Polícia Civil faz assembleia na segunda para decidir rumos da greve

A corporação reivindica vencimentos equiparados aos da Polícia Federal e alega ter perdido 50% do poder de compra em sete anos sem reajuste.

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postado em 07/08/2016 11:07

Marcelo Ferreira/CB/D.A Press


Cumprida a promessa de cruzar os braços por 48 horas, a Polícia Civil do DF retomou o trabalho na manhã de sábado (6/8). Mesmo assim, a tensão continua. Está marcada para amanhã a assembleia que definirá o futuro do movimento. Desde o ano passado, a categoria tenta conseguir aumento de salário e benefícios. No período, ocorreram duas greves. A corporação reivindica vencimentos equiparados aos da Polícia Federal e alega ter perdido 50% do poder de compra em sete anos sem reajuste.

O Correio percorreu ontem algumas delegacias. Nas unidades da Asa Sul (1ª DP), do Cruzeiro (3ª DP) e da Área Central (5ª DP), o expediente voltou ao normal a partir das 8h, segundo informaram os agentes. Uma mulher que preferiu não se identificar contou ter registrado a denúncia de agressão tardiamente. “Queria ter feito isso ontem (sexta-feira), mas não fizeram a ocorrência. Agora, o meu marido sumiu. A (lei) Maria da Penha é séria e deveria ter prioridade, mesmo durante a greve”, reclamou a professora de 31 anos.

O Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol-DF) informou, em nota, que nunca houve intenção de prejudicar a sociedade. “A falta de respeito com os policiais civis, por parte do Governo do Distrito Federal (GDF), obrigou-nos a deflagrar um movimento com medidas mais drásticas”, alegou. “Encerramos a paralisação de nossas atividades. Os policiais civis deverão cumprir estritamente o disposto na cartilha da Operação PCDF Legal, que está na 2ª fase.”

O movimento chegou a ser acusado pelo governo e por setores da sociedade de ser oportunista, pois aproveitou as Olimpíadas para ser deflagrado. Antes da paralisação, votada em assembleia na última quarta-feira, o GDF se dispôs a pagar 7% no próximo ano, 10% em 2018 e 10% em 2019. Mas a oferta foi rejeitada pela categoria e, posteriormente, retirada pelo Executivo local. No dia seguinte, a Justiça decretou a greve ilegal e estabeleceu multas, inclusive pelo protesto realizado diante do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, na estreia da Seleção. O Executivo local determinou, ainda, o corte do ponto dos grevistas.

Antes mesmo de a paralisação terminar, a Polícia Civil do Distrito Federal informou que a Divisão de Operações Especiais (DOE) voltaria ontem à porta dos hotéis onde atletas estão hospedados para retomar a segurança das delegações. Em pontos como o Setor Hoteleiro Norte e o Setor de Hotéis de Turismo Norte, a corporação esteve presente durante a manhã e à tarde.


Procedimentos

Entre as deliberações da cartilha, há comandos para que os policiais não deixem as delegacias se não houver coletes dentro da data de validade, só cumpram mandados de prisão e de busca e apreensão quando as condições de segurança estiverem favoráveis e notifiquem os chefes sobre a falta de material (como projéteis) imediatamente.
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