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Bancário que fraudava financiamento de veículos é demitido por justa causa

Com mais dois colegas, o funcionário causou um prejuízo na ordem de R$ 8 milhões. Ele alegava que havia cometido atos de menor gravidade e pedia a alteração da dispensa para imotivada, além de reintegração ao banco ou o pagamento das verbas rescisórias

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postado em 10/10/2016 14:17

Rafael Campos

Ricardo Marques/Esp. CB/D.A Press - 29/03/2012
A Primeira Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT10) manteve a demissão por justa causa de um bancário que fraudava financiamentos de veículos e causou prejuízos na ordem de R$ 8 milhões. O trabalhador havia entrado com um recurso no qual pediu a alteração da dispensa para imotivada, além de reintegração ao banco ou o pagamento das verbas rescisórias.

 

O homem atuava com mais dois colegas — estes sofreram processo administrativo pela fraude, mas não foram demitidos dos empregos. Por causa disso, o bancário alegou que a pena não procedia, já que os outros funcionários tiveram aumento patrimonial, diferentemente dele, que também argumentou ter cometido atos de menor gravidade. Para justificá-los, alegou “carência de pessoal, excesso de trabalho e condições desumanas”.

 

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O desembargador Grijalbo Coutinho, relator do acórdão, declarou que, por terem sido comprovados os atos de improbidade do bancário, manteria a demissão por justa causa. Para o magistrado, foram descumpridas as normas de financiamento da instituição bancária, com danos para os clientes. Sendo assim, “diante da gravidade da conduta do autor, não há como justificar a prática por ele adotada, com estofo na deficiência de pessoal, do estabelecimento de metas pela empregadora e pelo excesso de volume de trabalho”, afirmou o jurista.

 

Quanto ao pedido para ser reintegrado ao antigo emprego, Grijalbo Coutinho julgou “plenamente razoável e até mesmo desejável que o empregado investigado pela prática de fraude e simulação contratual seja afastado da função de confiança ocupada”. Por fim, disse: “Em suma, o ato danoso causado à instituição e a quebra de confiança estão cabalmente provados nos autos. A prova produzida foi suficiente a demonstrar o ato faltoso praticado, sendo inafastável a justa causa aplicada.”

 

Com informações do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região – Distrito Federal e Tocantins.

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Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
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Marcelo
Marcelo - 10 de Outubro às 14:56
E os outros? Ah! Esses devem ser "maiores" e ficaram com a grana, enquanto esse zé mané ficou com a demissão, processo penal etc.

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