SIGA O
Correio Braziliense

publicidade

Familiares e amigos se despedem de homem assassinado em barco no Lago

O velório de Cláudio Müller, 47 anos, começou às 14h. O clima na Capela 3 do Campo da Esperança é de revolta e medo da impunidade

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 10/10/2016 17:05 / atualizado em 10/10/2016 18:06

Luiz Calcagno

Divulgação/Facebook
 
Amigos e familiares se despedem, no fim da tarde desta segunda-feira (10/11), de Cláudio Müller, 47 anos, assassinado por um policial federal na noite de sábado, após uma festa na embarcação Lake Palace, ancorada no píer do Motonáutica no Setor de Clubes Norte. O velório acontece na Capela 3 do Campo da Esperança, começou às 14h e o enterro está marcado para 17h. O movimento no local é grande e, a todo momento, chegam mais pessoas para prestar as últimas homenagens ao funcionário do setor de tecnologia da informação do Banco do Brasil.

Leia mais notícias em Cidades

Cláudio Müller deixou a mulher, Valderly da Silva Feitosa, 30, com quem era casado há 13 anos, uma filha de 9 anos e outra de 20. Esta última de um casamento anterior. No perfil da vítima nas redes sociais ele se descreve como “trabalhador, esposo e pai de duas princesas”. Vanderly está abalada, e o clima no local é de revolta. A todo momento é possível ouvir comentários sobre a possibilidade de o agente da PF não ser punido pela morte do bancário.
 
Cláudia Casado, 30 anos, uma das amigas da família, descreveu Cláudio como parceiro e fiel à família. Ela conta que a vítima sempre foi um excelente pai. "As meninas eram loucas por ele. Ele sempre foi muito próximo da mais velha, sempre apoiando para que ela tivesse uma vida próspera. É muito triste saber que ele não estará vivo para ver as conquistas das meninas", conta. 
 
O agente da Polícia Federal Ricardo Matias Rodrigues, 44 anos, atirou em Cláudio e em um amigo da vítima, Fábio Cunha, 37 anos, após uma confusão motivada, supostamente, por ciúmes. Fábio estava internado no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e recebeu alta nesta segunda-feira (10/10). Em nota, a Polícia Federal informou que vai instaurar um processo administrativo disciplinar para apurar a conduta de Ricardo. Ele continua trabalhando normalmente no edifício sede do Departamento de PF, no Setor de Autarquias Sul, conhecido como Máscara Negra.
 
A festa de aniversário de três amigas aconteceu no barco Lake Palace, ancorado no píer do Motonáutica. O evento transcorreu normalmente e os convidados começavam a ir embora quando a confusão começou. Vanderly contou, em depoimento, que foi ao banheiro no fim da festa e, ao sair, uma das aniversariantes a agrediu com três tapas na cara e palavras de baixo calão. Ela contou para Cláudio, que foi tirar satisfação. Fábio apoiou o amigo.

O policial federal contou em depoimento que a mulher, Renata de Andrade Silva, era promoter da festa, e tentou intervir na briga entre os dois homens e a aniversariante. Na versão de Ricardo, a dupla passou a agredi-la e ele decidiu sacar a arma. Nesse momento, eles teriam investido contra o policial, que disparou.

publicidade

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.
 
André
André - 11 de Outubro às 11:52
É um absurdo que um Policial de folga possa sacar uma arma, atirar livremente e matar pessoas... Se não estivesse armado durante sua folga não teria assassinado ninguém.
 
Paulo
Paulo - 11 de Outubro às 02:08
Policial desqualificado. Poderia ter quando muito atirado pra cima ou em caso de necessidade, valer-se sua péricía para alvejar as vítimas em partes não letais (pé, braço etc)
 
Marco
Marco - 10 de Outubro às 22:27
#somostodosclaudiomuller a próxima vítima pode ser você.
 
denis
denis - 10 de Outubro às 19:37
Tudo errado , apesar de ter porte garantido por lei não estava a serviço não tinha vinculo funcional com o evento sacou da arma para matar se tivesse dado tiro nas pernas como manda orientação da legitima defesa não tinha assassinado .

publicidade