Cidades

Entidades representativas criticam medidas apresentadas pelo GDF

Representantes de setores, como comércio, automotivo e habitacional, afirmam que não foram ouvidos nas decisões e dizem que mesmo as reduções de alíquotas devem ser insuficientes para balancear o aumento de impostos

postado em 28/01/2015 06:00

Representantes de setores, como comércio, automotivo e habitacional, afirmam que não foram ouvidos nas decisões e dizem que mesmo as reduções de alíquotas devem ser insuficientes para balancear o aumento de impostos

As propostas anunciadas pelo GDF (confira na imagem acima) para economizar e arrecadar tributos foram vistas com apreensão por muitas entidades representativas do DF. Representantes de sindicatos e associações acreditam que o assunto precisaria de mais discussão, uma vez que as medidas apresentadas não serão eficientes para sanar o rombo nos cofres públicos. Reclamam também por não terem sido informados previamente.

Presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF), Adelmir Santana teme que as medidas impactem diretamente no contribuinte. Para ele, o que mais chamou a atenção foi a queda do ICMS para alimentos e medicamentos. ;As reduções foram modestas e simplistas e não devem ser repassadas para a população. Seria mudança se a queda fosse total;, explica. Mas, segundo Santana, o empresário que sofrer com algum tipo de aumento em taxas provavelmente vai repassar para o bolso do contribuinte, caso do combustível.

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O presidente da Federação das Indústrias de Brasília (Fibra), Jamal Jorge Bittar, concorda que as medidas são amargas, mas defende que elas devem ocorrer. ;Nós nos preocupamos mais com o silêncio sobre o equacionamento das dívidas reconhecidas com os fornecedores do que com o anúncio do pacote de austeridade. Além disso, é temerário o GDF dizer que vai reduzir em 25% os contratos, pois, além dos aspectos legais, um contrato reduzido nessa margem indica que possa ter havido sobrepreço na contratação;, avalia.

A proposta de acabar com a isenção do Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para carros zero-quilômetro não foi bem aceita pelos representantes do ramo automotivo. ;Conquistamos a isenção depois de mostrar que o governo perdia milhões com as vendas de carros em outros estados com isenção, como Goiás e Palmas;, explica Alessandro Soldi, vice-presidente do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos Automotores (Sincodiv-DF). Segundo ele, caso a medida seja aprovada pela Câmara Legislativa, as vendas de carros importados devem cair 15% e de populares, 8%. ;O governo vai deixar de arrecadar o ICMS e também o IPVA ; que vai para outra unidade da Federação, mesmo com o carro rodando aqui.; Alessandro Soldi disse que o sindicato pretende marcar uma reunião com o governador.

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