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Governo e promotor da F1 se unem para tentar acelerar cessão do autódromo

Circuito da capital está fechado há 22 meses e ainda não tem data para ficar pronto

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postado em 12/10/2016 17:53 / atualizado em 12/10/2016 18:18

Braitner Moreira /Correio Braziliense

 
Gabriel Jabur/Agência Brasília - 26/9/16


A tentativa de entregar o Autódromo Internacional Nelson Piquet à iniciativa privada foi acelerada, nesta terça-feira (11/10), em uma reunião no Palácio do Buriti. O governador Rodrigo Rollemberg e convidados debateram o futuro da instalação durante cerca de 40 minutos, num brainstorm fora da agenda oficial. A missão era mostrar o potencial da área para além da pista, o que, na visão dos presentes, poderia ser capaz de torná-la rentável.

Da forma como era administrado, o autódromo não gerava receita suficiente para cobrir as despesas — muito menos para financiar as reformas que hoje são necessárias para voltar a funcionar. O equipamento está fechado desde dezembro de 2014 e não tem previsão de ser reaberto.

No mês passado, o Conselho Gestor de Parcerias Público-Privadas (PPPs) autorizou a Terracap a buscar interessados em administrar o autódromo, por meio de manifestação de interesse privado (MIP). A reunião de ontem foi a primeira aproximação desde então entre governo local e executivos bem relacionados no meio do automobilismo.

Entre os presentes, estava o húngaro-brasileiro Tamas Rohonyi, sócio da Interpub, empresa que detém os direitos de organizar as provas de Fórmula 1 no Brasil até 2020.

“Viemos oferecer ajuda à configuração do autódromo, que vai passar por uma grande reforma, e apresentar as regras mais atuais de segurança de praças esportivas, porque estamos em contato direto com a FIA (Federação Internacional de Automobilismo)”, disse Rohonyi. O executivo veio a Brasília acompanhado por Luis Ernesto Morales, engenheiro-chefe do autódromo paulistano.

Em geral, o maior elogio ao autódromo diz respeito à logística, por ser um dos poucos da América Latina localizados na região central de uma metrópole. Para Jamal Bittar, presidente da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra), a região da pista pode ser transformada em um “polo de conhecimento, de educação e de tecnologia”. “Se você focar a obra na simples disputa esportiva, teremos um projeto limitado. O autódromo não pode ser só para corrida de carros. Envolve tecnologia de ponta na área automotiva, tecnologia de transmissões, redes de dados, educação focada em desenvolvimento tecnológico”, enumera o dirigente, um dos presentes no Buriti.

Uma nova reunião do grupo não tem data marcada, mas novos encontros devem ser feitos no mês que vem, quando executivos do automobilismo chegarem ao país para a disputa do Grande Prêmio do Brasil, marcado para 13 de novembro, em São Paulo. 

Fora do calendário
O autódromo que revelou Nelson Piquet, tricampeão mundial da Fórmula 1, está fechado para reforma desde dezembro de 2014. Um mês depois de as máquinas começarem a trabalhar no asfalto, a obra acabou suspensa pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) por suspeitas de sobrepreço e falhas no projeto de engenharia. A reforma foi estimada, inicialmente, em quase R$ 252 milhões.

A pista brasiliense costumava receber duas provas da Stock Car e uma da Fórmula Truck por temporada, além de disputas como o Campeonato Brasileiro de Marcas e da Fórmula 3. Desde então, porém, Brasília está fora do circuito nacional e perdeu a chance de sediar a Fórmula Indy, marcada para março de 2015. Os contratos foram anulados apenas 45 dias antes da prova, quando cinco dos 10 setores das arquibancadas já estavam com ingressos esgotados.


A 20ª temporada
O brasileiro Tony Kanaan, 41 anos, renovou contrato com a equipe Chip Ganassi para correr a temporada 2017 da Fórmula Indy. Ele vai para o 20º ano seguido na categoria, o quarto representando a escuderia. O piloto baiano foi campeão da Indy em 2004 e venceu as tradicionais 500 Milhas de Indianápolis em 2013.

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