Cinco são presos por vender livros para ajudar entidade fantasma

Eles vendiam um kit no valor de R$ 690, quando o valor venal de alguns era de R$ 40. Eles devem responder por estelionato. O crime aconteceu no Lago Norte

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postado em 13/08/2015 08:42 / atualizado em 13/08/2015 15:15

A Polícia Civil prendeu cinco homens de Aracaju (SE) que praticavam golpes de estelionato no Lago Norte, região nobre do Distrito Federal, desde o início de julho. O grupo vendia livros no valor de R$ 690 e se apresentava na porta das casas dos moradores. Eles se passavam por representantes de entidades assistencialistas em recuperação de usuários de drogas ou estudantes que havia conquistado meia bolsa de estudos e buscava o benefício integral. No entanto, a polícia identificou que tudo não passava de uma farsa.

Desde terça-feira (11/8), investigadores da 9ª Delegacia de Polícia (Lago Norte) identificaram cinco vítimas. A polícia encontrou uma nota fiscal com os suspeitos que revelava o valor de R$ 40 de um dos livros vendidos a R$ 690. Segundo o delegado Sílvio Cerqueira, os homens faziam uma pesquisa prévia para identificar o perfil das vítimas. “Eles buscavam avaliar se os moradores tinham filhos em idade escolar, além de saber como enxergavam o problema das drogas. Inclusive, ao se apresentarem como representantes de entidades de assistência a dependes químicos, eles se passavam por ex-usuários de drogas atendidos na instituição”, explicou.

Os cinco homens foram presos em flagrante e, segundo a polícia, fazem parte de um grupo de, pelo menos, dez suspeitos. Cada abordagem às vítimas era feita por uma dupla. Quatro deles eram vendedores e um atuava como espécie de supervisor. O valor da venda de R$ 690 poderia ser dividido em até seis vezes no cartão de crédito ou cheque. De brinde, eles levavam mais um exemplar.

 

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Os moradores que quisessem colaborar com a causa também poderiam doar valores aleatórios. A partir de R$ 50 as vítimas ganhavam um mapa do Brasil como brinde. “Uma das vítimas suspeitou após fazer uma doação para a tal entidade assistencialista e receber um livro de brinde. Posteriormente, chegou na casa dela um recibo da doação que tratava apenas do livro, mas não falava da instituição de assistência a dependentes químicos”, explicou o delegado.

A vítima fez uma pesquisa na internet, viu um caso de fraude semelhante de uma quadrilha presa em Campo Grande, e resolveu telefonar para a empresa de Aracajú identificada no recibo. “Informaram a ela que a empresa não tinha nenhum representante no Distrito Federal nem fazia doações a entidades de recuperação de usuários de droga”, ressaltou Cerqueira.
Uma segunda vítima teria doado R$ 230 para a suposta entidade e recebeu um mapa de brinde.

 

Em depoimento, os cinco homens disseram à polícia que vendiam livros, mas negaram a farsa de se passarem por representantes de entidades ou alunos que buscavam complementar bolsa de estudos. O grupo também não tinha previsão para retornar à Aracaju. “Enquanto estivessem vendendo livros eles ficariam por aqui, ou depois iria para alguma outra cidade”, explicou o investigador.

Os quatro homens que se passavam por vendedores dos livros foram autuados por estelionato. Já o suposto supervisor vai responder pelo mesmo crime duas vezes. Se condenados, podem pegar de 1 a 5 anos de prisão. “Se alguém identificar que passou por uma situação semelhante procure a delegacia”, recomendou Cerqueira.

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Lost
Lost - 13 de Agosto às 22:54
Só quero saber uma coisa: eles "pesquisavam" sobre as vítimas onde? Facebook? Vizinhos? Dizer como eles obtinham es informações é MUITO importante para evitar até mesmo crimes piores!