheza” o fato de a companhia ligar o registro e liberar a água quando os operários ainda trabalhavam no vão de concreto.

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Larizzatti acrescentou que aguarda um laudo pericial do Instituto de Criminalística (IC) sobre a dinâmica do acidente. Ele ouvirá ainda as vítimas quando tiver certeza de que estão em condições de prestar depoimento. A intenção é comparar a análise do IC com as informações dos operários, principalmente para saber quando e quem emitiu a ordem de serviço para o reparo e quem liberou a água na adutora. “Antes de mais nada, é fundamental que tenhamos a resposta do laudo pericial para saber o que causou a ruptura, se foi o desgaste de material ou falta de manutenção. Naturalmente, saberemos se alguém estava responsável pela liberação da vazão de água”, explicou.

“Operação de guerra”


A Caesb destacou duas equipes para o trabalho, uma de reparos hidráulicos e outra de reformas industriais (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
A Caesb destacou duas equipes para o trabalho, uma de reparos hidráulicos e outra de reformas industriais
Além disso, o cano da adutora estava desalinhado quando os funcionários concluíam os serviços na última quinta-feira. Essa foi a principal causa dos dois vazamentos registrados no local, segundo o diretor de Operação e Manutenção da Caesb, Acylino Santos. Para evitar outra tragédia, os operários que fazem o reparo da estrutura alinharam o cano e o escoraram antes de religar o sistema.

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Esta matéria tem: (10) comentários

Autor: Elpidio da silva olivares
Ainda bem que na internet pode escrever de tudo que é aceito. Sabidão, porque não estava lá? Falar depois, criticar ou ser engenheiro de obra pronta é fácil! | Denuncie |

Autor: DF DF
Pra que foi criada a ADASA? Se não atende adequadamente, revoga a concessionaria de abastecimento!Agora coloca as repousas para cuidar do galinheiro, fica difícil mesmo!!! | Denuncie |

Autor: DF DF
Presença do funcionario junto a tubulação é normal, para que possa fazer possíveis apertos na junta Gibauld,problema que foi aberto o registro de uma vez,onde deveria levar no mínimo 1 dia para ser aberto totalmente,ele fez em 1 hora, cadeia pra manotra e supervisor presente | Denuncie |

Autor: Marcus Correa
Não precisa ser especialista em nada pra saber que a possibilidade de fatalidade é zero. Qual a lógica de liberar o fluxo de água com os trabalhadores junto às tubulações?? Nenhuma!! Claro que foi um erro operacional, basta apurar de quem... | Denuncie |

Autor: DF DF
Claro que houve um erro operacional! A manobra(fechamento e abertura do registro) feita errada por funcionários da CAESB.O funcionário abriu de uma vez o registro(deveria ser aberta aos poucos, mínimo de 24 horas) e a descarga (local onde se retira o ar da rede,aberto ) sem capacidade de saída do ar | Denuncie |

Autor: MARCOANTONIO JERONIMO
A CIPA - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - da CAESB existe e precisa se manifestar, sendo que alguns membros da CIPA trabalham na unidade da CAESB no SIA; qual a competência da CIPA da CAESB perante os terceirizados das atividades-fim da CAESB? A CIPA é da CAESB, e não dos terceirizados? | Denuncie |

Autor: MARCOANTONIO JERONIMO
Essa terceirização de atividades-fim da CAESB - que é proibida, ESTÁ COLOCANDO EM GRANDE RISCO trabalhadores terceirizados, que - via de regra - não possuem conhecimentos e experiência como os não terceirizados, e, ademais, terceirizados trabalhando sem equipamentos de segurança em atividade de risco | Denuncie |

Autor: MARCOANTONIO JERONIMO
caso o trabalhador morto estivesse usando EPI (cinto e corda) teria sido possível resgatá-lo de dentro da caixa imediatamente, mas, sem o uso do EPI, tanto o morto quanto os vivos ficaram de mãos atadas, sendo obrigados a esperar o resultado do acidente; existe uma CIPA na CAESB, e ela precisa falar | Denuncie |

Autor: MARCOANTONIO JERONIMO
Senhoras, Senhores, bom dia. A Paz! A história tem capítulos: um deles é que não se pode terceirizar atividades-fim no serviço público, e isso foi e está sendo e será ainda por bom tempo desobedecido solenemente; tem a não utilização de equipamentos de proteção individual, como cinto e corda; | Denuncie |

Autor: DF DF
Delegado,ta na cara que é falha humana, a manobra(fechamento e abertura do registro) foi feita errada, jamais se abre um registro deste em uma hora!! leva-se no mínimo 24 para abertura,o desalinhamento ocorreu quando abrirão o registo,virou uma bomba adutora,pq havia ar dentro,a descarga não suporta | Denuncie |

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