Cidades

Aumenta o número de capturas de abelhas no Distrito Federal

O presidente da Associação Apícola do DF, Cícero Clemente, estima que a capital abriga 170 diferentes espécies de abelhas. Mas, de acordo com ele, as Apis melífera são as responsáveis por amedontrar a população

postado em 27/01/2015 06:02
A captura e o extermínio de insetos no DF aumentou 66% em um ano, segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, a maioria abelhas. O número mostra que o perigo das picadas também pode aumentar. Segundo especialistas, o crescimento urbano fez com que os bichos ficassem mais perto das áreas habitadas. Em contato com o barulho e a diversidade de cheiros, os animais ficam irritados e mais propensos a atacar. Grande parte dos casos envolve a Apis melífera, abelha de origem africana, conhecida pelo alto nível de agressividade e pela rápida reprodução. A Secretaria de Saúde afirma que a rede pública está preparada para receber vítimas.

[SAIBAMAIS]Um ataque de abelhas matou a aposentada Luzinete Antas Florentino Farias, 83 anos, na 408 Norte, no fim de semana. Também este mês, o fotógrafo Lula Marques também foi picado ; provavelmente pela mesma espécie ;, no Lago Norte, enquanto fazia cooper. ;A minha preocupação é que o caso ocorra com os idosos que moram por aqui;, analisa Lula.



A tarefa de ensinar às pessoas como minimizar os danos causados pelas abelhas é do Corpo de Bombeiros, além de exterminarem as colmeias. Portanto, a pessoa que se sentir ameaçada ou incomodada com a presença dos bichos na vizinhança pode procurar a instituição para resolver o problema. ;O ideal é que a população nos comunique tão logo verificar a presença deles por perto. Então, faremos a retirada;, explica o chefe de operações do agrupamento de proteção ambiental do Corpo de Bombeiros, capitão Rodrigo Rasia. ;Nós fazemos, inclusive, o transporte dos feridos para os hospitais;, informa Rasia.

Com a expansão da cidade e as queimadas decorrentes da falta de chuva, as abelhas procuram locais para fazer ninhos. ;Essa proximidade da área urbana faz com que elas fiquem mais nervosas e ataquem a população;, aponta o professor de apicultura da União Pioneira de Integração Social (Upis), Reinaldo Morata. De acordo com a Secretaria de Saúde, qualquer clínico da rede está apto a cuidar de pessoas com esse quadro. ;Todos os hospitais públicos estão prontos para receber os pacientes que forem picados por abelhas. Eles podem recorrer diretamente à emergência;, detalha o órgão, em nota.

O presidente da Associação Apícola do DF, Cícero Clemente, estima que a capital abriga 170 diferentes espécies de abelhas. Mas, de acordo com ele, as Apis melífera são as responsáveis por amedontrar a população. ;Elas são muito defensivas e não gostam de barulho, nem cheiro forte. Nessas circunstâncias, ficam estressadas e partem para cima de quem está por perto;, diz Clemente.

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