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Mãe fica cara a cara com ex, suspeito de matar enteado de dois anos

Professor de jiu-jitsu se entregou. Ele é o principal suspeito de espancar e abusar sexualmente da criança, que morreu no fim de semana

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postado em 01/04/2014 23:02 / atualizado em 01/04/2014 23:20

Mariana Laboissière , Fred Bottrel

Reprodução/ Facebook

"No momento oportuno você saberá." Foi assim que o lutador de jiu-jitsu Daryell Dickson Menezes Xavier, suspeito de espancar e abusar do enteado dele, de dois anos de idade, respondeu à mãe da criança sobre o motivo da agressão que teria causado a morte do menino. Segundo a delegada que apura o caso, Tânia Dias Soares, Daryell e Gabrielle Estrêla ficaram cara a cara na 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires), depois que o suspeito se entregou, na noite desta terça-feira (1º/4). Miguel Estrêla morreu no hospital, no último sábado (29/3), em decorrência de traumatismo craniano - enquanto a criança esteve internada, o padrasto permaneceu ao lado da mãe.

Daryell teria se recusado a responder aos questionamentos de Gabrielle - ele deve prestar depoimento nesta quarta-feira (2/4). Diante do silêncio do suspeito, os familiares de Miguel ficaram revoltados. Gritaram por justiça. Mas deixaram a unidade policial sem falar com a imprensa. Após o encontro, a mãe publicou novo desabafo no Facebook. "Agora nesse momento eu abro minha boca a todos! Não amenizei minha dor, mas comecei a fazer justiça à minha própria paz, ao meu próprio coração. Cara a cara com o assassino do meu neném! Eu o repudio!", escreveu.

Depoimentos contraditórios
O suspeito, que estava foragido, se apresentou à polícia. De acordo com a delegada-chefe da 38ª DP, Tânia Dias Soares, Xavier chegou ao local acompanhado por advogados e passará a noite na Delegacia de Polícia Especializada (DPE). De acordo com a delegada, o padrasto passou a ser considerado o principal suspeito do crime após prestar depoimentos contraditórios, levantando suspeitas dos investigadores.

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Ele teria sido a última pessoa a ter contato com a criança. Miguel foi levado ao hospital na quinta-feira (27/3) com convulsão e vários hematomas pelo corpo, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu dois dias depois. Segundo a mãe da criança, Gabrielle Estrela, o padrasto permaneceu durante todo o tempo de internação do menino ao lado de sua família.


"Entreguei a vida do meu filho para esse homem cuidar"
Gabrielle já havia recorrido à internet para desabafar, antes de o suspeito se apresentar para a polícia. "Eu entreguei minha vida e a do meu filho pra esse homem cuidar, eu acreditei no amor e na bondade dele, eu o apoiei, eu o amei, e aceitei seus defeitos sem saber que ele era algo muito pior, minha família inteira se encantou por ele, fomos acolhidos e acolhemos ele e seu filho", publicou.

Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) indicou que a criança sofreu um grande impacto - possivelmente uma agressão - e que não caiu da própria altura. Para a delegada, há indícios de que um golpe teria sido desferido. "Não foi um tombinho a toa que causou o traumatismo craniano. Como o padrasto estava sozinho com a criança, prestou depoimento contraditório e tem envolvimento com lutas marciais, tudo indica que ele pode ter feito alguma coisa", contou Tânia.

Abuso
Os indícios de estupro surgiram com o registro de fissura anal na criança. Não se sabe ainda, porém, se a fissura possui origem interna (problemas de intestino) ou externa (abuso sexual). O resultado do laudo técnico que revela a causa da fissura sairá em no mínimo 15 dias.

(Com informações de Kelly Almeida)

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