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Viúva denuncia morte suspeita no Centro de Detenção Provisória

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postado em 13/10/2016 19:53 / atualizado em 13/10/2016 20:42

Uma família quer saber os motivos da morte de um homem, de 38 anos, que estava preso no Centro de Detenção Provisória (CPD). Reginaldo dos Santos Ferreira estava preso desde 16 de agosto último, por tráfico de drogas. Em 4 de setembro, ele teria passado mal e foi encaminhado ao Hospital Regional do Asa Norte (Hran), onde morreu. A mulher de Reginaldo, Ingrid Aragão, 26, foi notificada no dia seguinte, quando ela se dirigiu à unidade de saúde. Lá, a mulher recebeu a informação de que causa da morte do marido havia sido natural.

 

Thiago Soares/CB/D.A Press

Ingrid pediu uma necrópsia do corpo de Reginaldo, que só foi liberado um cerca de mês depois. No dia do enterro, os familiares tiveram uma desagradável surpresa. O corpo estava em avançado estado de decomposição. “Ele estava em local totalmente inadequado, em cima de uma maca, e ainda com os braços e os dentes quebrados. Quero saber, de fato, qual o motivo da morte do meu marido.”

 

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Doze dias após a morte, enquanto aguardava a liberação dos documentos, ela recebeu a informação de que o corpo do marido havia sido registrado como indigente. Por esse motivo, o enterro teria sido marcado, por uma equipe do Serviço Social do GDF, para o Cemitério de Taguatinga, em 14 de setembro. Indignada, ela entrou com recurso para alterar a certidão de óbito. No dia do sepultamento, já com os familiares reunidos em Taguatinga, a mulher descobriu que o enterro, na verdade,seroa no Cemitério de Sobradinho.

 

Depois de tudo reorganizado, Ingrid conseguiu remarcar a cerimônia para 1º de outubro, data em que receberam o corpo já em estado de decomposição. “Não dava mais para reconhecer. O Instituto Médico Legal (IML) tinha informado que ele estava na geladeira. Não foi isso que vimos. Tivemos que esperar mais quatro dias para fazer o enterro. Houve uma total falta de respeito. E estou sem saber a forma que o meu marido morreu. Se ele foi agredido.”


Por meio de nota enviada à TV Brasília, do mesmo grupo de comunicação do Correio Braziliense, a Subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe), da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social (SSP-DF), informou que Reginaldo deu entrada no hospital com quadro de insuficiência respiratória. Ele teria ficado em observação, mas morreu após uma parada cardíaca. A Polícia Civil alegou que o corpo não foi reclamado por familiares após o 15º dia útil da morte, depois de o sepultamento já ter sido organizado pelo Serviço Social do GDF, conforme prescreve a lei.

 

O Correio questionou a PCDF sobre o estado de decomposição do corpo, local de armazenamento e possível investigação da causa da morte. Até a publicação desta reportagem, a corporação não havia se pronunciado.

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